Terça-feira, 15 DE Junho 2010

Começou o mundial para o penta campeão, com uma vitória num jogo de duas partes bem distintas. O Brasil é sempre um candidato a vencer uma competição como esta, desde 1934 que nunca perdeu no jogo de abertura, foi o melhor na qualificação da zona sul americana, mas esperava-se mais. No meu entender, muito mais. Cumpriram.

Ainda o jogo não tinha começado e havia já um momento para recordar deste mundial e da participação da Coreia do Norte. Tae Se (camisola Nº9) e que acabou por ser o melhor elemento da Coreia, a chorar compulsivamente quando o hino ecoou em Ellis Park. Simplesmente impressionante. Tal como a forma que actuou nos primeiros 45 minutos.

Os primeiros dez minutos de jogo só deram Brasil e esperava-se que a qualquer momento o golo aparecesse. E com isso, o fim da partida pois ninguém acreditava numa surpresa do "underdog" Coreia do Norte. Mas de repente, assentando o seu jogo em futebol organizado, utilizando a velocidade de Tae Se, altamente motivado, com uma defesa a marcar bem não dando espaço aos mais criativos do Brasil, principalmente Kaká que esteve muito apagado e Robinho que foi o melhor elemento canarinho a ter pouco espaço para ludibriar a defesa contrária, a Coreia agradou e muito pelo futebol que jogou na primeira parte. O jogo foi caindo de ritmo proporcionalmente ao tempo que nos aproximávamos do fim da primeira parte, e num Brasil apático e sem soluções, apenas 2 pontapés no marasmo, remate de Maicon e umas "brincadeiras" de Robinho. O empate justificava-se, a Coreia podia estar orgulhosa do resultado conquistados ao intervalo com todo o mérito.

No intervalo dizia-me o amigo João Gonçalves que percebia agora porque Dunga escondia os treinos da sua selecção, realmente aquilo é vergonhoso!

Ninguém tinha dúvidas que a segunda parte tinha de melhorar, nem que fosse pela história. O Brasil nos últimos 22 jogos da fase de grupos do mundial marcou sempre pelo menos 1 golo. O último empate a zero data de 1978 contra a Espanha. E foram precisos apenas 9 minutos para que um dos melhores laterais (direitos) do mundo marcasse o primeiro da partida, Maicon. Um golo intencional quando todos esperavam um centro. Inteligência? Certamente que sim. Puxo agora o filme 17 minutos para a frente para que estejamos já a falar do segundo golo do Brasil. Elano, pronto para ser substituído é desmarcado por Robinho, passe sensacional, a elevar a contagem para 2. Tudo fácil, a Coreia já começava a ceder por todos os lados, o Brasil a garantir a primeira vitória na África do Sul. E volto a puxar 17 minutos para a frente, golo da Coreia do Norte. Que grande jogada quando poucos esperavam por esse momento. Yun Nam a fazer um golaço histórico. E mais não foi possível. Mas não deixo de terminar fazendo um pequeno aviso a Portugal e Costa do Marfim, cuidado com os Coreanos de Kim Jong-il!

O Brasil venceu e acabou por fazê-lo de forma justa, mas devo dizer que para ser campeão terá que mostrar muito mais!

Homem do Jogo: Robinho


 

publicado por Pedro Varela às 21:04

Início esperado da Selecção de Portugal no Mundial. Quando pensamos racionalmente sobre o trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos tempos em relação à selecção, percebemos que não era possível fazer muito mais. Pelo menos com a estratégia adoptada e que agora não adianta desenvolver. A Selecção que está na África do Sul é a aquela que terá de conseguir os seus objectivos.

Da equipa titular devo realçar que Danny provou que não é titular, tal como tinha provado no outro dia com Moçambique que pode lutar pela titularidade. Confuso? Nem por isso, Simão, Deco (apesar da fraca exibição de hoje) e Raul Meireles deveriam ter sido o tridente do meio campo. Liedson poucas vezes tocou na bola, esforçado, característica que já estamos habituados, mas começa a ficar no ar a possibilidade de entrar Hugo Almeida. Aliás, não percebo porque não jogou o avançado na segunda parte, pelo menos nos últimos minutos, quando a Costa do Marfim evidenciava algumas carências físicas. Serviria para o jogo aéreo e quem sabe para alguma confusão que a chuva podia lançar. Coentrão o mais regular da Selecção, que óptima partida fez o jogador Português. Pegou de estaca no lado esquerdo!

O momento do jogo foi de Portugal pelo remate de Cristiano Ronaldo ao poste. Até essa precisa altura estávamos por cima do jogo, com mais posse de bola, a trocar relativamente bem a jabulani. Mas lembro que esse momento foi ao minuto 11!!! Portugal a partir dai desapareceu do jogo.

A Selecção da Costa do Marfim, mesmo sem Drogba que só entrou no decorrer da segunda parte, teve em Gervinho, homem do jogo, o seu melhor homem, ora na direita, ora na esquerda, sempre a fazer o que queria de quem lhe fazia frente e curiosamente só nas dobras é que alguém o travava. Lembro-me perfeitamente de duas situações uma de Paulo Ferreira e outra de Fábio Coentrão.

Não sei (força de expressão) o que Queirós poderá alterar na Selecção para o jogo melhorar, mas há que urgentemente repensar a equipa para que a produção suba de nível. Primeiro porque vamos defrontar uma incógnita selecção da Coreia do Norte, e se queremos vencer é necessário que aconteça por uma diferença de golos maior que a que presumivelmente a Costa do Marfim possa conseguir. Segundo porque quando defrontarmos o Brasil, não desejamos estar de máquina calcular a fazer as contas da qualificação.

Acreditar nesta Selecção é hoje uma certeza que é um acto de fé. Disso não tenhamos dúvidas!

Homem do JogoGERVINHO

 

publicado por J.G. às 17:01
editado por Pedro Varela em 16/06/2010 às 12:40

Dos tempos em que o Naranjito era ícone de um Mundial ou nas campanhas pelo Werder Bremen alguns anos mais tarde, Winton Rufer surgiu-me como o único jogador neozelandês que a minha memória recordava. De Espanha, a sua única participação, carregaram três derrotas expressivas e só este ano voltaram ao palco mundial. Da Eslováquia e na sua primeira década de existência, sugeriu-se-me a ideia como a herdeira menos contundente da Checoslováquia da Cortina de Ferro. Marcaram aqui a sua estreia.

Sentiram-se a sofreguidão, as mãos transpiradas do nervoso, a tentativa de jogar pelo livro e sem os erros de principiantes que são. A Eslováquia, centro-europeia eslava e fria, tomou como seus os cordelinhos e foi a primeira a encarar o adversário e a empurrá-lo para linhas mais recuadas. E fê-lo durante cerca de meia hora, período após o qual os neozelandeses equilibraram e consolidaram o seu meio-campo proporcionando a partir desse momento uma teórica igualdade de forças em todos os períodos do jogo. Inclusivé na zona de decisão, ainda que muito timidamente.

A segunda parte abriu com o golo de Vittek e pareceu resultado da maior agressividade imposta no regresso das cabinas eslovacas. Mas era só uma suposição momentânea, a postura enérgica mas quase ingénua das duas equipas mantinha-se, nomeadamente nos nossos antípodas geográficos que arriscaram mais em substituições atacantes em busca do golo de ponto. Não aproveitariam os europeus os constantes buracos na renda dos All Whites, seriam os da Oceânia a carimbar o seu primeiro golo em mundiais – recompensa pela estoicidade e bravura.

Grupo empatado.

Homem do Jogo: 11 Robert VITTEK

 

 

publicado por Spinafro às 15:47

Football Fans Know Better

Analisando a selecção da Argentina, recheada de tantas estrelas, e com Messi acima de todos, ponho-me a imaginar o que irá na cabeça de Maradona quando escolhe o onze titular. Se, por exemplo, me sentasse à mesa com meia dúzia de amigos, entretidos entre cerveja e caracóis, arriscaria dizer que cada um de nós escolheria uma equipa diferente. Se na defesa ainda poderia existir alguma unanimidade, do meio-campo para a frente estaríamos perante a velha máxima ‘cada cabeça, cada sentença’. Como é possível conciliar tanta qualidade? No vosso caso, entre Aguero, Tévez, Higuaín, Milito, Palermo, só para citar alguns, por quem optariam? Este é o dilema de Maradona.

Na partida frente à Nigéria, envolto numa névoa de fumo, Maradona decidiu-se por um 4x2x3x1, onde Verón funcionava como médio de transição e Messi jogava solto, nas costas de Higuaín. No entanto, quando em posse, a Argentina dividia-se num 4x1x3x2 (com o adiantamento dos jogadores referidos) ou, inclusive, num 4x2x4, quando Di María ou Tévez pisavam o último terço de terreno. Por vezes, a mobilidade dos homens mais avançados e as trocas de bola, essencialmente em espaços curtos, resultaram em oportunidades de golo que o excelente Enyeama foi travando. No entanto, ficou sempre a sensação de alguma fragilidade defensiva, nomeadamente do lado direito, com Gutiérrez a experimentar dificuldades nos duelos individuais. Perante um adversário de maior gabarito, este desequílibrio colectivo da Argentina pode tornar-se prejudicial às suas naturais aspirações.

É aqui que pretendo chegar: quais as ‘peças’ que devem ser alteradas e/ou o figurino táctico para melhorar o futebol argentino? Em primeiro lugar, acender um charuto para apurar a concentração. Numa segunda fase, várias ramificações tácticas poderiam ser desenhadas. Vou desenvolver algumas delas:

1. Saída de Gutiérrez - Entrada de Otamendi

Não parece uma grande alteração, pois não modifica o esquema táctico que a imagem ilustra. No entanto, a simples troca de um jogador poderia alterar toda dinâmica da equipa. Com Otamendi, jogador habilitado a tarefas mais centrais, a Argentina ficaria com uma linha defensiva mais posicionada, com os laterais a fechar bem por dentro e, deste modo, evitando que algum dos médios (Mascherano) tivesse a preocupação de vir dobrar o lado direito. Gutiérrez, um carrilero. Otamendi, um defesa central que preenche eficazmente o corredor direito.

2. Saída de Tévez – Entrada de Máxi Rodríguez

Neste caso, também o desenho táctico não sofreria grande alteração. Contudo, apesar do esforço depositado na recuperação, Tévez é um avançado que pensa maioritariamente nas combinações ofensivas, descurando o preenchimento de espaços por onde o lateral contrário pode fazer mossa. Por seu lado, Maxi Rodríguez é um médio-ala que transmite maior equilíbrio ao colectivo, com ou sem posse de bola. Com esta solução, a equipa não perderia profundidade e sentido atacante, mas juntamente com Di María do lado esquerdo, poderíamos observar uma linha de 4 médios com maior propensão para dominar os vários momentos de jogo.

3. Saída de Tévez – Entrada de Pastore

Para terminar, uma hipótese de cariz mais táctico. Lembrei-me de Pastore devido às boas indicações que deixou na partida amigável frente ao Canadá. Sabendo que Verón já não tem físico para constantes batalhas na zona intermediária e, consequentemente, embaraçando a energia de Mascherano, o jovem talento do Palermo poderia ser uma opção bastante credível. Claro que Tévez seria o sacrificado e a equipa perderia algumas das suas virtudes. Porém, ganharia outras, tão ou mais importantes. Neste figurino, Messi jogaria mais descaído para a direita, como é habitual no Barcelona, mantendo Di María, à esquerda, e Higuaín (ou Milito) no centro. Na zona nevrálgica do terreno, onde muitas vezes está a chave do jogo, Pastore daria o necessário auxílio defensivo ao capitão Mascherano, funcionando como o médio de transição, quer através do passe curto, quer graças à sua capacidade técnica no passe longo, dando largura à circulação de bola. Por seu lado, situado uns metros mais à frente, Verón ficaria com o ónus de pautar o jogo ofensivo, dando primazia às suas qualidades de organizador: mais passes de ruptura em zona de decisão; menos correrias desgastantes em terreno de recuperação.

publicado por stadium às 09:28

Goran Bregovic, 60 anos, servo-bósnio, residente em Belgrado, é um dos nomes maiores da música balcânica. Começou por estudar violino, mas foi expulso da escola de música que frequentava por falta de talento. Ironias da vida. A mãe acabou por ter um papel fundamental na sua carreira ao oferecer-lhe uma guitarra. Anos mais tarde despontaria como líder  da banda rock Bijelo Dugme. Mas foram as composições para banda-sonoras, com especial destaque para os filmes de Emir Kusturika, a garantir o reconhecimento internacional a Goran Bregovic, que já compôs para artistas tão dispares como Iggy Pop e Cesária Évora. Ao vivo apresenta-se com a sua guitarra eléctrica e uma orquestra - Wedding and Funerals Orchestra - que chega a atingir os 40 elementos e onde cabe um ensemble de cordas, uma banda de metais, percussão, acordeão, um coro masculino ortodoxo e coros femininos tradicionais da Bulgária e do povo rom. A sua música é um verdadeiro caldeirão composto por influências dos ritmos balcânicos, do punk, da pop, do klezmer, das sonoridades árabes e ciganas, como se pretendesse recuperar todos os elementos de uma nacionalidade que a Guerra destruiu.

'Ederlezi' é um tema tradicional do Povo Rom que Bregovic adaptou para o filme o 'Tempo dos Ciganos' de 1989.

 

 

 

publicado por N.T. às 00:47
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