Terça-feira, 29 DE Junho 2010

Os Laibach assumiram alguma relevância na década de 80, movendo-se entre a pop e o industrial, sendo considerados uma das principais influências dos germânicos Rammstein. Banda provocatória, foi por várias vezes acusada de uma estreita proximidade aos círculos da extrema direita, embora sempre tenham afirmado que a postura adoptada era meramente caricatural e que a utilização de simbologia totalitária diversa servia apenas os seus propósitos estéticos, uma postura crítica e de confrontação permanente com os cânones sociais. Laibach, recorde-se, foi o nome que a capital eslovena adoptou durante a ocupação nazi. Na década de 90 os elementos electrónicos foram assumindo uma preponderância cada vez maior na sua música. 'Volk', de onde se retira este 'Francia', é um álbum conceptual de 2006 inspirado em vários hinos nacionais.

 

 

 

publicado por N.T. às 00:20
Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

Num grupo confuso as duas equipas subiram ao relvado do Nelson Mandela Bay de Port Elizabeth para marcar, uns com mais argumentos que os outros e os primeiros em busca dos três pontos essenciais para a qualificação. Ao conjunto esloveno bastava-lhe apenas o empate para arriscar um feito histórico e os ingleses tentavam contrariar as nuvens negras que assolaram as esperanças britânicas nos dois desafios efectuados este Mundial.

Sem surpresa nos onzes os ingleses entraram a comandar as operações utilizando preferencialmente Lampard e Steven Gerrard nos momentos de transição ofensiva que solicitavam Milner e os avançados Rooney e Defoe. Continuo a achar um crime tentar fazer de Gerrard um interior esquerdo com responsabilidades na ala respectiva mas também é certo que a co-habitação com o jogador do Chelsea é complicada naqueles terrenos já que Lampard não responde tacticamente tão bem quando desposicionado. Os ingleses, aleluia, conseguiam trocar a bola com segurança mas preferiam quase sempre o jogo directo quando invadiam o último terço de terrreno. Quando aos 22 minutos Defoe finalizou com êxito nada mais fez que materializar o claro ascendente britânico. Os eslovenos tentavam penetrar através das zonas de influência de Cole e Johnson orquestrados por Valter Birsa mas sem grande convicção e débeis na tarefa de impedir os desperdícios ingleses junto à baliza de Handanovic, mais uma bela exibição do guardião da Udinese.

O esbanjamento britânico deu lugar ao último fôlego esloveno, precisamente aos 65 minutos Kirm, Dedic e Birsa puseram a última linha inglesa em pânico com três remates de golo condenados ao insucesso. Capello, calmo junto à linha, parecia ter passado a mesma tranquilidade para os seus pupilos que demonstravam inteligência na posse de bola e realismo na abordagem ao jogo. O resultado não impedia, na altura, um futuro risonho para as duas equipas mas nem por isso a Eslovénia baixava os braços. Que o diga Upson no ocaso do jogo.

O final trouxe aos ingleses o doce sabor do objectivo cumprido e aos eslovenos o fel dos eliminados.

Melhor em Campo: 19 Jermain DEFOE

publicado por Spinafro às 17:57
Sexta-feira, 18 DE Junho 2010

Da noite (e o seu inverso). A Eslovénia fez dos primeiros 45 minutos um recital de controlo absoluto de todos os momentos do jogo, onde o capitão Koren tomava as melhores decisões e movimentava com mestria o esférico, variando um estilo mais apoiado para um jogo mais directo assim a situação o exigisse, todo o jogo passava-lhe pelos pés. Lucravam todos os sectores de uma equipa que mostrava, orgulhosa, toda uma excelente harmonização entre os elementos do meio-campo ou a chave da superioridade exibida na primeira metade. Já os EUA colhiam o reverso, à absoluta anarquia posicional juntavam-se a fraquíssima qualidade de passe e a fragilidade e previsibilidade de um meio campo ofensivo, que como os sectores defensivo e atacante, sofriam de isolamento forçado. E aí quem se destacou foi Bradley que nunca teve um parceiro à altura para a arrumação da casa nem que recebesse a bola recuperada e a levasse para a fase de decisão. Ao intervalo, a vantagem por dois golos dos eslovenos espelhava a dimensão do buraco que os estado-unidenses tinham cavado.

Do dia (e o seu inverso). O coach Bob Bradley tinha decidido: "que Edu e Feilhaber dispam os fatos de treino e ajudem a dar a volta ao jogo". De repente Altidore parecia concentrado, Dempsey já cumpria o seu dever de abrir a ala e Landon Donovan, importantíssimo nos EUA dos últimos 5 anos, já tinha bola e saiu golo. O tal Donovan aproveitou um erro mortal de César e descaído para a direita, apontou à cabeça do impotente Handanovic e disferiu um míssil. Mudou tudo a partir daqui, os europeus deixaram de ser mandões e começaram a mostrar fragilidades onde antes se vislumbravam forças e o assédio yankee começava a assumir-se tão insuportável quanto perdulário. Mas o empate era certo, estava a caminho e aconteceu quando num esgar de ou vai ou racha, Bradley troca o central Onyewu pelo avançado Gomez. Golpe letal, não tardou o golo de Bradley filho.

Não falarei de justiça no resultado que tal não existe mas destaco a qualidade da partida e terei de deixar para memória futura os eslovenos Koren e Birsa e os estado-unidenses Donovan e Bradley.

 

Homem do Jogo: 10 Landon DONOVAN

publicado por Spinafro às 17:36
Domingo, 13 DE Junho 2010

O enquadramento necessário para este jogo é que estamos perante o único grupo que tem 4 selecções acima do 30º lugar do ranking FIFA. Mas ninguém acredita que Argélia e Eslovénia possam fazer um grande mundial. Com um resultado já conhecido deste grupo, o empate da Inglaterra com os Estados Unidos, há também um enquadramento local, ninguém quereria perder o jogo, e quem ganhasse podia ficar em boa situação para lutar pela qualificação. Uma curiosidade estatística, a Eslovénia é o segundo país com menos população a entrar em Mundiais, logo a seguir a Trindade e Tobago.

Para quem acompanha o futebol nacional havia 2 jogadores muito próximos de nós, mais concretamente do Benfica. Yebda, actualmente no Portsmouth (campeão mundial sub-17 pela França e único jogador a poder se campeão por 2 selecções diferentes) e Halliche, emprestado ao Nacional, entraram no onze titular da Argélia.

O jogo começou de forma tão calma, que a certa altura chegava-se a questionar se os jogadores estavam sob o efeito de algum ansiolítico. Ligeiro ascendente nos primeiros minutos da selecção argelina, Halliche em destaque, mas os passes falhados aumentavam da mesma forma proporcional que as críticas à Jabulani. Mas diga-se em abono da verdade que a culpa não era da bola. A primeira situação de perigo verdadeira por parte da Eslovénia foi ao minuto 20. A primeira meia hora de jogo que assistimos foi talvez a pior deste mundial, e o público confirmou-o quando começaram a fazer a onda mexicana, já não havia nada que os prendesse ao jogo. A melhor oportunidade da primeira parte foi aos 35 minutos por Halliche, uma cabeçada que só não entrou porque a direcção não foi a mais correcta. Final da primeira parte com o resultado certo, apesar do ligeiro ascendente da Argélia, Halliche em destaque com 24 passes dos quais 22 feitos de forma correcta.

A segunda parte tinha de prometer mais. Pelo menos esperávamos nós, adeptos de futebol. Os primeiros 10 minutos confirmaram que ninguém queria perder, ninguém desejava descarrilar o comboio da qualificação. E mesmo os treinadores não estavam virados para alterações drásticas nas suas equipas, não havia pensamento a médio prazo. Ninguém estava para pensar que uma vitória hoje dava direito à liderança no grupo com 2 pontos de vantagem.

Continuou-se num ritmo de treino. O empate parecia o destino desta partida.

Mas 2 momentos alteraram a história do jogo. Não foi o adepto que via o jogo da torre de iluminação perante o olhar incrédulo da polícia, nem o facto de Zidane estar nas bancadas. Ghezzal entrou na equipa argelina para dar alguma profundidade ao jogo directo da Argélia, mas a jogada do seu treinador, Saadane, não funcionou. Ghezzal foi expulso 14 minutos depois de entrar em campo, tornado-se o mais rápido jogador suplente a ser expulso num mundial. E Koren, médio da Eslovénia, remata de fora de área sem que alguém se opusesse, e apesar do remate ser fraco e pouco direccionado, Chaouchi dá o 2º peru do mundial. Só assim a Jabulani podia entrar, e novamente sem culpa da menina que tão maltratada foi durante este jogo!

Um golo que valeu à Eslovénia os 3 pontos. Um golo que valeu a Koren o direito a ser homem do jogo. Um golo que dá para os jornais de todos mundo esquecerem por momentos Green.

Homem do jogo: Robert KOREN


Algeria 0-1 Slovenia

Simão | MySpace Video

publicado por Pedro Varela às 14:53
Sábado, 05 DE Junho 2010

O internacional esloveno Martin Skrtel, do Liverpool, contraiu uma lesão no tornozelo durante o particular, deste sábado, frente à Costa Rica e teve de ser hospitalizado.

A lesão aconteceu aos 13 minutos e o jogador teve de ser imediatamente substituído Depois, foi transportado para uma unidade hospitalar, onde fez exames para saber a extensão do problema no tornozelo. Os resultados ainda não foram divulgados.

publicado por J.G. às 18:37
Quinta-feira, 03 DE Junho 2010

 

Inglaterra

Desde 1966 que os adeptos ingleses sonham com o regresso a uma final no Mundial. Desde o Itália'90, altura em que eram orientados pelo grande Bobby Robson e que foram eliminados nas meias finais, que não se olhava para um seleccionado inglês com tanto respeito. É que agora com Fabio Capello (em estreia ao serviço de selecções) o entusiasmo e a paixão inglesa têm um disciplinador habituado a ganhar tudo e com grande cuidado no sector defensivo que se notou ao longo da qualificação ( 6 golos sofridos em 10 jogos). Capello acabou por surpreender na escolha dos 23 deixando de fora Theo Walcott mas não abdica dos pilares Terry, Rio Fernindand, Lampard, e Gerrard ou Rooney. Apesar da inesgotável confiança que os adeptos ingleses têm na sua selecção é bom que alguém os convença a treinar penaltis já que tem sido por falta de pontaria que fazem sempre as malas mais cedo. É uma das equipas candidatas à vitória final.

Jogar-chave: Wayne Rooney - Aos 24 anos o avançado do Manchester United atinge o nível dos génios. Depois da saída de Cristiano Ronaldo, Rooney adaptou-se a uma nova posição em campo e os números falam por si: 42 jogos oficiais 32 golos e na Selecção em 9 jogos da qualificação marcou 9 golos. Chega ao Mundial na sua melhor fase de sempre mas uma lesão no final da época pode atrapalhar o rendimento na África do Sul. Caso esteja totalmente recuperado será uma das figuras do torneio.

 

Estados Unidos da América

A partir de 2002 por cá nunca mais ninguém desprezou os americanos e as outras três equipas do grupo também os devem levar a sério. É que esta será 6ª participação seguida em fases finais de Mundiais e os jogadores americanos estão cada vez mais habituados ao futebol europeu onde habita a maior parte dos seleccionados de Bob Bradley. Curiosamente a grande esperança está em Michael Bradley, filho do treinador, que aos 22 anos já leva mais de 41 internalizações fazendo parte dos quadros do M'Gladbach que apostou no médio ofensivo. Depois há que ter em atenção figuras experientes como Tim Howard (Everton) na baliza, Bocanegra (Rennes) na defesa e o inevitável Landon Donovan que apesar das mais de 120 presenças na Selecção ainda só tem 28 anos e embora nunca tenha vingado no futebol europeu (joga no LA Galaxy) costuma aparecer sempre em bom plano nestes grandes palcos.

Ninguém se esqueça da carreira americana há um ano na Taça das Confederações que acabou na final (derrota 2-3 com o Brasil) tendo afastado a Espanha antes. Irão lutar pela qualificação seguramente.

Jogador-chave: Landon Donovan - Os seus mais de 40 golos ao serviço da Selecção são um cartão de visita de respeito. Donovan tem falhado a consagração europeia, já tentou Leverkusen, Bayern e entre Janeiro e Março deste ano o Everton, mas acaba sempre por recuperar o prestígio na liga americana onde brilha nos LA Galaxy. É um dos indiscutíveis de Bradley e não será surpresa para ninguém se Donovan facturar na África do Sul.

 

Argélia

Em 1982 o mundo vibrava com uma equipa africana no Mundial de Espanha que espalhava bom futebol e conseguia resultados incríveis como derrotar a toda poderosa RFA. Depois perderam para a Áustria mas venceram o Chile e somaram 4 pontos. Só que no último jogo do grupo RFA e Áustria quando o resultado estava em 1-0 para os alemães fizeram um pacto de não agressão e vergonhosamente deixaram passar o tempo já que era o resultado que apurava ambos. E assim a Argélia de Madjer e Belloumi ficaram de fora.

Em 1986 voltaram a uma fase final mas não vingaram a injustiça de Gijon.

Foi preciso esperar 24 anos para vermos os argelinos no maior palco do futebol não sendo alheio o facto de Rabah Saadane estar no comando técnico já que foi ele que orientou a equipa no México e fez parte da delegação do Espanha 82. Saadane apostou em sangue novo e conseguiu um apuramento dramático deixando de fora a melhor equipa de África, o Egipto! Depois uma presença positiva no CAN em que foram até às meias finais provou a capacidade da equipa africana. Há que contar com a experiência de quase todos os jogadores que jogam nos melhores campeonatos europeus e no factor surpresa já que há muitos jogadores sem grande historial na Selecção. Prova disso é a chamada do nosso conhecido Yebda que só joga pela Argélia desde Outubro último.

Jogador-chave: Karim Ziani - É uma avançado que devido à sua grande mobilidade e técnica pode fazer qualquer posição do ataque tornando-se muito perigoso a assistir companheiros para golo, mais até do que a tentar marca como se pode ver pelos escassos 4 golos que marcou em 53 jogos ao serviço da Argélia. Tem 27 anos tentou uma aventura no ex-campeão alemão Wolfsburgo que não correu bem. Vai tentar dar nas vistas no Mundial.

 

Eslovénia

Uma jovem nação (20 anos) que vai estar no Mundial pela 2ª vez. De 2002 não ficaram grandes recordações da equipa que contava com Zahovic que não fez melhor que perder 3 jogos. Agora vão tentar fazer algo mais e o trajecto na qualificação dá-lhes algum crédito já que ficaram atrás da Eslováquia mas deixaram de fora R. Checa e Irlanda do Norte e Polónia. Depois no playoff até foram uma das surpresas ao eliminarem a sempre respeitável Rússia com Pecnik (Nacional da Madeira) a apontar o importante golo fora que serviu de desempate.

Não se esperam grandes feitos desta equipa orientada desde 2007 por Matjaz Kek, curiosamente já foi animador de rádio, mas não será fácil marcar golos aos eslovenos que contam jogadores discretos mas eficientes em competitivos campeonatos como o guardião da Udinese Samir Handanovic, os defesas Brecko (Colónia) e Jokic (Chievo) e há que contar com força dos avançados Dedic ( Bochum) e o veterano Novakovic (Colónia).

As expectativas da Eslovénia são tão baixas tendo em conta o historial no Mundial que qualquer ponto conquistado já será bem vindo.

Jogador-chave: Milivoje Novakovic - O ponta de lança é dos que mais internalizações tem e já leva 14 golos pela Eslovénia. Apesar dos seus 31 anos é um avançado a ter em conta mesmo porque tem evoluído no forte campeonato alemão nos últimos 3 anos. Se houver golos eslovenos no Mundial a assinatura de Novakovic deverá lá estar.

 

Opinão

A Inglaterra não terá dificuldades em garantir a passagem aos 1/8 de final se for fiél aquilo que mostrou na fase de qualificação. A grande dúvida está em quem acompanha os ingleses. Os americanos contam a experiência acumulada nos últimos 6 mundiais e mostraram valor na Taça das Confederações, os argelinos querem contribuir para a força africana no primeiro mundial no seu continente e os eslovenos como representantes do futebol europeu têm sempre uma palavra a dizer. Mas parece-me que os dois apurados deste Grupo C serão os que falam inglês, Inglaterra e Estados Unidos da América.

publicado por J.G. às 21:18
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