Segunda-feira, 05 DE Julho 2010

Argelino de ascendência berbere, nascido em França, trocou o ténis, onde atingia relativo sucesso nos torneios juvenis, por outras paixões: a música e a filosofia. Auto-didacta no piano, chegou a frequentar o Conservatório e Toulouse. Kad Achouri descobriu o jazz nos 5 anos que viveu por Espanha. Em Londres, onde fixou residência, começou por ganhar a vida como pianista de bar, mas rapidamente absorveu os ritmos urbanos, em especial o house e o hip-hop.  Do cruzamento de várias influências resultou uma abusiva comparação com Manu Chao.

 

 

 

publicado por N.T. às 17:21
Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

 

 

Ao erguer da placa com os minutos de compensação, a nação que teima em renegar o verdadeiro nome deste desporto estava eliminada. Pouco depois era líder do grupo. Landon Donovan, que durante tanto tempo foi a eterna esperança da afirmação norte-americana no exterior e, por isso, considerado um fracasso pelos mais exigentes, foi, como só ele poderia ser, o herói provável.

Ataque, contra-ataque! Lema do futsal, imagem do jogo desta tarde. Ambas as equipas pecisavam dos 3 pontos para alimentar o sonho e foi com sede de golo que entraram em campo. Não faltaram bolas a ressaltar dos ferros, avançados perdulários, um golo anulado e defesas improváveis, unhas comidas nas bancadas e homens de barba rija à beira de um ataque de nervos. Ao todo foram 41 remates, recorde nesta edição, com os norte-americanos a revelarem pontaria mais afinada.

O relógio avançava e esbatiam-se ainda mais os princípios tácticos, desfeitos entre a ansiedade e a força de vontade, vencidos pela anarquia do sonho. Os "states", com Clinton armado em Kissinger na bancada, sempre mais perigosos, foram mentalmente mais fortes na ponta final e, como manda o cliché futebolístico, foram justamente premiados. Mas o prémio maior foi para quem assistiu a esta emocionante partida de futebol.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Landon DONOVAN

 

 

 

publicado por N.T. às 19:30
Sexta-feira, 18 DE Junho 2010

A Jabulani não foi chamada à laia de desculpa para justificar os frangos de Green e Chaouchi, vai daí M'Bohli e James surgiram nos onzes respectivos como as únicas alterações tendo como base a primeira jornada.

Os comandados de Capello pareciam querer tomar as rédeas da partida e delegaram desde o início a estratégia a um Steven Gerrard demasiado preso ao lado esquerdo do meio campo para realmente poder influenciar. Esperou-se muito de Lampard mas o médio não apareceu, nunca foi auxílio para Barry ou Gerrard e raramente solicitou os avançados ou assumiu o jogo. Com os defesas esquerdo e direito presos todos uns 45 minutos, a selecção inglesa também não podia fazer fé num Rooney alheado ou num Lennon inofensivo. A selecção argelina entrou realista e concentrada em todos os sectores, com Yebda e Lacen em apoio constante ao trio defensivo mas jogando apoiado dali para a frente. As combinações incluíam quase sempre Boudebouz e Ziani no transporte da bola até à linha com vista à integração da linha média e não raras vezes de Yebda nas imediações da área inglesa. Deu em nada, guarda-redes sem trabalho e zeros no placard.

O descanso trouxe poucas novidades e menos ideias. Tornava-se óbvio que esperar por uma combinação ou um drible dos súbditos de Isabel II, por um passe de ruptura ou até por um remate à baliza seria um exercício de masoquismo já que os ingleses pareciam não conseguir controlar o esférico ao ponto de em determinados períodos parecerem elementos recrutados num qualquer Distrital. Nada que preocupasse os magrebinos determinados a levar um ponto do Green Point da Cidade do Cabo. As exibições esforçadas de Haliche, Bougherra e Yahia chegavam para inoperância atroz dos dianteiros britânicos. Manter-se-ia o resultado neutro e sem golos, um fato à medida dos intervenientes.

 

Homem do Jogo: 2 Madjid BOUGHERRA

 

 

publicado por Spinafro às 23:05
Domingo, 13 DE Junho 2010

O enquadramento necessário para este jogo é que estamos perante o único grupo que tem 4 selecções acima do 30º lugar do ranking FIFA. Mas ninguém acredita que Argélia e Eslovénia possam fazer um grande mundial. Com um resultado já conhecido deste grupo, o empate da Inglaterra com os Estados Unidos, há também um enquadramento local, ninguém quereria perder o jogo, e quem ganhasse podia ficar em boa situação para lutar pela qualificação. Uma curiosidade estatística, a Eslovénia é o segundo país com menos população a entrar em Mundiais, logo a seguir a Trindade e Tobago.

Para quem acompanha o futebol nacional havia 2 jogadores muito próximos de nós, mais concretamente do Benfica. Yebda, actualmente no Portsmouth (campeão mundial sub-17 pela França e único jogador a poder se campeão por 2 selecções diferentes) e Halliche, emprestado ao Nacional, entraram no onze titular da Argélia.

O jogo começou de forma tão calma, que a certa altura chegava-se a questionar se os jogadores estavam sob o efeito de algum ansiolítico. Ligeiro ascendente nos primeiros minutos da selecção argelina, Halliche em destaque, mas os passes falhados aumentavam da mesma forma proporcional que as críticas à Jabulani. Mas diga-se em abono da verdade que a culpa não era da bola. A primeira situação de perigo verdadeira por parte da Eslovénia foi ao minuto 20. A primeira meia hora de jogo que assistimos foi talvez a pior deste mundial, e o público confirmou-o quando começaram a fazer a onda mexicana, já não havia nada que os prendesse ao jogo. A melhor oportunidade da primeira parte foi aos 35 minutos por Halliche, uma cabeçada que só não entrou porque a direcção não foi a mais correcta. Final da primeira parte com o resultado certo, apesar do ligeiro ascendente da Argélia, Halliche em destaque com 24 passes dos quais 22 feitos de forma correcta.

A segunda parte tinha de prometer mais. Pelo menos esperávamos nós, adeptos de futebol. Os primeiros 10 minutos confirmaram que ninguém queria perder, ninguém desejava descarrilar o comboio da qualificação. E mesmo os treinadores não estavam virados para alterações drásticas nas suas equipas, não havia pensamento a médio prazo. Ninguém estava para pensar que uma vitória hoje dava direito à liderança no grupo com 2 pontos de vantagem.

Continuou-se num ritmo de treino. O empate parecia o destino desta partida.

Mas 2 momentos alteraram a história do jogo. Não foi o adepto que via o jogo da torre de iluminação perante o olhar incrédulo da polícia, nem o facto de Zidane estar nas bancadas. Ghezzal entrou na equipa argelina para dar alguma profundidade ao jogo directo da Argélia, mas a jogada do seu treinador, Saadane, não funcionou. Ghezzal foi expulso 14 minutos depois de entrar em campo, tornado-se o mais rápido jogador suplente a ser expulso num mundial. E Koren, médio da Eslovénia, remata de fora de área sem que alguém se opusesse, e apesar do remate ser fraco e pouco direccionado, Chaouchi dá o 2º peru do mundial. Só assim a Jabulani podia entrar, e novamente sem culpa da menina que tão maltratada foi durante este jogo!

Um golo que valeu à Eslovénia os 3 pontos. Um golo que valeu a Koren o direito a ser homem do jogo. Um golo que dá para os jornais de todos mundo esquecerem por momentos Green.

Homem do jogo: Robert KOREN


Algeria 0-1 Slovenia

Simão | MySpace Video

publicado por Pedro Varela às 14:53

Um destemido adepto argelino a ver o Argélia-Eslovénia instalado numa das torres de iluminação com bandeira e tudo! Provavelmente de borla e com as autoridades cá em baixo incrédulas a olhar para ele. Herói!

publicado por J.G. às 14:14
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Sábado, 05 DE Junho 2010

A selecção argelina venceu, este sábado, a congénere dos Emirados Árabes Unidos, por 1-0, em mais um particular de preparação para o Mundial.
Ziani, aos 51 minutos, de grande penalidade, marcou o golo que valeu a vitória da Argélia sobre os Emirados Árabes Unidos.
A selecção argelina faz parte do Grupo C e vão ter como adversários a Inglaterra, Eslovénia e EUA.

publicado por J.G. às 19:40

O mundial está mesmo prestes a iniciar-se, mas ainda há tempo para alguns jogos amigáveis. Assim sendo, aqui fica a lista do amigáveis que ainda pode assistir e quem sabe ver algumas surpresas tal como aconteceu com a China a vencer a França por 1-0.

 

Sábado, 5 Junho

Holanda - Hungria
Austrália - EUA
África do Sul - Dinamarca
Gana - Letónia
Argélia - EAU
Roménia - Honduras
Eslováquia - Costa Rica
Sérvia - Camarões
Suiça - Itália

Domingo, 6 Junho

Nigéria - Coreia do Norte

Segunda, 7 de Junho

Tanzânia - Brasil

Terça, 8 de Junho

Portugal - Moçambique
Espanha - Polónia

Quarta,  9 de Junho

Chile - Nova Zelândia

publicado por Pedro Varela às 01:44
Quinta-feira, 03 DE Junho 2010

 

Inglaterra

Desde 1966 que os adeptos ingleses sonham com o regresso a uma final no Mundial. Desde o Itália'90, altura em que eram orientados pelo grande Bobby Robson e que foram eliminados nas meias finais, que não se olhava para um seleccionado inglês com tanto respeito. É que agora com Fabio Capello (em estreia ao serviço de selecções) o entusiasmo e a paixão inglesa têm um disciplinador habituado a ganhar tudo e com grande cuidado no sector defensivo que se notou ao longo da qualificação ( 6 golos sofridos em 10 jogos). Capello acabou por surpreender na escolha dos 23 deixando de fora Theo Walcott mas não abdica dos pilares Terry, Rio Fernindand, Lampard, e Gerrard ou Rooney. Apesar da inesgotável confiança que os adeptos ingleses têm na sua selecção é bom que alguém os convença a treinar penaltis já que tem sido por falta de pontaria que fazem sempre as malas mais cedo. É uma das equipas candidatas à vitória final.

Jogar-chave: Wayne Rooney - Aos 24 anos o avançado do Manchester United atinge o nível dos génios. Depois da saída de Cristiano Ronaldo, Rooney adaptou-se a uma nova posição em campo e os números falam por si: 42 jogos oficiais 32 golos e na Selecção em 9 jogos da qualificação marcou 9 golos. Chega ao Mundial na sua melhor fase de sempre mas uma lesão no final da época pode atrapalhar o rendimento na África do Sul. Caso esteja totalmente recuperado será uma das figuras do torneio.

 

Estados Unidos da América

A partir de 2002 por cá nunca mais ninguém desprezou os americanos e as outras três equipas do grupo também os devem levar a sério. É que esta será 6ª participação seguida em fases finais de Mundiais e os jogadores americanos estão cada vez mais habituados ao futebol europeu onde habita a maior parte dos seleccionados de Bob Bradley. Curiosamente a grande esperança está em Michael Bradley, filho do treinador, que aos 22 anos já leva mais de 41 internalizações fazendo parte dos quadros do M'Gladbach que apostou no médio ofensivo. Depois há que ter em atenção figuras experientes como Tim Howard (Everton) na baliza, Bocanegra (Rennes) na defesa e o inevitável Landon Donovan que apesar das mais de 120 presenças na Selecção ainda só tem 28 anos e embora nunca tenha vingado no futebol europeu (joga no LA Galaxy) costuma aparecer sempre em bom plano nestes grandes palcos.

Ninguém se esqueça da carreira americana há um ano na Taça das Confederações que acabou na final (derrota 2-3 com o Brasil) tendo afastado a Espanha antes. Irão lutar pela qualificação seguramente.

Jogador-chave: Landon Donovan - Os seus mais de 40 golos ao serviço da Selecção são um cartão de visita de respeito. Donovan tem falhado a consagração europeia, já tentou Leverkusen, Bayern e entre Janeiro e Março deste ano o Everton, mas acaba sempre por recuperar o prestígio na liga americana onde brilha nos LA Galaxy. É um dos indiscutíveis de Bradley e não será surpresa para ninguém se Donovan facturar na África do Sul.

 

Argélia

Em 1982 o mundo vibrava com uma equipa africana no Mundial de Espanha que espalhava bom futebol e conseguia resultados incríveis como derrotar a toda poderosa RFA. Depois perderam para a Áustria mas venceram o Chile e somaram 4 pontos. Só que no último jogo do grupo RFA e Áustria quando o resultado estava em 1-0 para os alemães fizeram um pacto de não agressão e vergonhosamente deixaram passar o tempo já que era o resultado que apurava ambos. E assim a Argélia de Madjer e Belloumi ficaram de fora.

Em 1986 voltaram a uma fase final mas não vingaram a injustiça de Gijon.

Foi preciso esperar 24 anos para vermos os argelinos no maior palco do futebol não sendo alheio o facto de Rabah Saadane estar no comando técnico já que foi ele que orientou a equipa no México e fez parte da delegação do Espanha 82. Saadane apostou em sangue novo e conseguiu um apuramento dramático deixando de fora a melhor equipa de África, o Egipto! Depois uma presença positiva no CAN em que foram até às meias finais provou a capacidade da equipa africana. Há que contar com a experiência de quase todos os jogadores que jogam nos melhores campeonatos europeus e no factor surpresa já que há muitos jogadores sem grande historial na Selecção. Prova disso é a chamada do nosso conhecido Yebda que só joga pela Argélia desde Outubro último.

Jogador-chave: Karim Ziani - É uma avançado que devido à sua grande mobilidade e técnica pode fazer qualquer posição do ataque tornando-se muito perigoso a assistir companheiros para golo, mais até do que a tentar marca como se pode ver pelos escassos 4 golos que marcou em 53 jogos ao serviço da Argélia. Tem 27 anos tentou uma aventura no ex-campeão alemão Wolfsburgo que não correu bem. Vai tentar dar nas vistas no Mundial.

 

Eslovénia

Uma jovem nação (20 anos) que vai estar no Mundial pela 2ª vez. De 2002 não ficaram grandes recordações da equipa que contava com Zahovic que não fez melhor que perder 3 jogos. Agora vão tentar fazer algo mais e o trajecto na qualificação dá-lhes algum crédito já que ficaram atrás da Eslováquia mas deixaram de fora R. Checa e Irlanda do Norte e Polónia. Depois no playoff até foram uma das surpresas ao eliminarem a sempre respeitável Rússia com Pecnik (Nacional da Madeira) a apontar o importante golo fora que serviu de desempate.

Não se esperam grandes feitos desta equipa orientada desde 2007 por Matjaz Kek, curiosamente já foi animador de rádio, mas não será fácil marcar golos aos eslovenos que contam jogadores discretos mas eficientes em competitivos campeonatos como o guardião da Udinese Samir Handanovic, os defesas Brecko (Colónia) e Jokic (Chievo) e há que contar com força dos avançados Dedic ( Bochum) e o veterano Novakovic (Colónia).

As expectativas da Eslovénia são tão baixas tendo em conta o historial no Mundial que qualquer ponto conquistado já será bem vindo.

Jogador-chave: Milivoje Novakovic - O ponta de lança é dos que mais internalizações tem e já leva 14 golos pela Eslovénia. Apesar dos seus 31 anos é um avançado a ter em conta mesmo porque tem evoluído no forte campeonato alemão nos últimos 3 anos. Se houver golos eslovenos no Mundial a assinatura de Novakovic deverá lá estar.

 

Opinão

A Inglaterra não terá dificuldades em garantir a passagem aos 1/8 de final se for fiél aquilo que mostrou na fase de qualificação. A grande dúvida está em quem acompanha os ingleses. Os americanos contam a experiência acumulada nos últimos 6 mundiais e mostraram valor na Taça das Confederações, os argelinos querem contribuir para a força africana no primeiro mundial no seu continente e os eslovenos como representantes do futebol europeu têm sempre uma palavra a dizer. Mas parece-me que os dois apurados deste Grupo C serão os que falam inglês, Inglaterra e Estados Unidos da América.

publicado por J.G. às 21:18
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