Domingo, 06 DE Junho 2010

Como estreia no 'estabelecimento', resolvi escolher uma entrada sentimental ligada ao revivalismo de mundiais de futebol anteriores: momentos especiais, conquistas míticas, principais selecções e jogadores que marcaram a história deste desporto. Desde logo, fica a questão: qual o primeiro mundial de que se lembram? Quais as figuras que nunca mais esqueceram? Aqui fica o meu apontamento pessoal:

Nasci em 1975, um ano após a 'Laranja Mecânica' ter encantado os adeptos do futebol com o seu jogo feito de arte em movimento. Ainda hoje, não fico indiferente às virtudes da 'escola holandesa'.

Coincidência feliz, ou não fosse a Argentina a minha selecção preferida, o mundial de 1978 é o primeiro da minha vida. Na altura, apenas com 3 anos, confesso que não me recordo de nada. Porém, quando presentemente vejo as imagens daquele efervescente Estádio Monumental, reconheço aqueles papelinhos num cantinho do meu disco rígido cerebral. Provavelmente, terei aprendido a gritar golo com Mario Kempes.

Quatro anos depois, no mundial disputado em Espanha em 1982, as minhas lembranças persistem muito vagas e, porventura, demasiado centralizadas em 3 ou 4 jogadores que moldaram o meu imaginário futebolístico: o incrível guardião Harald Schumacher e o temível goleador Karl-Heinz Rummenigge, ambos da Alemanha Ocidental; Zico, do Brasil; Michel Platini, de França; e, o inevitável Paolo Rossi, de Itália, selecção que acabaria por se sagrar vencedora do torneio. No entanto, não são muitas as recordações, excepção feita para aquela espantosa meia-final disputada entre a Alemanha e a França. Um jogo de enorme emoção que deveria ser visto por todos os que amam o futebol.

Finalmente, em 1986, já com 11 anos, posso afirmar que foi o primeiro mundial em que a minha memória não ficou atraiçoada por qualquer spyware. O mundial de Diego Armando Maradona, o meu jogador preferido de todos os tempos e, na minha opinião, o melhor de sempre deste desporto. Nesse toneio em particular, recordo-me, obviamente, da (triste) participação portuguesa, mas também das fantásticas defesas do soviético Rinat Dassaev, das luvas do mítico Jean-Marie Pfaff, do grande médio belga que era Frank Vercauteren, da selecção da Alemanha, da França, do Brasil de Silas e Valdo, da Itália de Antonio Cabrini, Gaetano Scirea, Marco Tardelli, Bruno Conti e tantos, tantos outros, com o argentino Maradona tão presente no Olimpo futebolístico mundial e, ao mesmo tempo, tão próximo de um sorriso de uma criança de 11 anos. E vocês? Que tal uma viagem ao baú de recordações?

publicado por stadium às 16:52
Revejo-me totalmente neste post até porque também nasci em 1975.
Pedro Varela a 6 de Junho de 2010 às 19:06
Nasci em 1979, por isso o meu "percurso no mundial" é parecido, mas 4 anos depois. Ou seja, do Mundial de 1982 não me lembro de nada, do de 1986 apenas uns fogachos (golos de "dios", selecção portuguesa e mascote do mundial). Do Itália 1990, já tenho mais memórias. Acabavam os jogos e ia para a rua com uma bola. Tornava-me no Donadoni tuga normalmente.
MB a 7 de Junho de 2010 às 15:11
O primeiro Mundial de que me recordo é o de 98, tinha eu 10 anos. Comecei a ver futebol imediatamente após o de 94, pelo que já não assisti aos jogos desse. Posteriormente, como é óbvio, já vi vídeos de muitos dos anteriores, com especial destaque para os de 86 e de 90 (onde brilharam Maradona e Higuita/Camarões de Milla, respectivamente). No entanto, o primeiro a que assisti conscientemente foi o de 98. Mais do que o bis de Zidane na final (de cabeça, algo quase irrepetível nele), tenho bem presente a grande proeza da Croácia (chegou ao 3º lugar na estreia na prova, imitando o feito de Portugal em 66), que pé ante pé foi passando as diversas fases, trucidando a campeã europeia Alemanha por 3-0, e só caiu aos pés da França que haveria de ser campeã mundial, com um bis único de Thuram (em 142 jogos pela selecção, só marcou mesmo esses 2 golos). Recordo também o futebol muito apelativo da Holanda, arredada da final pelo Brasil e apenas nos penaltys; da Dinamarca, que só caiu aos pés também do Brasil e por 3-2; da Argentina, capaz (como quase sempre) do melhor e do pior (futebol de grande nível, mas derrota com a Holanda nos quartos-de-final depois da expulsão de Ortega); da Nigéria, com a sua melhor geração de sempre, que afastou (juntamente com o Paraguai de Chilavert) a Espanha na fase de grupos; e o próprio Paraguai, com uma defesa de betão que só caiu perto do fim do prolongamento, com um golo de ouro (o primeiro da história dos Mundiais) de Laurent Blanc. Apesar da ausência de Portugal, foi um bom Mundial. O vencedor, apesar de justo, é que não foi do meu agrado.
Sloml a 7 de Junho de 2010 às 15:33

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