Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

Mundial não é brincadeira. Um favorito entra com tudo no 1º jogo e é logo colocado no top mas ao 2º jogo apanha uma arbitragem estranha e um avançado que nem de penalti consegue marcar, perde o jogo e fica em dúvida a sua continuidade em prova.

Isto para dizer que a Alemanha entrou neste derradeiro jogo da 1ª fase algo nervosa e ansiosa. Não só pela saída de Klose, expulso contra a Sérvia, como pela inclusão emotiva de Boateng no lugar de Badstuber provavelmente para provocar o seu irmão que alinhou na equipa adversária. Foi a 1ª vez que dois irmãos se defrontaram num jogo de Mundial!

O jogo foi algo estranho porque a Alemanha esteve ao ataque mas nunca atacou com a força toda e o Gana esteve mais expectante confirmando a fama de Itália de África. As contas diziam que o Gana liderava o grupo e a Alemanha estava em 2º mas bastava um golo da Sérvia, que vinha embalada da vitória contra os alemães, para tudo mudar. Portanto corriam-se grandes riscos. O tempo ia passando e como no outro jogo não havia golos o ritmo entre alemães e ganeses era muito moderado sempre com os europeus em busca de um golo embora de forma não convincente. Tirando um ou outro ataque do Gana o jogo ia correndo perto da área africana.

Ao intervalo tudo a zero e uma ideia começava a ganhar forma: ficar em 2º do grupo não era mau porque assim evitava a Inglaterra. Mas o risco continuava a ser muito alto e por isso os alemães trataram de resolver a questão mais a sério e ao fim de 1h de jogo Oezil fez um golo tipicamente alemão, recepção fora da área e remate bomba a dar vantagem à sua equipa.

Foi um alívio para os vice campeões europeus que passaram a pensar melhor o jogo e a controlar também a classificação. E nem com os golos surpreendentes da Austrália os alemães mudaram de postura. É que na recta final do jogo um empate seria ironicamente e teoricamente favorável ao futuro da Alemanha que evitava para já o confronto  com os rivais ingleses.

Mas a mentalidade alemã é mesmo esta, nada de facilitismos e é para ganhar o grupo e venha quem tiver que vir. A imagem dos ganeses no banco a fazerem contas com os dedos é inesquecivel. Passaram a defender o 0-1 e não se importaram de terminar em 2º controlando o marcador do outro jogo.

A Alemanha não desiludiu e passou a fase de grupos pela 15ª vez, nunca foi eliminada nesta fase dos Mundiais. Agora é esperar por domingo pela primeira final antecipada e uma palavra para o Gana que acaba por ser a única equipa africana apurada conseguido assim superar a ausência de Essien, agora contra os Estados Unidos tudo é possível.

E os irmãos Boateng portaram-se bem em campo.

 

Melhor em Campo: 8 Mesut OEZIL

publicado por J.G. às 23:55

 

 

Parece que esta quarta-feira foi reservada a grandes momentos de futebol. E que grande espectáculo nos proporcionaram estas duas selecções! Que injusto é ver este conjunto de jogadores, depois de tanto suor, despedir-se do Mundial. Uma autêntica batalha, disputada a um ritmo alucinante na segunda parte! Mais um jogo a atingir a marca dos 40 remates!

Começou bem melhor a Sérvia, a procurar de imediato o golo, mesmo sabendo que o empate até poderia chegar para a qualificação. Krasnic teve nos pés a primeira oportunidade da partida e percebeu-se logo aí que Carney (estaria melhor na segunda parte) era o jogador a explorar. A Sérvia controlava perante uma Austrália combativa mas sem capacidade para chegar ao último terço do terreno. As oportunidades pendiam para o lado sérvio e Schwarzer ia brilhando. A ele se devia o nulo ao intervalo.

No regresso dos balneários a Austrália mostrou os dentes e o jogo ganhou maior intensidade. A Sérvia fez-se valer da sua maturidade e foi mantendo o controlo do meio-campo. E aos 52 minutos Zigic teve uma oportunidade soberana no seu pé direito. Remate forte, indefensável caso não tivesse sobrevoado a barra da baliza australiana. As escassas probabilidades de passagem aos oitavos-de-final não deitavam abaixo os australianos, que forçavam ao máximo mas esbarravam na superior defesa sérvia. Prosseguia a luta a meio-campo, mas a técnica balcânica continuava a sobrepor-se à superação mental dos socceroos. Num ressalto Culina ameaçava de longe e pouco depois, de bola parada, Stojkovic era finalmente chamado a intervir para parar o remate colocado de Bresciani.

Quando o golo da Alemanha foi anunciado, já a Austrália se mostrava dominante e mais perigosa, aparecendo amiúde na área sérvia. Mas foi novamente de fora da área que forçou Stojkovic a aplicar-se. Pouco depois, Antic trocava os pontas de lança e Kuzmanovic quase marcava de cabeça, aproveitando o facto dos centrais ainda se estarem a adaptar à nova realidade. Na resposta, Tim Cahill, o herói de 2006, batia Vidic pelo ar e adiantava a Austrália. Justo pelo que se ia vendo na 2ª parte.

A Sérvia esboçou reacção que esbarrou na segurança de Schwarzer. E de imediato chegou o golaço de Holman. E mais um avançado entrou quando o defesa direito australiano foi forçado a abandonar por lesão. A Sérvia atacava já com muito coração e pouco discernimento, mas o regresso do Schwarzer trapalhão do início deste Mundial permitiu a Pantelic reduzir. Um minuto depois a Sérvia tentou repetir a dose: novo remate de Tosic, Pantelic novamente a correr na direcção do guarda-redes que desta feita não vacilou. Segundos depois golo anulado a Pantelic. Fora de jogo milimétrico mas bem tirado. Kenedy, isolado na área, ainda falharia o terceiro e sobraria tempo para um lance polémico na área australiana que levou os sérvios, a um escasso golo do apuramento, ao desespero. A Sérvia terminava o jogo com meia equipa dentro da área adversária, mas até foi em contra-ataque que teve a derradeira oportunidade.

 

HOMEM DO JOGO: 5 Jason CULINA

 

publicado por N.T. às 22:05

 

 

Ao erguer da placa com os minutos de compensação, a nação que teima em renegar o verdadeiro nome deste desporto estava eliminada. Pouco depois era líder do grupo. Landon Donovan, que durante tanto tempo foi a eterna esperança da afirmação norte-americana no exterior e, por isso, considerado um fracasso pelos mais exigentes, foi, como só ele poderia ser, o herói provável.

Ataque, contra-ataque! Lema do futsal, imagem do jogo desta tarde. Ambas as equipas pecisavam dos 3 pontos para alimentar o sonho e foi com sede de golo que entraram em campo. Não faltaram bolas a ressaltar dos ferros, avançados perdulários, um golo anulado e defesas improváveis, unhas comidas nas bancadas e homens de barba rija à beira de um ataque de nervos. Ao todo foram 41 remates, recorde nesta edição, com os norte-americanos a revelarem pontaria mais afinada.

O relógio avançava e esbatiam-se ainda mais os princípios tácticos, desfeitos entre a ansiedade e a força de vontade, vencidos pela anarquia do sonho. Os "states", com Clinton armado em Kissinger na bancada, sempre mais perigosos, foram mentalmente mais fortes na ponta final e, como manda o cliché futebolístico, foram justamente premiados. Mas o prémio maior foi para quem assistiu a esta emocionante partida de futebol.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Landon DONOVAN

 

 

 

publicado por N.T. às 19:30

Num grupo confuso as duas equipas subiram ao relvado do Nelson Mandela Bay de Port Elizabeth para marcar, uns com mais argumentos que os outros e os primeiros em busca dos três pontos essenciais para a qualificação. Ao conjunto esloveno bastava-lhe apenas o empate para arriscar um feito histórico e os ingleses tentavam contrariar as nuvens negras que assolaram as esperanças britânicas nos dois desafios efectuados este Mundial.

Sem surpresa nos onzes os ingleses entraram a comandar as operações utilizando preferencialmente Lampard e Steven Gerrard nos momentos de transição ofensiva que solicitavam Milner e os avançados Rooney e Defoe. Continuo a achar um crime tentar fazer de Gerrard um interior esquerdo com responsabilidades na ala respectiva mas também é certo que a co-habitação com o jogador do Chelsea é complicada naqueles terrenos já que Lampard não responde tacticamente tão bem quando desposicionado. Os ingleses, aleluia, conseguiam trocar a bola com segurança mas preferiam quase sempre o jogo directo quando invadiam o último terço de terrreno. Quando aos 22 minutos Defoe finalizou com êxito nada mais fez que materializar o claro ascendente britânico. Os eslovenos tentavam penetrar através das zonas de influência de Cole e Johnson orquestrados por Valter Birsa mas sem grande convicção e débeis na tarefa de impedir os desperdícios ingleses junto à baliza de Handanovic, mais uma bela exibição do guardião da Udinese.

O esbanjamento britânico deu lugar ao último fôlego esloveno, precisamente aos 65 minutos Kirm, Dedic e Birsa puseram a última linha inglesa em pânico com três remates de golo condenados ao insucesso. Capello, calmo junto à linha, parecia ter passado a mesma tranquilidade para os seus pupilos que demonstravam inteligência na posse de bola e realismo na abordagem ao jogo. O resultado não impedia, na altura, um futuro risonho para as duas equipas mas nem por isso a Eslovénia baixava os braços. Que o diga Upson no ocaso do jogo.

O final trouxe aos ingleses o doce sabor do objectivo cumprido e aos eslovenos o fel dos eliminados.

Melhor em Campo: 19 Jermain DEFOE

publicado por Spinafro às 17:57

Football Fans Know Better

Na presente competição, a Alemanha já provocou sensações distintas: da vitória (do céu) fácil e vibrante sobre a Austrália, até à derrota (ao inferno) algo surpreendente frente à Sérvia. Para o jogo decisivo perante o Gana, adversário de respeito e líder do grupo D com 4 pontos, a dúvida coloca-se: que Alemanha teremos a oportunidade de observar? Estou em crer que estaremos diante de uma equipa autoritária e potente, embora com uma tarefa que se afigura complicada: exige-se que as habituais virtudes germânicas, máxima frieza e concentração, aliadas a um futebol mais latinizado, estejam a um nível apurado. À partida, essa face dominadora mais visível será suficiente para o objectivo chamado oitavos-de-final.

Estruturada em 4x2x3x1, Joaquim Low adoptou novos atributos associados a um futebol mais elaborado do ponto de vista técnico, porém sem descaracterizar a matriz habitual da Alemanha. Mantendo-se fiel à identidade futebolística de selecções antecessoras, o seleccionador tem conseguido esculpir um novo conceito futebolístico, assente em valores emergentes com uma abordagem ao jogo mais criativa. Refiro-me, obviamente, aos jovens talentos Mezut Ozil e Thomas Muller que, mesclados com jogadores mais experientes, dão um toque extra de rebeldia a um colectivo que sempre se regozijou por características mais disciplinadas, mas igualmente louváveis. Vale a pena desenvolver alguns pontos fundamentais que espelham a nova concepção da “Mannschaft”.

1. Entrosamento

Não me canso de enaltecer este aspecto: transferir sinergias dos clubes (princípios de jogo adquiridos) para a selecção contribui positivamente para o aumento da qualidade exibicional. No actual onze-base, normalmente titular, este registo de entrosamento encontra eco em vários jogadores do Bayern de Munique: Lahm, Badstuber, Schweinsteiger, Podolski e Klose, ou Mario Gómez. À primeira vista pode não parecer importante, mas em determinadas situações de jogo (passe – recepção – desmarcação) são detalhes que podem fazer a diferença. Curiosidade final: sabiam que os 23 seleccionáveis actuam todos na Alemanha? Em iguais circunstâncias, julgo que só a Itália.

2. Juventude

Em certa altura, principalmente após a conquista do mundial em 1990, a “Mannschaft” foi criticada por ser uma selecção envelhecida, com evidentes dificuldades de recrutamento (leia-se rejuvenescimento) de novos talentos emergentes. No presente, esta aposta tem dado os seus frutos, numa interessante mescla com alguma experiência, como se prova através do bom desempenho do Bayern de Munique na época que findou. Olhemos a alguns números (idade) relativos à equipa principal: Neuer (24), Lahm (26), Friedrich (30), Mertesacker (25), Badstuber (21), Khedira (23), Schweinsteiger (25), Muller (20), Ozil (21), Podolski (24) e Klose (31). A média de idades é bastante simpática: 24,5 anos. Por sua vez, se trocarmos Klose (castigado) por Mario Gómez (24), então a média ainda desce para 23,9 anos. A juventude, e sede de vencer, representam uma marca deste selecção.

3. Talento

Voltemos ao ponto de partida. O futebol alemão (de selecções) sempre teve uma imagem de marca: a de uma equipa no relvado profundamente cerebral, concentrada, eficiente, objectiva, organizada e rigorosa. Os adjectivos são vastos. A versão 2010 não perdeu, necessariamente, nenhuma destas características, mas acrescentou outras de elevada capacidade. Principais responsáveis: Muller e Ozil, os magos germânicos. Ainda muito jovens, pertencentes à nova fornada alemã, apesar de serem diferentes na tendência de jogo, ambos partilham de mais-valias associadas a aptidões como engenho, habilidade, imaginação e vocação ofensiva. Liberdade criativa em movimento.

Em suma, a ‘máquina’ alemã mantém-se robusta, porém guarnecida com modernos conceitos de jogos apoiados numa concepção futebolística mais atractiva: um ‘gadget’ de última geração, personificado na “Mannschaft” de Low.

publicado por stadium às 11:46
Neste segundo dia dos jogos da última jornada da fase de grupos, iremos descobrir quais as equipas que passam à fase seguinte dos grupos C e D. Nestes dois grupos ainda tudo é possível, embora a Austrália precise de uma combinação de resultados, quase milagrosa.
Será que os argelinos irão finalmente aparecer neste campeonato? (EUA - Argélia; 15:00; Estádio Loftus Versfeld)

EUA EUA Argélia Argélia
Essa é a grande espectativa dos amantes de futebol.
Para este encontro ser realmente emocionante será necessário a Argélia de Halliche, Yedba, Belhajd, Ziani e Djebbour, apareça neste mundial. Algo que tem faltado. Não é devido a questões tácticas que o técnico argelino Rabah Saadane, o único seleccionador africano neste mundial, tem tido um percurso algo tímido. Aliás, o seu 4-2-3-1, que se desdobrou defensivamente de forma eficaz frente à poderosa Inglaterra, tem sido muito elogiado pela imprensa da especialidade. Contudo, falta qualquer coisa aos homens lá na frente. Por vezes é o tempo que demoram a decidir as jogadas, outras é o excesso de individualismo. Falta também alguma inteligência e criatividade a meio-campo. Mas, existe qualidade para fazer frente aos americanos e quiçá darem uma alegria ao mundo mulçumano, como deram frente aos "cruzados" ingleses.
Do lado americano, a turma de Braddley, penso que arranjou a fórmula de melhor expressar o seu futebol. Descobriu-o naquela 2ª parte espectacular frente à Eslovénia. Adu como pivot defensivo, o filho Bradley como interior ou direito ou esquerdo, acompanhado por Feilhaber, com dois falsos extremos como Donovan e Dempsey a servirem o ponta-de-lança explosivo Altidore. A equipa poderá facilmente desmultiplicar-se num 4-1-2-1-2, ou 4-3-3 ou até 4-5-1. Precisa, tal como a Argélia, de acertar o passe no último terço do terreno e rematar. Findley embora possua uma velocidade estonteante, carece de poder de controlo sobre o esférico, pelo que invariavelmente perde a bola. Talvez é o que tem acusado mais a pressão de jogar num mundial. Daí que não o tenha escolhido. Sinceramente, antevejo que, mais cedo do que podemos imaginar, os EUA irão estar entre as melhores selecções do mundo daqui a algum tempo. Tem potencial humano para isso.
Prognósticos da "Jabu": o empate não serve a ninguém! Tanto os EUA, como a Argélia irão procurar vencer os seus jogos. De qualquer maneira, penso que os EUA estão mais dependentes de si do que a selecção africana. Para além disso os americanos têm algo que ainda não vi nos argelinos: capacidade de luta face à adversidade. Por isso, deverão ser os americanos a vencerem o encontro.
Classe contra a força bruta... (Eslovénia - Inglaterra; 15:00; Estádio Porth Elizabeth)

Eslovênia Eslovênia Inglaterra Inglaterra
Assim poderia classificar este encontro importantíssimo.
A Eslovénia tem sido uma das melhores surpresas deste campeonato do mundo. É uma selecção que à primeira vista ninguém diria que são muito fortes tecnicamente, mas que todos afirmariam que o seriam fisicamente. Frente aos americanos fiquei com a convicção de que a Eslovénia não consegue jogar 90 minutos num ritmo muito elevado. Para ser justo, são poucas as selecções que tenho visto jogarem a um ritmo alto... De qualquer maneira este poderá ser um problema que o seu seleccionador deverá tratar. Matjaz Kek, deverá também corrigir um problema: o tempo que demora a efectuar substituições na sua equipa. Escrevo isto, porque penso que no encontro com os americanos demorou muito a fazer alterações, quando claramente havia jogadores já com os "bofes de fora". No entanto, devemos elogiar esta equipa, que num 4-3-3 (4-2-3-1) e 4-4-2, tem em Brecko, Koren, Birsa, Ljubijankic e Novakovic, os seus principais intérpretes. Ah! E sem esquecer o seu grande guarda-redes: Handanovic.
Já a Inglaterra tem sido uma das selecções decepcionantes deste campeonato do mundo. Depois de um apuramento "limpinho", o mundo estava à espera de uma poderosa Inglaterra. Com todos aqueles nomes, não pode haver muitas desculpas para que não esteja a funcionar. É certo, que em termos defensivos, Capello perdeu Rio Ferdinand e o seu substituto natural Ledley King. Mas, o experiente Carragher, tem vindo a subir de forma e não é por este sector que as performances dos britânicos sejam más. O problema talvez prendeu-se com a ausência de um Barry ao nível do apuramento. De facto, pouca gente refere esse jogador. Talvez dos jogadores mais "underated" das ilhas britânicas, mas concerteza dos mais importantes. É uma autêntica formiga no meio-campo, que faz todas as posições do centro e da esquerda, quer seja à frente ou atrás. Com o seu regresso, Inglaterra ganha outro folgo e entrosamento a meio-campo, que lhe permite a fluidez que tanto exigiamos. Uma questão neste encontro é verificar se Fábio Capello irá continuar a apostar no 4-4-2 linear, ou se irá modificar para um 4-3-3 (Defoe ou Joe Cole com Lennon nas alas, com Rooney a avançado) ou até num 4-1-2-1-2 como já foi debatido aqui no forúm.
Prognósticos da "Jabu": atendendo à pouca experiência nestes palcos da Eslovénia, penso que tanto os jogadores como o seleccionador irão sentir a pressão. Em sentido inverso, os ingleses irão aumentar e de que maneira o ritmo do encontro e tentaram resolver cedo. Mas, a Eslovénia tem a faca e o queijo na mão, pois um empate frente à Inglaterra apura os Eslovenos, independentemente do resultado do outro encontro. Será que a Eslovénia irá ter estofo? Eu penso que não terá o suficiente, mas serei o primeiro a esboçar um sorriso se estes me surpreenderem.
Será que acabará o jogo com onze dentro de campo? (Austrália - Sérvia; 19:30; Estádio Mbombela)

Austrália Austrália Sérvia Sérvia
Bem, olhando para a tabela classificativa, a Austrália tem ainda hipóteses de passar à próxima fase, mas para isso tinha de golear a equipa da Sérvia, uma das mais fortes a defender no velho continente e fazer algumas contas face ao resultado do outro jogo do grupo. Quanto à Sérvia, embora mais dependente de si, está igualmente dependente do resultado do outro jogo.
Na equipa dos "socceroos", o seu técnico irá ter algumas dificuldades em motivar a sua equipa, que estará privada de um dos seus melhores jogadores, Kewell, após expulsão no último encontro. O facto de apenas com uma combinação milagrosa de resultados e uma exibição de altíssimo nível frente à Sérvia, poderia lançar a equipa australiana para a próxima fase, também não é por si só lá muito motivador. Contudo, é desafiante! Será essa a palavra-chave que o seleccionador Pim Verbeek deverá usar na palestra que antecede o jogo. A táctica será idêntica à utilizada até aqui: um 4-2-3-1 que se transforma em 4-5-1 quando defensivamente. As referências são as mesmas de sempre: Schwarzer, Breciano, Cahill, Emerton, Cullina e Kennedy. Veremos se conseguem fazer história. Não têm nada a perder!
Do ponto de vista Sérvio, uma derrota do Gana por valores superiores a um golo, faz com que a equipa caucasa possa até empatar frente à Austrália. Mas, isso obriga a muito ouvido noutro jogo e muito cálculo na calculadora. O mais correcto é entrar com confiança e o talento que possui e fazer o seu próprio resultado. Os comandados do experiente Radomir Antic, jogam em 4-3-3, com o gigante de 2 metros de altura Zigic lá na frente. Na ala direita, está o virtuoso Krasic. No meio-campo, nomes como Stankovic, Kuzmanovic e o jovem Kacar, são sinónimo de qualidade. Mas, o que faz bem a diferença será a sua defesa. A começar pelo guarda-redes Stoijkovic, único a ter defendido um penaltie neste mundial. Continuando com dois defesas laterais muito completos como Ivanovic e Kolarov. E, a terminar com o capitão, o "exterminador" Nemaja Vidic.
Prognósticos da "Jabu": vitória da Sérvia, embora anteveja bastante luta dos australianos.
Será daqui que virá a maior surpresa de todo o campeonato do mundo?(Gana - Alemanha; 19:30; Estádio Soccer City)

Gana Gana Alemanha Alemanha
O mundial tem sido mau para a generalidade das equipas africanas, mas o Gana tem aqui a hipótese de fazer história. Certamente que no estádio Soccer City, não lhe faltará apoio. Está também em jogo, não só uma vitória sobre os poderosos germânicos e a passagem à próxima fase, mas também serem os responsáveis por uma possível eliminação germânica na prova e nem precisam de vencer este encontro...
A equipa ganesa, comandada pelo sérvio Milovan Rajevac, joga um futebol inteligentíssimo. Fisicamente, a equipa africana é poderosa. Tecnicamente, o seu poder está nos seus médios e na linha da frente, onde nomes como Appiah, Boateng, Prince, Muntari, Asamoah, Gyan, são sempre de ter em conta. Por momentos, até nos esquecemos que ficou em casa um tal de Essien. Tacticamente, o trabalho do sérvio tem sido dos melhores neste mundial. A forma como montou a equipa está ao nível de um fato por medida feito por um alfaiate. O 4-2-3-1 espelha bem o que de melhor a equipa tem. Frente à Alemanha, com um empate ser mais do que suficiente para o apuramento do Gana, os africanos poderão conceder o jogo aos europeus e espreitar como mais gostam o contra-ataque.
Quanto aos alemães, a "manschaft" liderada por Joachim Low, é uma equipa igualmente bem construída. A meu ver tem 3 desvantagens para este encontro:
i) Só a vitória assegura de forma inequívoca a passagem à próxima fase, o que terá que correr o risco do jogo, pois o Gana o empate o satisfaz;
ii) É uma equipa muito nova e de certa forma inexperiente, por exemplo, para Oezil, Khedira, Badstuber, Neuer e Müller é o primeiro mundial que jogam;
iii) Não pode contar com o seu experiente goleador Klose e com dificuldades de entrosamento com os restantes companheiros e interpretação do modelo de jogo ofensivo, por parte de Gomez e Cacau.
Será que Low vai manter o 4-2-3-1, ou vai entender que Gomez precisa de um esquema diferente para poder explanar melhor o seu futebol? Se sim, qual?
Mas, já sabem como é a Alemanha... não podemos nunca deixá-los de fora, pois quando menos se espera eles estão lá sempre. Por isso, o Gana terá que estar com a "gana" toda para conseguir esse feito histórico. Se o conseguir, reflectirá todo o desenvolvimento futebolístico africano nas últimas décadas.
Prognóstico da "Jabu": perspectiva-se um grande jogo de futebol, não fosse este realizado num dos imponentes e mais bonitos estádios deste mundial. Que haja muitos golos e muitas surpresas. Gostaria de ver o Gana na próxima fase e penso que seria muito positivo para o evento tal suceder. Mas, para isso têm de demonstrar em campo, como aliás têm vindo a demonstrar.

PP

PS: Como habitual, qual é o "jogador-gralha" do texto? Já agora, haverá mais algum jogador germânico dos 23 na África do Sul que não tenha sido mencionado acima e que seja a primeira vez que esteja a participar num mundial? Ah! Sabem-me dizer qual é o jogador que amanhã irá defrontar o país do qual possui raízes familiares? Será o único nestas situações?
publicado por jabulani às 09:52
editado por J.G. às 11:35

Ao tradicional conjunto guitarra, baixo e bateria, juntam-se outras percussões, teclas e metais, por forma a criar uma sonoridade que bebe na pop, no reggae e no dub, na soul e no funk. The Black Seeds editam em solo europeu pela germânica Sonar Kollective, inicialmente mais virada a experimentações de vertente electrónica mas que progressivamente se lançou por outros caminhos. Este híbrido neo-zelandês corresponde ao perfil recentemente traçado: a procura de sons não catalogáveis, a meio caminho entre géneros, que funcionem no recato do lar e em ambientes festivos, que soe comercial à massa dita "alternativa" e fora do espectro mainstream a quem consome propostas mais convencionais.

 

publicado por N.T. às 01:45

A confirmar-se o que disse aos jornalistas, Carlos Alberto Parreira retirou-se hoje do futebol internacional, dizendo adeus aos Mundiais onde detém o recorde de presenças no papel de seleccionador, já depois de algumas idas ao Campeonato do Mundo como preparador físico (nessa função estreou-se em 1970).

Foram 6 as edições em que compareceu como treinador principal de 5 diferentes nações, com especial incidência para os países do Médio Oriente, onde passou 13 dos seus 32 anos de carreira e goza de uma reputação proporcionalmente inversa à do seu País. Apesar de duas participações ao serviço do Brasil, a primeira com um título Mundial que pôs termo a um jejum de 24 anos, o técnico de 67 anos continua, de alguma forma, a ser mal visto por privilegiar um conceito futebolístico mais europeu, onde o equilíbrio e a organização se sobrepõem à liberdade individual dos executantes. "Retranqueiro" é a sua alcunha porque há pouca magia nos futebóis de Parreira. Mas também há quem o apelide de "babaca" pelo estilo tolerante que, dizem os críticos, permitiu uma total rebaldaria no Mundial da Alemanha.

Digam o que disserem, este Senhor é Campeão Mundial, depois de torneios em que o futebol de inspiração México'70 não surtiu qualquer efeito. Sempre é melhor bater a Itália nos penaltis do que perder nos 90 minutos e, quando foi preciso, o bom futebol também apareceu para bater adversários que jogavam sob esse mesmo princípio. Não é por acaso que o Brasil - Holanda de 94 figura na galeria dos melhores jogos do Campeonato do Mundo. Posso não concordar que "o golo é apenas um detalhe", mas é indesmentível que "um factor chave para o sucesso é o bom senso". A Carlos Alberto Parreira, presença assídua nesta festa que é o Campeonato do Mundo, o meu agradecimento enquanto adepto de futebol.

 

 

 

 

Currículo em Mundiais:

 

24 Jogos, 10 Vitórias, 5 Empates, 9 Derrotas

 

1982 FIFA World Cup

Czechoslovakia 1 – 1 Kuwait
France 4 – 1 Kuwait
England 1 – 0 Kuwait

1990 FIFA World Cup

Colombia 2 – 0 United Arab Emirates
West Germany 5 – 1 United Arab Emirates
Yugoslavia 4 – 1 United Arab Emirates

1994 FIFA World Cup

Brazil 2 – 0 Russia
Brazil 3 – 0 Cameroon
Brazil 1 – 1 Sweden
Brazil 1 – 0 United States
Brazil 3 – 2 Netherlands
Brazil 1 – 0 Sweden
Brazil 0 (3) – (2) 0 Italy

1998 FIFA World Cup

Denmark 1 – 0 Saudi Arabia
France 4 – 0 Saudi Arabia
South Africa 2 – 2 Saudi Arabia

2006 FIFA World Cup

Brazil 1 – 0 Croatia
Brazil 2 – 0 Australia
Brazil 4 – 1 Japan
Brazil 3 – 0 Ghana
Brazil 0 – 1 France

2010 FIFA World Cup

South Africa 1 – 1 Mexico

South Africa 0 – 3 Uruguay

South Africa 2 – 1 France

publicado por N.T. às 00:00
editado por J.G. às 11:24
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