Sábado, 03 DE Julho 2010

Nas vésperas de um Argentina-Alemanha, Maradona que está no centro das atenções, merece que seja recordado como um dos mais marcantes momentos em mundiais. Decorria no México o mundial de 86. Nunca um jogo tinha sido repetido tantas vezes como o Argentina-Inglaterra. Pelo meio havia um conflito diplomático entre a duas nações, as ilhas Malvinas no centro da discórdia. Um conflito que incendiava qualquer assunto onde Argentina e Inglaterra fossem intervenientes.

Maradona tinha obrigatoriamente que estar no centro da questão futebolística. Se a nível político as coisas estavam complicadas, agudizaram quando a "mão de deus" introduziu a bola na baliza de Peter Shilton. "El Pibe" celebrizou a frase quando negou que tivesse sido a sua mão a colocar a bola na baliza dos ingleses, Deus desceu à terra e eternizou o momento. O momento de D10S!

Bobby Charlton, seleccionador inglês, não queria acreditar e ripostou que "Não foi a mão de Deus, mas sim de um impostor".

Mas o suposto impostor, não contente com a façanha, resolve fintar a equipa inglesa toda e marcar o segundo golo. E há quem o considere como o melhor de sempre. Esse golo que foi imortalizado é indescritível quando visualizamos com os comentários de Victor Hugo Morales, é de ficar com pele de galinha. O barrilete cósmico eterno que faz parte da história dos mundiais!

 

publicado por Pedro Varela às 01:18
Domingo, 27 DE Junho 2010

Poucos minutos após o fim do jogo Lineker disse na BBC qualquer coisa como muita alemanha para tão pouca Inglaterra. Se o autor da célebre frase de 1990 evitou repeti-la não vou ser eu a fazê-lo. Mas todos sabemos que ele tem razão.

Falar de campeonatos do Mundo de futebol é falar de confrontos Inglaterra - Alemanha. Em 2010 mais um capítulo para este romance cheio de curiosidades, polémicas, golos, dramas e vinganças. O jogo esteve à altura do seu historial e vai marcar o torneio.

A partida divide-se em 3 grandes partes fáceis de serem contadas. Começa a Alemanha mais confiante, organizada e a arriscar no ataque acabando por concretizar as ameaças num lance minimalista que se resume a um pontapé de baliza de Neuer para Klose que mostra toda a sua classe finalizadora perante a cerimónia de Upson e Terry. Aos 20' estava aberto o marcador e esperava-se a reposta da equipa de Capello. Só que os alemães mantiveram o ritmo e ao fim de 12' aumentaram para 2-0 com uma jogada colectiva excelente do ataque com Muller, Klose e Podolski a redimir-se do pesadelo que viveu contra a Sérvia. Pouco mais de meia hora e o jogo estava nas mãos dos alemães.

Aqui começa a 2ª fase do jogo dominada pelos ingleses que partiram em busca do golo com todo o seu coração. Com tanto desacerto dos avançados, Rooney é o primeiro ponta de lança a ficar em branco num Mundial ao fim de 4 jogos, foi preciso subir Upson para fazer de cabeça um grande golo 5' depois do 2-0 e ainda com 10' para o intervalo. A Alemanha acusou o golo, a Inglaterra cresceu, acreditou e fez mesmo o 2-2. Fez mas o árbitro não viu que o belo remate de Lampard entrou na baliza depois de ir à trave. Os ingleses desesperaram, entre alemães não terá havido um único que não tenha esboçado um sorriso a lembrar-se das imagens de 1966. Era um claro sinal que a História queria acertar contas entre os dois países. Foram a reclamar os ingleses para o intervalo e a prometerem muita luta para a 2ª parte.

A Alemanha sabia que tinha de sofrer para controlar o jogo ofensivo inglês irritado pelo golo anulado e a querer fugir à fatalidade de ficarem a chorar esse lance como justificação para uma derrota.

Esta 2ª fase do jogo dominada pela Inglaterra em busca do empate durou até aos 67' altura em que a Alemanha soltou-se e perante tanta ineficácia inglesa, o melhor que fizeram foi mais um remate de Lampard à barra, Muller mostrou como se finaliza uma jogada rápida de contra ataque com toda a eficácia. Toda a gente percebeu que este era o golo que mostrava de novo aos ingleses o seu habitual destino nestes embates: o aeroporto!

A Inglaterra baixou os braços, Capello mexeu mas sem convicções, Heskey e Joe Cole nada vieram mudar e Walcott em casa deve ter sorrido ironicamente.

A Alemanha passou a dar um recital de posse e troca de bola, Low rodou a equipa com a entrada de Kissling, Gomez e Trochowski e aqueles que se riram na derrota contra a Sérvia justificando os 4 golos à Austrália com a falta de qualidade dos "cangurus" agora devem estar a pensar duas vezes mesmo porque Muller fez questão de correr meio campo para apanhar o passe excelente que Ozil tinha para lhe oferecer aumentado para 1-4!

A Alemanha é uma equipa renovada, jovem, com bom futebol, atracção pelo golo, qualidade defensiva e o peso de uma rica história que faz deles uns naturais e eternos favoritos a ganhar qualquer jogo.

A Inglaterra hoje sentiu isto tudo de uma só vez. Mais uma vez!

 

Melhor em campo: 13 Thomas MUELLER

publicado por J.G. às 18:00
editado por jabulani às 21:40
Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

Num grupo confuso as duas equipas subiram ao relvado do Nelson Mandela Bay de Port Elizabeth para marcar, uns com mais argumentos que os outros e os primeiros em busca dos três pontos essenciais para a qualificação. Ao conjunto esloveno bastava-lhe apenas o empate para arriscar um feito histórico e os ingleses tentavam contrariar as nuvens negras que assolaram as esperanças britânicas nos dois desafios efectuados este Mundial.

Sem surpresa nos onzes os ingleses entraram a comandar as operações utilizando preferencialmente Lampard e Steven Gerrard nos momentos de transição ofensiva que solicitavam Milner e os avançados Rooney e Defoe. Continuo a achar um crime tentar fazer de Gerrard um interior esquerdo com responsabilidades na ala respectiva mas também é certo que a co-habitação com o jogador do Chelsea é complicada naqueles terrenos já que Lampard não responde tacticamente tão bem quando desposicionado. Os ingleses, aleluia, conseguiam trocar a bola com segurança mas preferiam quase sempre o jogo directo quando invadiam o último terço de terrreno. Quando aos 22 minutos Defoe finalizou com êxito nada mais fez que materializar o claro ascendente britânico. Os eslovenos tentavam penetrar através das zonas de influência de Cole e Johnson orquestrados por Valter Birsa mas sem grande convicção e débeis na tarefa de impedir os desperdícios ingleses junto à baliza de Handanovic, mais uma bela exibição do guardião da Udinese.

O esbanjamento britânico deu lugar ao último fôlego esloveno, precisamente aos 65 minutos Kirm, Dedic e Birsa puseram a última linha inglesa em pânico com três remates de golo condenados ao insucesso. Capello, calmo junto à linha, parecia ter passado a mesma tranquilidade para os seus pupilos que demonstravam inteligência na posse de bola e realismo na abordagem ao jogo. O resultado não impedia, na altura, um futuro risonho para as duas equipas mas nem por isso a Eslovénia baixava os braços. Que o diga Upson no ocaso do jogo.

O final trouxe aos ingleses o doce sabor do objectivo cumprido e aos eslovenos o fel dos eliminados.

Melhor em Campo: 19 Jermain DEFOE

publicado por Spinafro às 17:57
Sábado, 19 DE Junho 2010

Os ingleses exercitaram o seu direito à indignação assobiando os escolhidos de Capello. E foram bem audíveis ontem, especialmente nos últimos vinte minutos de jogo em que o arsenal de vuvuzelas foi impotente perante a força da vaia. Tinham razão os adeptos, a exibição foi miserável mas Wayne Rooney não calou a sua revolta.

publicado por Spinafro às 16:47
Sexta-feira, 18 DE Junho 2010

A Jabulani não foi chamada à laia de desculpa para justificar os frangos de Green e Chaouchi, vai daí M'Bohli e James surgiram nos onzes respectivos como as únicas alterações tendo como base a primeira jornada.

Os comandados de Capello pareciam querer tomar as rédeas da partida e delegaram desde o início a estratégia a um Steven Gerrard demasiado preso ao lado esquerdo do meio campo para realmente poder influenciar. Esperou-se muito de Lampard mas o médio não apareceu, nunca foi auxílio para Barry ou Gerrard e raramente solicitou os avançados ou assumiu o jogo. Com os defesas esquerdo e direito presos todos uns 45 minutos, a selecção inglesa também não podia fazer fé num Rooney alheado ou num Lennon inofensivo. A selecção argelina entrou realista e concentrada em todos os sectores, com Yebda e Lacen em apoio constante ao trio defensivo mas jogando apoiado dali para a frente. As combinações incluíam quase sempre Boudebouz e Ziani no transporte da bola até à linha com vista à integração da linha média e não raras vezes de Yebda nas imediações da área inglesa. Deu em nada, guarda-redes sem trabalho e zeros no placard.

O descanso trouxe poucas novidades e menos ideias. Tornava-se óbvio que esperar por uma combinação ou um drible dos súbditos de Isabel II, por um passe de ruptura ou até por um remate à baliza seria um exercício de masoquismo já que os ingleses pareciam não conseguir controlar o esférico ao ponto de em determinados períodos parecerem elementos recrutados num qualquer Distrital. Nada que preocupasse os magrebinos determinados a levar um ponto do Green Point da Cidade do Cabo. As exibições esforçadas de Haliche, Bougherra e Yahia chegavam para inoperância atroz dos dianteiros britânicos. Manter-se-ia o resultado neutro e sem golos, um fato à medida dos intervenientes.

 

Homem do Jogo: 2 Madjid BOUGHERRA

 

 

publicado por Spinafro às 23:05

Football Fans Know Better

Apontada como uma séria candidata ao pódio, a selecção inglesa defraudou uma enorme legião de adeptos, ao empatar no seu primeiro jogo do grupo C. Apesar do incrível ‘frango’ do guarda-redes Robert Green, o objectivo de ir longe na competição não está perdido e espera-se, somente, um acréscimo exibicional mais vincado. Neste sentido, a quilómetros de distância, aqui fica o meu recado para o homem (italiano) que lidera os destinos ingleses: um losango para Capello.

Ao contrário do post anterior, onde a imagem ilustrava o desenho táctico implementado por Maradona na estreia da Argentina, o grafismo que podem observar pretende representar uma possibilidade em aberto para os jogos seguintes, nomeadamente frente à Argélia. Um dos pecados apontados à Inglaterra prendeu-se com a rigidez do seu 4x4x4 clássico e na dificuldade dos médios (e avançados) jogarem próximos, em futebol apoiado e passível de criar rupturas na linha defensiva contrária. Assim, um sistema moldado em losango, poderia trazer vantagens acrescidas ao jogo inglês. Vejamos quais os factores positivos que estão em causa.

1. Triângulo Barry – Gerrard - Lampard

Vários analistas, como Luís Freitas Lobo, chamaram a atenção a sobreposição de funções entre Gerrard e Lampard, excessivamente centralizados no mesmo espaço. Efectivamente, tratam-se de dois jogadores de eleição, porém demasiado semelhantes nas características e forma de jogar. A entrada de Barry, como âncora do meio-campo, permitiria libertar os jogadores para acções de condução e organização colectiva. Com a seguinte ressalva: o capitão do Liverpool ficaria encarregue de zonas do relvado na meia-direita, enquanto o centrocampista do Chelsea pisaria terrenos no corredor contrário. Em suma, este triângulo sentir-se-ia confortável na gestão do ritmo de jogo e disfarçaria o choque táctico entre Gerrard e Lampard.

2. Liverpool, lado direito – Chelsea, lado esquerdo

Um aspecto raramente analisado, e exaltado, pela crítica futebolística, diz respeito às pequenas ‘sociedades’ que se podem identificar nas quatro linhas. É sabida a dificuldade que a grande maioria dos seleccionadores sofre, na tentativa de conciliar talento e personalidade em doses, por vezes, tão díspares. Ainda por cima, trata-se de um esforço realizado com os olhos nos ponteiros do relógio, devido ao escasso tempo de preparação. Na minha humilde opinião, encaro como um sinal de inteligência a transferência de sinergias vindas dos clubes de origem. No fundo, foi o que Scolari executou, no passado, ao apostar em jogadores que compunham a espinha-dorsal do FC Porto de José Mourinho. Ou, num caso mais recente, também com benefícios visíveis, a direcção escolhida pelo seleccionador alemão, ao eleger cinco atletas do Bayern de Munique para o onze titular (Lahm, Badstuber, Schweinsteiger, Muller e Klose). Por tudo isto, o esquema táctico que dá cor a esta crónica não foi pensado ao acaso: inclinado à direita, um trio chamado Liverpool (Johnson, Carragher e Gerrard); descaído para a esquerda, idêntico triângulo apelidado Chelsea (Cole, Terry e Lampard). Esquematizar um modelo de jogo com estas cumplicidades futebolísticas (pequenas ‘sociedades’) pode ser um óptimo ponto de partida para uma maior fluidez colectiva.

3. Joe Cole e a alternativa 4x3x3

O criativo médio inglês é o jogador indicado para assumir o papel de 10, de acordo com o número que enverga no Chelsea. Desconheço a sua condição física actual, mas o futebol latinizado de Joe Cole pode transmitir o toque de classe extra que a selecção inglesa necessita. Principalmente para, servindo de apoio vertical às investidas de Gerrard e Lampard, potenciar maior acutilância no assalto à defensiva contrária, através de passes de ruptura e diagonais curtas. Outro aspecto, não menos importante, diz respeito à maleabilidade táctica que a imagem esclarece, ou seja, com posse de bola, a presença de Joe Cole permite materializar um 4x3x3 (a seta para o lado esquerdo, junto ao triângulo ‘Chelsea’, não é inocente), com Rooney a gozar de maior liberdade na descoberta de espaços vazios e Heskey interpretando o papel principal de homem de referência.

publicado por stadium às 09:29
Sábado, 12 DE Junho 2010

O encontro entre os Estados Unidos e Inglaterra estava revestido de grande interesse. Os Ingleses apenas tinham defrontado os Americanos por uma vez em jogos do Mundial, em 1950 e logo com uma derrota por 1-0. Quis o sorteio que ficassem no mesmo grupo do Mundial deste ano. Nos últimos anos, em termos políticos, ingleses e americanos têm estado lado a lado, mas hoje, "na batalha" do futebol as coisas tinham de mudar.

O 1º jogo, já o foi dito mais que uma vez aqui no blog, é essencial. Dizemos nós, vocês que nos lêem, treinadores, jogadores e por aí fora. Entrar com o pé direito é o que todos esperam das suas selecções. Inglaterra vem sendo anunciada ao longo do último ano como uma das candidatas à vitória final em África, mas pelo que hoje tive possibilidade de ver, não os coloco no pote dos principais candidatos. Há muito a melhorar, principalmente na baliza e já vamos falar disso mais adiante. Já os Estados Unido deram boa réplica, estiveram em bom plano, Howard na baliza, Donovan e Altidore os que mais se destacaram. Vão lutar pelo primeiro lugar no grupo.

O encontro até que começou da melhor forma para a Selecção Inglesa, golo aos 3 minutos de Gerrard. A pressão inicial com que qualquer selecção entra em campo na primeira jornada, cedo começou a desaparecer. E podia-se pensar que a vitória seria fácil para os ingleses. Mas os americanos conseguiram reagir, organizaram-se e principalmente obrigaram os ingleses a recuar. Ao minuto 40, o momento do jogo. Dempsey remata de fora de área e Green, guardião inglês, dá o primeiro "frango" do mundial. O resultado final tinha sido atingido.

Engraçado, ou não, enquanto me preparava para ver o jogo desta noite, na leitura pelos sites e jornais ingleses quase todos diziam o mesmo, a Selecção Inglesa tem um problema, o lugar na baliza. Não há um titular, não há uma certeza entre os postes. E hoje isso ficou evidente.

A segunda parte cedo mostrou uma selecção Inglesa na procura do golo, um forcing inicial que não se traduziu em golos e pelo contrário os Estados Unidos mostraram-se seguros, Howard muito bem na baliza, homem do jogo, e em rápidos contra ataques a preparar uma jogada que fosse fatal. Não aconteceu, mas esteve quase quando perto dos 65 minutos, Altidore aitrou ao poste após defesa de...Green! Rooney esteve longe, não sei pela boa marcação dos jogadores americanos ou se porque nunca entrou em jogo, o seu primeiro remate digno de nome foi aos 74 minutos. Ainda houve tempo para entrar Crouch, mas desta vez não tivemos direito à robot dance.

Final de jogo com empate justo no dia em que as Vuvuzelas se fizeram sentir mais que os adeptos Ingleses, impensável!!!

Homem do JogoTim HOWARD

publicado por Pedro Varela às 21:25

Os Ingleses estão motivados. Ninguém tem dúvida. Uma fase de qualificação de grande nível, se há ano que eles podem acreditar no título, é este. Obviamente descontando o de 66. Hoje à entram em acção diante do Estados Unidos, todos sabemos que o primeiro jogo tem um importância enorme nas aspirações de qualquer selecção, e portanto entrar com o pé direito é sempre o mais apetecível.

A imprensa britânica hoje faz marcação cerrada ao árbitro brasileiro que hoje à noite apita o jogo inglês. Afirmam, sem condescendência que é um mau árbitro, que já foi acusado de "corrupção e incompetência" e que inclusive no Brasil, o Flamengo chegou a escrever à FIFA para o retirar do campeonato brasileiro. Certo, certo, é que Carlos Simon apitou nos últimos 2 mundiais e sem problemas ou polémicas!

publicado por Pedro Varela às 12:51
Sexta-feira, 04 DE Junho 2010

Rio Ferdinand lesionou-se no joelho no primeiro treino da Inglaterra em solo africano. Foi na fase final quando efectuou um corte. Agora Michael Dawson deve ser chamado para o seu lugar e Gerrard deverá ser promovido a capitão.

publicado por J.G. às 15:23
Quinta-feira, 03 DE Junho 2010

 

Inglaterra

Desde 1966 que os adeptos ingleses sonham com o regresso a uma final no Mundial. Desde o Itália'90, altura em que eram orientados pelo grande Bobby Robson e que foram eliminados nas meias finais, que não se olhava para um seleccionado inglês com tanto respeito. É que agora com Fabio Capello (em estreia ao serviço de selecções) o entusiasmo e a paixão inglesa têm um disciplinador habituado a ganhar tudo e com grande cuidado no sector defensivo que se notou ao longo da qualificação ( 6 golos sofridos em 10 jogos). Capello acabou por surpreender na escolha dos 23 deixando de fora Theo Walcott mas não abdica dos pilares Terry, Rio Fernindand, Lampard, e Gerrard ou Rooney. Apesar da inesgotável confiança que os adeptos ingleses têm na sua selecção é bom que alguém os convença a treinar penaltis já que tem sido por falta de pontaria que fazem sempre as malas mais cedo. É uma das equipas candidatas à vitória final.

Jogar-chave: Wayne Rooney - Aos 24 anos o avançado do Manchester United atinge o nível dos génios. Depois da saída de Cristiano Ronaldo, Rooney adaptou-se a uma nova posição em campo e os números falam por si: 42 jogos oficiais 32 golos e na Selecção em 9 jogos da qualificação marcou 9 golos. Chega ao Mundial na sua melhor fase de sempre mas uma lesão no final da época pode atrapalhar o rendimento na África do Sul. Caso esteja totalmente recuperado será uma das figuras do torneio.

 

Estados Unidos da América

A partir de 2002 por cá nunca mais ninguém desprezou os americanos e as outras três equipas do grupo também os devem levar a sério. É que esta será 6ª participação seguida em fases finais de Mundiais e os jogadores americanos estão cada vez mais habituados ao futebol europeu onde habita a maior parte dos seleccionados de Bob Bradley. Curiosamente a grande esperança está em Michael Bradley, filho do treinador, que aos 22 anos já leva mais de 41 internalizações fazendo parte dos quadros do M'Gladbach que apostou no médio ofensivo. Depois há que ter em atenção figuras experientes como Tim Howard (Everton) na baliza, Bocanegra (Rennes) na defesa e o inevitável Landon Donovan que apesar das mais de 120 presenças na Selecção ainda só tem 28 anos e embora nunca tenha vingado no futebol europeu (joga no LA Galaxy) costuma aparecer sempre em bom plano nestes grandes palcos.

Ninguém se esqueça da carreira americana há um ano na Taça das Confederações que acabou na final (derrota 2-3 com o Brasil) tendo afastado a Espanha antes. Irão lutar pela qualificação seguramente.

Jogador-chave: Landon Donovan - Os seus mais de 40 golos ao serviço da Selecção são um cartão de visita de respeito. Donovan tem falhado a consagração europeia, já tentou Leverkusen, Bayern e entre Janeiro e Março deste ano o Everton, mas acaba sempre por recuperar o prestígio na liga americana onde brilha nos LA Galaxy. É um dos indiscutíveis de Bradley e não será surpresa para ninguém se Donovan facturar na África do Sul.

 

Argélia

Em 1982 o mundo vibrava com uma equipa africana no Mundial de Espanha que espalhava bom futebol e conseguia resultados incríveis como derrotar a toda poderosa RFA. Depois perderam para a Áustria mas venceram o Chile e somaram 4 pontos. Só que no último jogo do grupo RFA e Áustria quando o resultado estava em 1-0 para os alemães fizeram um pacto de não agressão e vergonhosamente deixaram passar o tempo já que era o resultado que apurava ambos. E assim a Argélia de Madjer e Belloumi ficaram de fora.

Em 1986 voltaram a uma fase final mas não vingaram a injustiça de Gijon.

Foi preciso esperar 24 anos para vermos os argelinos no maior palco do futebol não sendo alheio o facto de Rabah Saadane estar no comando técnico já que foi ele que orientou a equipa no México e fez parte da delegação do Espanha 82. Saadane apostou em sangue novo e conseguiu um apuramento dramático deixando de fora a melhor equipa de África, o Egipto! Depois uma presença positiva no CAN em que foram até às meias finais provou a capacidade da equipa africana. Há que contar com a experiência de quase todos os jogadores que jogam nos melhores campeonatos europeus e no factor surpresa já que há muitos jogadores sem grande historial na Selecção. Prova disso é a chamada do nosso conhecido Yebda que só joga pela Argélia desde Outubro último.

Jogador-chave: Karim Ziani - É uma avançado que devido à sua grande mobilidade e técnica pode fazer qualquer posição do ataque tornando-se muito perigoso a assistir companheiros para golo, mais até do que a tentar marca como se pode ver pelos escassos 4 golos que marcou em 53 jogos ao serviço da Argélia. Tem 27 anos tentou uma aventura no ex-campeão alemão Wolfsburgo que não correu bem. Vai tentar dar nas vistas no Mundial.

 

Eslovénia

Uma jovem nação (20 anos) que vai estar no Mundial pela 2ª vez. De 2002 não ficaram grandes recordações da equipa que contava com Zahovic que não fez melhor que perder 3 jogos. Agora vão tentar fazer algo mais e o trajecto na qualificação dá-lhes algum crédito já que ficaram atrás da Eslováquia mas deixaram de fora R. Checa e Irlanda do Norte e Polónia. Depois no playoff até foram uma das surpresas ao eliminarem a sempre respeitável Rússia com Pecnik (Nacional da Madeira) a apontar o importante golo fora que serviu de desempate.

Não se esperam grandes feitos desta equipa orientada desde 2007 por Matjaz Kek, curiosamente já foi animador de rádio, mas não será fácil marcar golos aos eslovenos que contam jogadores discretos mas eficientes em competitivos campeonatos como o guardião da Udinese Samir Handanovic, os defesas Brecko (Colónia) e Jokic (Chievo) e há que contar com força dos avançados Dedic ( Bochum) e o veterano Novakovic (Colónia).

As expectativas da Eslovénia são tão baixas tendo em conta o historial no Mundial que qualquer ponto conquistado já será bem vindo.

Jogador-chave: Milivoje Novakovic - O ponta de lança é dos que mais internalizações tem e já leva 14 golos pela Eslovénia. Apesar dos seus 31 anos é um avançado a ter em conta mesmo porque tem evoluído no forte campeonato alemão nos últimos 3 anos. Se houver golos eslovenos no Mundial a assinatura de Novakovic deverá lá estar.

 

Opinão

A Inglaterra não terá dificuldades em garantir a passagem aos 1/8 de final se for fiél aquilo que mostrou na fase de qualificação. A grande dúvida está em quem acompanha os ingleses. Os americanos contam a experiência acumulada nos últimos 6 mundiais e mostraram valor na Taça das Confederações, os argelinos querem contribuir para a força africana no primeiro mundial no seu continente e os eslovenos como representantes do futebol europeu têm sempre uma palavra a dizer. Mas parece-me que os dois apurados deste Grupo C serão os que falam inglês, Inglaterra e Estados Unidos da América.

publicado por J.G. às 21:18
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