Quarta-feira, 16 DE Junho 2010

 

 

Dizia eu na jornada inaugural deste Campeonato do Mundo que dava pena ver uma dupla como esta composta por Diego Forlan e Luis Suarez ser tão mal apoiada. Pois o tarimbado Oscar Tabarez resolveu o problema com mestria. No primeiro jogo percebera-se que não podia contar com o apático Gonzalez e Lodeiro fez questão de se ausentar das opções. Assim, se Forlan já se assumia como pivot do jogo, então desconexo, da selecção uruguaia, porque não entregar-lhe a batuta?

O desenrolar do jogo tratou de demonstrar que esta não foi uma opção de recurso, que Tabarez chegou efectivamente a este Mundial com um plano alternativo. Há trabalho evidente no modelo que hoje apresentou. Notou-se no entendimento entre Fucile e Álvaro Pereira - e nem se pode referir a vantagem de partilharem o mesmo clube, tão distantes que aí jogam, cada um pela sua ala -, notou-se no reposicionamento defensivo. Se Forlan jogava recuado relativamente à dupla constituída pelo goleador do Ajax e Cavani - hoje bem longe do potencial que vai revelando nos relvados da Serie A -,  o mesmo não acontecia quando o adversário tomava conta da bola. À vez, Suarez e Cavani recuavam no terreno e transformavam-se em autênticos médios. Desta forma se desfazia o que no papel parecia um 433, garantindo que o meio-campo nunca fosse apanhado em inferioridade numérica.

Tabarez venceu esta batalha de decanos sul-americanos, mas em defesa de Parreira deve-se sublinhar que o naipe de jogadores à disposição raramente escapa à (ou deveria dizer "atinge a"?) mediania. Nem mesmo Piennar, um dos maiores hypes (ou deverei dizer "bluffs"?) do futebol mundial.

O Uruguai mandou sempre no jogo, chegou à vantagem com naturalidade e até merecia a ampliação antes do intervalo. Do lado sul-africano, meros fogachos, alguma intencionalidade desprovida de conteúdo futebolísitico. Na segunda parte, ainda pior. Vinte minutos sem qualquer acção meritória até que Mphela viu os centrais uruguaios desposicionados e desmarcou-se sorrateiramente nas costa de Rios, quase marcando na antecipação a Muslera. Uma injustiça que, percebeu-se depois, foi o próprio Muslera a evitar com um raspão na bola que os árbitros transformariam em pontapé de baliza. Dois minutos depois, Modise tentou o remate de meia distância, fraquinho e à figura. E por aqui se ficaram. Forlan e Suarez acabariam o seu trabalho de demolição dos sonhos sul-africanos e até Álvaro Pereira conseguiu marcar um improvável golo de cabeça.

A África do Sul perapara-se para fazer história nos Mundias de futebol. Pelos piores motivos, infelizmente.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Diego FORLAN

 

publicado por N.T. às 22:15
Sexta-feira, 11 DE Junho 2010

E eis que ao segundo jogo do Mundial se descobre a utilidade da vuvuzuela. Numa partida mal disputada, chata, com raras oportunidades de golo, só aquele ruído de vespeiro terá impedido que muito boa gente adormecesse, em especial na primeira parte. Repete-se o resultado de 2002, com a mesma má qualidade de jogo, e cumpre-se assim a tradição: o Uruguai não perde com a França em fases finais.


O jogo começou de forma atabalhoada, bola a circular pelo ar, muita luta e pouco discernimento. Por fim, Toulalan e Ribery conseguiram colocar a jabulani ao nível da relva, mas a França mostrava-se incapaz de ultrapassar o concentrado trio de centrais sul-americano, optando pela meia-distância na procura do golo. A melhor oportunidade acabou por surgir de um livre directo sobre a meia esquerda, mas Muslera correspondeu bem, tirando do seu ângulo direito o remate forte e colocado de Gourcouff.


O Uruguai, por sua vez, com dois médios-centro extremamente limitados na construção de jogo, laterais tímidos na abordagem ofensiva e um organizador completamente ausente, procurava insistentemente as costas da defesa gaulesa, que respondia bem no fora de jogo. Dá pena ver uma dupla como Forlan e Suarez ser tão mal apoiada. Apesar de tudo, Diego Forlan não se cansou de correr, caindo amiúde nas alas e recuando no terreno, ora na tentativa de desposicionar a defesa adversária, ora procurando apoiar a transição ofensiva.


A segunda parte trouxe alguma velocidade inicial, mas tudo foi ilusório. O futebol prosseguiu mastigado, amorfo, e nem uma expulsão infantil de Ladeiro contribuíu para agitar o jogo. Para a História dos Mundiais fica mais um recorde de Henry - entrou na segunda parte e passa a ser o francês com mais torneios disputados - e nada mais.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Diego FORLAN


publicado por N.T. às 22:03
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