Domingo, 13 DE Junho 2010

Entrada em grande dos sempre candidatos alemães para não deixar dúvidas a ninguém que eles vão lutar pelo título. Havia alguma curiosidade para ver até onde podiam os australianos com a sua experiente equipa complicar a vida a uma Alemanha renovada e cheia de sangue fresco como se percebe pela inclusão de seis recentes campeões europeus sub21 nos 23 escolhidos. Destaque para Neuer na baliza, e Ozil que assinou exibição de enorme nível.

A diferença de média de idades entre os dois "onzes" é a maior de todos os Mundiais, com os alemães com 6 anos e 42 dias mais novos que os australianos, aliás esta é a equipa alemã com média de idade mais nova em 76 anos!

O jogo até começou bem para os australianos mas cedo se percebeu que Verbeek abordou muito mal o jogo deixando a Australia a jogar num 4-5-1 em que o avançado Cahill esteve sempre só e abandonado mostrando que o ataque dos cangurus era inexistente. No outro lado apareceu uma Alemanha muito bem organizada, muito motivada e apresentar um belo futebol longe de acusar a ausência do mestre Ballack e de outros lesionados que dizimaram a preparaçao para o Mundial.

Foi com naturalidade que Podolski abriu o marcador e que Klose fez o 2-0 de cabeça. Klose marcou no terceiro Mundial que joga e já leva 11 golos em Mundiais.

A experiência de Klose encontra equilibrio na juventude de Muller que também se estreou da melhor maneira com um golo e um passe para golo confirmando ser uma das maiores promessas do futebol europeu. Entretanto já a Austrália estava rendida com a expulsão do solitário Cahill após uma entrada por trás. Esta foi a 4ª expulsão em 8 jogos de Mundial, um record em campeonatos do mundo!

Com o jogo a correr tão bem deu para a Alemanha controlar o jogo e fazer rodar jogadores como Cacau que não precisou mais de 2 minutos em campo para marcar golo.

Alemanha entra em grande estilo assinando a primeira goleada da competição e deixa a promessa de mais uma carreira histórica.

 

Melhor em Campo: 10 Lukas PODOLSKI

 

 

 

publicado por J.G. às 21:47

Num grupo dominado pelo favoritismo incontestável da Alemanha, existe a natural expectativa de saber qual das restantes selecções reúne melhores argumentos para perseguir o sonho dos oitavos-de-final. Apesar de uma ligeira supremacia (teórica) favorável à Sérvia, a selecção do Gana conta com óptimos executantes e a Austrália também acalenta o desejo de seguir em frente. Por tudo isto, esta partida entre europeus e africanos poderia deixar algumas indicações quanto ao desfecho do grupo D, onde três outsiders lutam contra a poderosa força germânica.

À partida, na bolsa de apostas, a Sérvia partia com ligeira vantagem. Liderada desde o banco pelo experiente Radomir Antic, treinador sérvio com percurso notável em Espanha, onde foi campeão pelo Atlético de Madrid há quinze anos, esta equipa, fiel representante de um tipo de futebol requintado tecnicamente, à imagem da antiga Jugoslávia, conta com jogadores brilhantes do meio-campo para a frente. À dupla de avançados, Pantelik e o 'gigante' Zigic, junta-se o perigoso Krasic e capitão Stankovic, polivalente centrocampista do Inter de Milão. Na defesa, igual presença de atletas consagrados: Ivanovic (Chelsea), Vidic (Man Utd), Lukovic (Udinese) e Kolarov (Lazio), lateral esquerdo muito pretendido pelo Real de Madrid de José Mourinho. Tudo apontava para que, com maior ou menor dificuldade, a Sérvia levasse de vencida a selecção conhecida como os 'Estrelas Negras'.

Porém, do lado africano, mesmo sem a presença da sua maior estrela, o médio Essien do Chelsea, nota-se a evolução táctica desta equipa, pontuada pela qualidade individual dos seus intérpretes. Curiosamente, também um sérvio no banco a liderar os destinos desta selecção. Seu nome? Milovan Ravejac. Por esta hora, persona non grata no seu país de origem. Se na 1.ª parte o equilíbrio foi a nota dominante, na 2.ª parte o ritmo africano, acompanhado pelas ruidosas vuvuzelas, marcou a música que se ouvia no relvado. O Gana surgiu muito forte no início do segundo tempo, com maior posse de bola, atrevimento ofensivo, mas sem descurar o sector mais recuado. Depois, vieram dois minutos fatídicos: o 74 e o 84. A história do jogo mudou por completo.

Em mais uma iniciativa dos 'Estrelas Negras', o central sérvio Lukovic agarra um adversário, acabando por receber o 2.º cartão amarelo e consequente ordem de expulsão. A Sérvia fica a jogar com 10 jogadores e Radomir Antic não hesita: tira o médio esquerdo Jovanovic, muito apagado, entrando o central Subotic para que a defesa fique reposta com o habitual quarteto. De pouco adiantou. Passados dez minutos, nova contrariedade: num lance que partiu do lado esquerdo do ataque do Gana, o recém-entrado Kuzmanovic mete a mão à bola na grande área e o árbitro assinala a marcação de grande penalidade. O avançado do Rennes, Asamoah Gyan é chamado a converter e, diante de Stojkovic, bem conhecidos dos portugueses, marcou o golo que decidiu o resultado. Por fim, ao 3.º dia, uma equipa africana vence uma partida, depois de África do Sul (empate 1-1 com México), Nigéria (derrota 0-1 com Argentina) e Argélia (derrota 0-1 com Eslovénia), não terem conseguido a mesma sorte.

Em conclusão, a Sérvia terá de melhorar muito se pretender continuar a ter esperanças na passagem à fase seguinte. A equipa esteve demasiado presa no seu 4x4x2 clássico e falta, claramente, maior criatividade e mobilidade na criação de mais, e melhores, oportunidades de golo. Quanto à equipa africana, revelou-se uma agradável surpresa e deve ser uma selecção a ter debaixo de olho. Relembro que no ano passado, o Gana conquistou o campeonato do mundo de sub-20, vencendo o sempre favorito Brasil na final. Aliás, neste lote de 23 jogadores, alguns são provenientes dessa equipa campeã, donde se destaca o capitão desse torneio, o jovem de 19 anos Andre Ayew. Quem sabe não estará aqui uma das revelações deste certame?

Homem do jogo: Asamoah GYAN

 

publicado por stadium às 16:55

O enquadramento necessário para este jogo é que estamos perante o único grupo que tem 4 selecções acima do 30º lugar do ranking FIFA. Mas ninguém acredita que Argélia e Eslovénia possam fazer um grande mundial. Com um resultado já conhecido deste grupo, o empate da Inglaterra com os Estados Unidos, há também um enquadramento local, ninguém quereria perder o jogo, e quem ganhasse podia ficar em boa situação para lutar pela qualificação. Uma curiosidade estatística, a Eslovénia é o segundo país com menos população a entrar em Mundiais, logo a seguir a Trindade e Tobago.

Para quem acompanha o futebol nacional havia 2 jogadores muito próximos de nós, mais concretamente do Benfica. Yebda, actualmente no Portsmouth (campeão mundial sub-17 pela França e único jogador a poder se campeão por 2 selecções diferentes) e Halliche, emprestado ao Nacional, entraram no onze titular da Argélia.

O jogo começou de forma tão calma, que a certa altura chegava-se a questionar se os jogadores estavam sob o efeito de algum ansiolítico. Ligeiro ascendente nos primeiros minutos da selecção argelina, Halliche em destaque, mas os passes falhados aumentavam da mesma forma proporcional que as críticas à Jabulani. Mas diga-se em abono da verdade que a culpa não era da bola. A primeira situação de perigo verdadeira por parte da Eslovénia foi ao minuto 20. A primeira meia hora de jogo que assistimos foi talvez a pior deste mundial, e o público confirmou-o quando começaram a fazer a onda mexicana, já não havia nada que os prendesse ao jogo. A melhor oportunidade da primeira parte foi aos 35 minutos por Halliche, uma cabeçada que só não entrou porque a direcção não foi a mais correcta. Final da primeira parte com o resultado certo, apesar do ligeiro ascendente da Argélia, Halliche em destaque com 24 passes dos quais 22 feitos de forma correcta.

A segunda parte tinha de prometer mais. Pelo menos esperávamos nós, adeptos de futebol. Os primeiros 10 minutos confirmaram que ninguém queria perder, ninguém desejava descarrilar o comboio da qualificação. E mesmo os treinadores não estavam virados para alterações drásticas nas suas equipas, não havia pensamento a médio prazo. Ninguém estava para pensar que uma vitória hoje dava direito à liderança no grupo com 2 pontos de vantagem.

Continuou-se num ritmo de treino. O empate parecia o destino desta partida.

Mas 2 momentos alteraram a história do jogo. Não foi o adepto que via o jogo da torre de iluminação perante o olhar incrédulo da polícia, nem o facto de Zidane estar nas bancadas. Ghezzal entrou na equipa argelina para dar alguma profundidade ao jogo directo da Argélia, mas a jogada do seu treinador, Saadane, não funcionou. Ghezzal foi expulso 14 minutos depois de entrar em campo, tornado-se o mais rápido jogador suplente a ser expulso num mundial. E Koren, médio da Eslovénia, remata de fora de área sem que alguém se opusesse, e apesar do remate ser fraco e pouco direccionado, Chaouchi dá o 2º peru do mundial. Só assim a Jabulani podia entrar, e novamente sem culpa da menina que tão maltratada foi durante este jogo!

Um golo que valeu à Eslovénia os 3 pontos. Um golo que valeu a Koren o direito a ser homem do jogo. Um golo que dá para os jornais de todos mundo esquecerem por momentos Green.

Homem do jogo: Robert KOREN


Algeria 0-1 Slovenia

Simão | MySpace Video

publicado por Pedro Varela às 14:53

Um destemido adepto argelino a ver o Argélia-Eslovénia instalado numa das torres de iluminação com bandeira e tudo! Provavelmente de borla e com as autoridades cá em baixo incrédulas a olhar para ele. Herói!

publicado por J.G. às 14:14
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Danny Jordan, director-executivo do Mundial da África do Sul, foi confrontado pela BBC a propósito da tortura das vuvuzelas e ficou no ar a possibilidade de se proibir a sua entrada nos recintos de jogo.

 

publicado por N.T. às 12:22
editado por J.G. às 12:39
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Aproveito o balanço do excelente post do Nuno Tadeu para partilhar a minha preferência alemã em Mundiais.

É engraçado como o tempo passa e a vontade de contarmos a mesma história nunca desaparece e vai enriquecendo em ciclos de vida que nos vão envelhecendo mais depressa do que queríamos.

No fim dos anos 80 no Liceu de Benfica já toda a gente sabia que eu era o que torcia pela Alemanha já que eu levava vestida a camisola da mannschaft muitas vezes.

Mais tarde nos locais de trabalho por onde passei quando chegava o verão dos anos pares lá explicava porque torcia pelos Alemães.

Ao longo da vida vi sempre colegas e amigos torcerem pela Argentina, Brasil, Inglaterra ou Itália. Muito poucos encontrei que gostassem da Alemanha.

A minha vida ficou marcada pelo Mundial de 1982 em Espanha. Foi o primeiro torneio que acompanhei com atenção e foi aí que percebi que adorava ver futebol além do Benfica. Nesse ano já ia a todos os jogos na Luz e estava habituado a ver futebol e a um Benfica vencedor. O Mundial era um bónus para ver o futebol de outros países, ver jogadores que raramente podia ver, conhecer outros que só conhecia de jornais e revistas ou cadernetas.

Apaixonei-me pelo Brasil do Zico, Sócrates, Éder e Falcão. Sofri bastante na tarde em que a Itália afastou o Brasil porque senti que o futebol pode ser muito cruel. Continuei a seguir o torneio e sem Brasil os meus olhos brilhavam com o futebol de Littbarski, Rummenigge, Fischer, Breitner, Stielike, Hrubesch ou do grande guardião Schumacher.

Também gostei de ver os craques franceses e italianos e não esqueci a excelente Polónia de Boniek que assinou maravilhoso Hat trick contra a Bélgica. Mas o futebol alemão ficou-me na retina.

Depois seguiu-se o Euro'84 e delirei com a carreira de Portugal. Era a primeira vez que via a nossa Selecção numa fase final tão importante. Dois anos mais tarde em 1986 tive tempo para ficar desiludido com o circo de Saltillo. E foi com naturalidade que continuei a seguir o Mundial olhando só para os outros países.

Queria o sucesso do Brasil porque ainda não tinha esquecido os jogos de 1982. Mas o Marrocos-Portugal estragou tudo. Não achei piada nenhuma a ver os adeptos brasileiros no México a torcerem por Marrocos e a festejarem à grande a nossa segunda derrota! Nem o facto dos africanos serem treinados por um brasileiro me fez mudar de ideias. Senti ali uma traição.

Uns dias mais tarde vi o França-Brasil e quando vi Zico entrar e sacar um penalti que metade da equipa festejou como se tivesse sido um golo para depois o próprio Zico falhar pensei que a minha vida não era apoiar aquele futebol. Os franceses afastaram o Brasil nos penaltis e na minha preferência. Nessa altura já só tinha olhos para Maradona. Vi todos os jogos da Argentina e fiquei para sempre rendido a Diego Maradona.

No entanto nunca fiquei agarrado à selecção argentina. Adorava o Maradona e por isso gostava de ver a Argentina como gostava de ver o Barça ou o Nápoles, desde que Maradona estivesse lá.

 

Entre 1986 e 1988 a minha vida mudou muito, turbulências familiares que me fizeram ver a vida de outra maneira e conhecer pessoas mais velhas que me ajudavam a a crescer o necessário na altura. Uma dessas pessoas é um amigo de infância da minha mãe que ao saber da minha paixão pelo Benfica e por futebol aproximou-se e alimentou muita desta loucura. Contou-me histórias do seu benfiquismo e mostrou-me como era vivido o futebol na Alemanha onde ele vivia há 20 anos. Começou a trazer-me resumos gravados em VHS para eu conhecer a Bundesliga e alguns jogos da Alemanha. Passei a adorar o Hamburgo, cidade onde ele vivia, e alguns jogadores como o Klinsmann, na altura no Estugarda, ou o Matthaus, ou o grande Aughentaler.

O golpe final aconteceu no meu 15º aniversário quando ele me traz a novíssima camisola da Alemanha que tinha as cores da bandeira a atravessar o habitual branco. A camisola mais bonita que já vi em Mundiais chegou a Portugal uns meses antes de começar o Euro'88 que era jogado na Alemanha.

Quando começou o Euro'88 todos os meus colegas da Secundária de Benfica ficaram ruídos de inveja ao ver que eu já exibia aquela camisola há meses e que não se vendia por cá.

A Alemanha passou a ser a minha equipa mesmo porque , mais uma vez, em 1988 não houve apuramento português. O Euro'88 não correu muito bem porque a laranja mecância do Gullit levou tudo à frente mas a espera foi curta.

Em 1990 em Itália as camisola alemãs lá continuavam a espalhar encanto no Mundial com uma senhora equipa. Foi com euforia que festejei a carreira alemã e a vitória na final contra a Argentina. Revia-me tanto naquele futebol e naqueles jogadores. O trio interista Matthaus- Brehme - Klinsmann e todos os outros. Adoptei aquela selecção e o facto de ser sempre olhado de lado quando digo que torço por eles dá-me ainda mais gozo.

A partir daí compro quase sempre as camisolas alemãs e torço sempre por eles. Só no último Mundial é que fiquei triste quando Portugal caíu aos pés de Ballack e companhia.

Já não há Klinsmann mas houve sempre grandes jogadores na Alemanha que raramente deixaram mal quem os apoiou.

 

Com a evolução da Bundesliga e as naturalizações o futebol da selecção também se modificou e este ano apresenta uma mescla muito interessante de ser seguida. Há consagrados no meio de miúdos que o mundo nem conhece.

 

Hoje entra em campo a Alemanha e tal como acontece sempre desde 1988 eu vou torcer por eles. Tudo por causa do amigo Pedro Macedo a quem deixo aqui um forte abraço.

publicado por J.G. às 03:21
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