Sábado, 26 DE Junho 2010

 

 

Correndo o risco de errar na generalização, penso que a maioria dos apaixonados e conhecedores da história dos Mundiais estará satisfeito com o desfecho desta partida, mesmo que a idade não tenha permitido assistir às melhores prestações uruguaias. Mas a Celeste já teve um peso considerável nesta competição e não deixa de ser agradável vê-la regressar, 40 anos depois, aos quartos-de-final da prova. Mesmo que no jogo em apreço sobressaia uma certa injustiça.

O jogo de hoje, embora bem disputado, não chegou a atingir o nível que os primeiros minutos indiciavam. Uma bola no poste aos 4 minutos, num livre directo superiormente executado por Chu Young, e o golo de Suarez aos 8 criavam outro tipo de expectativas. Ainda assim foi um jogo bem interessante de se assistir.

O Uruguai chegou à vantagem num contra-ataque que parecia anulado pela pronta recuperação defensiva dos sul-coreanos, fazendo valer a força e a arte do seu trio atacante. Uma boa abertura de Cavani, Forlan trabalhou bem o lateral direito e centrou a baixa altura para o interior da pequena área. Estranhamente, Sung Ryong falhou a intercepção e Suarez aproveitou a distracção do defesa esquerdo para  finalizar sem oposição e com a baliza deserta.

O pragmático Tabarez, sempre seguro nas suas decisões, ordenou o recuo das linhas e dificultou a vida aos sul-coreanos. Sem espaço para aplicar o seu principal trunfo, a velocidade, a Coreia do Sul teve que redefinir-se. Demorou até que conseguisse atingir a supremacia sobre o duro meio-campo da Celeste, mas acabou a primeira parte com ascendente que se manteria ao longo da segunda parte. O problema, comum no espaço geográfico em que se inserem, estava mais à frente. O futebol asiático evoluiu imensamente nos últimos anos, mas persistem os problemas de finalização. E só numa falha defensiva colectiva, agravada pela precipitação de Muslera, conseguiram chegar ao empate. Foi o primeiro golo sofrido pelo Uruguai neste Mundial.

A Coreia do Sul não perdeu o domínio das operações a meio-campo, mas se a dureza dos médios da Celeste colocam problemas na fase de construção, os avançados tratam de resolver. Bastou que a equipa subisse um pouco no terreno para que os avançados reentrassem no jogo. Suarez foi rápido a reagir, primeiro num remate colocado de ângulo difícil que obrigou Sung Ryong a aplicar-se, um minuto depois numa perdida clamorosa quando se encontrava isolado e a escassos metros da linha de golo. O avançado do Ajax não se deixou abater e cinco minutos depois sentenciou a partida com um excelente golo em remate no limite da área.

A Coreia do Sul, pelo que jogou, mereceria o prolongamento, mas o futebol não é dado a estas simpatias e o resultado acaba por espelhar o maior peso dos atacantes do Uruguai, que ficará agora à espera do desfecho entre ganeses e norte-americanos.

 

HOMEM DO JOGO: 9 Luis SUAREZ

publicado por N.T. às 17:30
Terça-feira, 22 DE Junho 2010

Coreia do Sul e Nigéria encontravam-se para a terceira partida em posições diferentes, mas ambas com esperanças de qualificação. Havia uma certeza, nenhuma das equipas poderia estar descansada e tinha de fazer pela vida. Grécia à distância e jogando contra uma Argentina qualificada podia estragar os planos a qualquer uma das selecções.

Num jogo arbitrado por Olegário Benquerença estamos em condições de dizer que assistimos a uma das melhores partidas do mundial. Bem disputada, com emoção e golos. A Nigéria começou melhor,  com um golo madrugador aos 12 minutos por Uche quando ainda pouco tinha feito para o merecer. Continuou com algum domínio, Obasi aos 22 minutos dispõe de nova oportunidade para aumentar o contagem para a Nigéria e quem sabe selar uma partida a seu favor e esperar pelo desfecho da mais que provável vitória da Argentina sobre a Grécia. E 10 minutos depois, a bola é enviada ao poste por Uche, que já tinha marcado, mais uma oportunidade desperdiçada pelos Nigerianos que já tinham demonstrado o suficiente para estarem a vencer. Já perto do intervalo, quando poucos podiam pensar numa alteração de marcador, a Coreia do Sul que começava a ameaçar empatava por Lee Jung-Soo e colocava-se em vantagem na passagem à fase seguinte. Até porque a Grécia continuava empatada com a Argentina. Intervalo com um empate a 1 golo, a Nigéria falhou oportunidades flagrantes e importantes que a colocaram fora do mundial.

A segunda parte foi veloz, animada e com golos. Começa com o segundo da Coreia de livre directo por Park Chu-Young, dando vantagem ao domínio que já vinha sendo exercido desde o final do primeiro tempo. A partir daqui o jogo partiu-se. Futebol total, era o tudo por tudo. Yakubu falha para a Nigéria, a Coreia responde por Park Chu-Young, depois Yakubu volta a falhar naquele poderá ter sido o falhanço do mundial. Mas como não há duas sem três, os Coreanos cometem uma grande penalidade que é convertida por Yakubu. Novo empate, nova esperança Nigeriana, embora muito ténue. Notícias do outro jogo, a Argentina marcava à Grécia. Praticamente garantido que a Coreia do Sul já só precisava de aguentar o resultado para se qualificar. Martins ainda falhou isolado mais uma oportunidade, mas estava escrito que os Coreanos não perdiam. Faltavam 2 minutos para o final e nova notícias chegavam do outro jogo, a Argentina selava a vitória sobre a Grécia com novo golo. Obinna ainda tentou nos descontos.

Final do jogo com empate que garante a passagem à fase seguinte da Coreia do Sul, melhor selecção asiática da actualidade, a Nigéria acordou tarde para uma qualificação que poderia ter discutido de outra forma. Olegário Benquerença fez um bom trabalho de arbitragem.

Homem do jogo: Ji Sung Park

publicado por Pedro Varela às 21:15
Quinta-feira, 17 DE Junho 2010

 

 

Quem tem Messi tem tudo. Podem vir todos os críticos apontar as fragilidades defensivas da Argentina, insinuar (falsamente) uma fraca liderança no banco, mas a verdade é que os Mundiais jogam-se muito nos detalhes. E uma selecção com Messi será sempre uma forte candidata ao Mundial. Em tom de brincadeira poderíamos dizer que Messi é o melhor defesa da Argentina. Afinal de contas, são as suas acções que compensam, atiram até para segundo plano, o que de mau se passa lá atrás.

Os coreanos foram dignos oponentes e, injustamente goleados, mostraram que são os mais sérios candidatos a acompanhar a alvi-celeste no apuramento para os oitavos de final. A equipa reagiu muito bem à traição do seu ponta de lança e acabou por sofrer um golo quando menos se esperava. E a Argentina voltou a demonstrar o seu imenso poderio nos lances de bola parada (alô críticos de Maradona). Podiam ter desaparecido do jogo nessa altura, mas mantiveram a alma em campo. Os deuses da sorte lá terão pensado na injustiça que haviam criado e de alguma forma intervieram na capacidade cerebral de Demichelis.

Na segunda parte prosseguiu o show de Messi, embora lá atrás se continuasse a sofrer com as investidas asiáticas. Em determinado momento a Argentina pareceu ceder, mas não havia forma dos sul-coreanos acertarem na baliza. E o velho cliché do “quem não marca sofre” encontrou, em quatro minutos, a confirmação no génio de Messi e no sentido posicional de Higuaín, a garantir o primeiro hat-trick da competição.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Lionel MESSI

 

publicado por N.T. às 14:55
Sábado, 12 DE Junho 2010

Quando em 1994 a Grécia se estreou nos Campeonatos do Mundo, defrontou a Argentina e viu-se a perder ao primeiro minuto à custa do Batistuta. Se aquilo era o início de uma tradição, ela continuou hoje.

Contra uma Coreia do Sul assertiva desde o apito inicial, Seitaridis resolveu fazer uma falta tão desnecessária quanto perigosa e com a ajuda do imobilismo dos restantes companheiros defesa permitiu que Jung-Soo Lee inaugurasse o marcador no Nelson Mandela Bay em Port Elizabeth aos seis minutos. A partir dali o desempenho dos helénicos foi quase patético, sem profundidade, sem rasgo, com uma imensidão de passes e movimentos errados mas o que mais me surpreendeu foi a incapacidade táctica para reagir ao futebol mais ligado e virado para a baliza adversária de uns sul coreanos que acumularam oportunidades para ampliar a vantagem e até se poderão queixar de um penalty que o árbitro neo-zelandês não sancionou. A saída ao intervalo do criativo Karagounis não foi propriamente uma cartada corajosa de Rehagel mas o seu conjunto ameaçou reagir positivamente às alterações efectuadas, nomeadamente nos últimos 20 minutos de jogo e já a perder por duas bolas.

Os coreanos não facilitaram, baixaram a intensidade de jogo e calmamente controlaram as posições gregas de forma astuta e nunca complicativa. Marcaram três pontos na tabela e mostraram uma face agradável condizente com a sua esperança de apuramento. Quanto aos desapontantes gregos, terão de resolver a anarquia e apatia do seu meio campo se almejarem mais que as suas anteriores representações e para isso basta que marquem um golo ou pontuem.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Park Chu-Young

publicado por Spinafro às 14:33
editado por Pedro Varela às 23:12

Podem acompanhar aqui.

publicado por J.G. às 12:25
Quinta-feira, 03 DE Junho 2010

Argentina


Foi uma fase de qualificação sinuosa até ao golo de Palermo contra o Peru no dilúvio do Monumental. E de sofrimento será feita a campanha africana. A selecção das Pampas é o sonho de qualquer fã de jogadores de ataque, aqui e ali de classe mundial e aí apresentam-se Messi, Agüero, Higuaín e até Di Maria. O pesadelo, esse surge nas zonas de recuperação e construção onde o centro da defesa é débil e não existe substituto à altura para o importantíssimo Mascherano, capitão alviceleste e extensão do treinador em campo.

A Figura: Diego Armando Maradona – este não será um Mundial de jogadores, será o dos treinadores e das suas equipas. Entre os melhores, Lippi e Capello, e entre os estatutários, Dunga e Maradona, se decidirá o ceptro. No caso argentino, a figura controversa d’El Pibe é bem mais mobilizadora que a sua frente de ataque.

Nigéria

Em finais de Fevereiro, a dupla sueca Lars Lagerbäck/Tommy Soderberg foi chamada a liderar a selecção das super águias. Num grupo complicado e de quatro continentes, Taiwo, Obi Mikel, Obina e Yakubu têm na primeira jornada o desafio-chave para se poder compreender as reais capacidades destes nigerianos de sotaque nórdico que quererão ser legítimos sucessores dos heróis do EUA’94.

Jogador-Chave: Nwankwo Kanu – assinará na África do Sul o seu terceiro Mundial e o seu ocaso internacional, fará da sua experiência um trunfo.

Coreia do Sul

Não falham uma edição do Mundial desde 1996 mas jamais se esquecerão da campanha de 2002, onde fabricaram um acontecimento irrepetível. Depois de Hiddink, os sul-coreanos voltaram às raízes, vai daí Huh Jung-Moo é o homem que apontará à Grécia e Nigéria os seus tigres asiáticos.

Jogador-Chave: Ji Sung Park – o capitão, o mais experiente, o mais internacional, um jogador que alia na rapidez, na capacidade de sacrifício táctica e experiência europeia ao mais alto nível os superlativos que o tornam a figura maior.

Grécia

Talvez a única aliança helénico-germânica que tem dado grandes resultados. Desde o Euro’04, Otto Rehagel não tem desiludido os gregos, o futebol pode ser pouco atraente mas sumariza objectivos. Se Rehagel não for Merkl, que os do Olimpo se tranquilizem nos pés de Ninis, na cabeça de Katsouranis e no astuto Gekas.

Jogador-Chave: Georgios Karagounis– é o cérebro atacante da equipa. Um jogador que galvaniza o meio campo ofensivo, assiste e é letal nas bolas paradas. Vai marcar.

Opinião

A Argentina é a óbvia favorita para um dos lugares de qualificação, mesmo com algumas debilidades identificadas. O outro lugar em aberto, primeiro ou segundo, será da Grécia. Não se pense que a Nigéria e a Coreia do Sul serão meros figurantes e não serão complicados de defrontar, mas temo que estejam a um nível inferior.

publicado por Spinafro às 18:30
editado por J.G. às 21:48
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