Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

A confirmar-se o que disse aos jornalistas, Carlos Alberto Parreira retirou-se hoje do futebol internacional, dizendo adeus aos Mundiais onde detém o recorde de presenças no papel de seleccionador, já depois de algumas idas ao Campeonato do Mundo como preparador físico (nessa função estreou-se em 1970).

Foram 6 as edições em que compareceu como treinador principal de 5 diferentes nações, com especial incidência para os países do Médio Oriente, onde passou 13 dos seus 32 anos de carreira e goza de uma reputação proporcionalmente inversa à do seu País. Apesar de duas participações ao serviço do Brasil, a primeira com um título Mundial que pôs termo a um jejum de 24 anos, o técnico de 67 anos continua, de alguma forma, a ser mal visto por privilegiar um conceito futebolístico mais europeu, onde o equilíbrio e a organização se sobrepõem à liberdade individual dos executantes. "Retranqueiro" é a sua alcunha porque há pouca magia nos futebóis de Parreira. Mas também há quem o apelide de "babaca" pelo estilo tolerante que, dizem os críticos, permitiu uma total rebaldaria no Mundial da Alemanha.

Digam o que disserem, este Senhor é Campeão Mundial, depois de torneios em que o futebol de inspiração México'70 não surtiu qualquer efeito. Sempre é melhor bater a Itália nos penaltis do que perder nos 90 minutos e, quando foi preciso, o bom futebol também apareceu para bater adversários que jogavam sob esse mesmo princípio. Não é por acaso que o Brasil - Holanda de 94 figura na galeria dos melhores jogos do Campeonato do Mundo. Posso não concordar que "o golo é apenas um detalhe", mas é indesmentível que "um factor chave para o sucesso é o bom senso". A Carlos Alberto Parreira, presença assídua nesta festa que é o Campeonato do Mundo, o meu agradecimento enquanto adepto de futebol.

 

 

 

 

Currículo em Mundiais:

 

24 Jogos, 10 Vitórias, 5 Empates, 9 Derrotas

 

1982 FIFA World Cup

Czechoslovakia 1 – 1 Kuwait
France 4 – 1 Kuwait
England 1 – 0 Kuwait

1990 FIFA World Cup

Colombia 2 – 0 United Arab Emirates
West Germany 5 – 1 United Arab Emirates
Yugoslavia 4 – 1 United Arab Emirates

1994 FIFA World Cup

Brazil 2 – 0 Russia
Brazil 3 – 0 Cameroon
Brazil 1 – 1 Sweden
Brazil 1 – 0 United States
Brazil 3 – 2 Netherlands
Brazil 1 – 0 Sweden
Brazil 0 (3) – (2) 0 Italy

1998 FIFA World Cup

Denmark 1 – 0 Saudi Arabia
France 4 – 0 Saudi Arabia
South Africa 2 – 2 Saudi Arabia

2006 FIFA World Cup

Brazil 1 – 0 Croatia
Brazil 2 – 0 Australia
Brazil 4 – 1 Japan
Brazil 3 – 0 Ghana
Brazil 0 – 1 France

2010 FIFA World Cup

South Africa 1 – 1 Mexico

South Africa 0 – 3 Uruguay

South Africa 2 – 1 France

publicado por N.T. às 00:00
editado por J.G. às 11:24
Sexta-feira, 11 DE Junho 2010

Diz-se muitas vezes que o grau de fanatismo associado ao futebol de selecções é inferior ao que encontramos no futebol de clubes, o que está longe de ser uma verdade universal. E com maior ou menor paixão, certo é que também no contexto do Mundial as arbitragens motivam discussões acesas. E ao longo da História dos Mundiais não faltaram casos polémicos.


O Mundial do Oriente é um caso exemplar e ainda hoje espanhóis e italianos acusam a FIFA de ter levado uma das selecções organizadoras, no caso a Coreia do Sul, até aos últimos dias da competição. Primeiro foi o equatoriano Byron Moreno que, na lógica italiana, perdoou três expulsões (por agressões a Del Piero, Zambrotta e Maldini) e uma grande penalidade aos coreanos, invalidando mais tarde um golo aparentemente regular a Damiano Tommasi. Na eliminatória seguinte seguiu-se o egípcio Al-Ghandour, também ele permissivo ao jogo duro coreano e a confirmar inúmeras decisões erradas dos seus auxiliares a respeito do fora de jogo e não só.


Mas espanhóis e italianos também já estiveram do outro lado da barricada. No último torneio os australianos queixam-se da eliminação às mãos de Medina Cantalejo que, já em período de descontos, assinalou um aparente derrube a Fabio Grosso no interior da área. Doze anos antes fora o húngaro Sandor Puhl a fechar os olhos, quando o narigudo Mauro Tassoti rebentou o nariz a Luis Enrique com uma violenta cotovelada no interior da área italiana. Em 82, como anfitriões, os espanhóis beneficiariam de uma dupla decisão que evitaria a sua eliminação ainda na fase de grupos. Uma queda à entrada de área levou o dinamarquês Lund Sorensen a assinalar uma grande penalidade que Lopez Ufarte desperdiçaria. O árbitro considerou que Pantelic abandonara a linha de baliza antes de tempo e mandou repetir. Os jugoslavos garantem que o dinamarquês celebrou a conversão de Juanito.


Outras situações, por terem ocorrido no jogo decisivo da competição, ainda hoje são amiudemente comentadas. É o caso do célebre golo de Geoff Hurst na final de 66. Hoje sabemos que a bola não entrou depois de embater na trave, mas a dúvida persistiu durante anos, até na mente do atacante inglês: "A bola passou a linha? Não sei a resposta e julgo que nunca a irei saber." Só o suíço Gottfriend Deinst parecia seguro da decisão tomada: "Durmo tranquilo." O jogo estava no prolongamento e aquele golo permitia à Inglaterra adiantar-se no marcador. Terminaria com a vitória britânica por 4-2. Curiosamente, no seu percurso até à final, a RFA beneficiara de uma espectacular defesa a duas mãos do seu defesa Schnellinger.


Na Argentina ainda hoje se acredita que a derrota de 1990 está directamente ligada à influência do homem do apito. Não só se contesta a grande penalidade arrancada por Rudi Voeller, e que viria a garantir à RFA o título mundial após conversão de Andreas Brehme, como se garante que minutos antes o mexicano Codesal Mendez fechara aos olhos a um derrube de Lothar Matthaus ao avançado Gustavo Dezotti. Os alemães contestaram sempre a teoria de favorecimento, referindo uma potencial grande penalidade cometida sobre Klaus Augenthaler. Mas teriam os argentinos moral para se queixar depois da célebre Mão de Deus?


Contudo,  não foram os ingleses, mas antes a URSS a dominar as queixas no Mundial do Mexico. Por duas vezes em vantagem nos oitavos-de-final, por duas vezes a viram anulada e acabaram derrotados por 4-3. Embora as imagens não o confirmem, os soviéticos defendiam que ambos os golos foram obtidos em fora de jogo, referindo, no caso de Ceulemans, um adiantamento de 5 metros.


"Queriam vencer, é natural. Mas eles fizeram disso algo óbvio de mais." A frase é do belga Jean Langenus, que apitou no mais infame dos Mundiais: o Itália 34. Em pleno domínio fascista, Benito Mussolini faria de tudo para garantir que o título ficava em casa e que alemães e austríacos - já "anexados ideologicamente" pelos nazis - chegassem às meias-finais. As arbitragens foram declaradamente favoráveis às nações de pendor fascista e Mussolini foi várias vezes visto a privar com os árbitros da competição., inclusivamente o que viria a apitar a polémica final. Só os checoslovacos conseguiram intrometer-se no quarteto semi-finalista e foram mesmo segundos classificados. Para muitos, a Checoslováquia foi a verdadeira Campeã do Mundo.

publicado por N.T. às 00:13
Domingo, 06 DE Junho 2010

Como estreia no 'estabelecimento', resolvi escolher uma entrada sentimental ligada ao revivalismo de mundiais de futebol anteriores: momentos especiais, conquistas míticas, principais selecções e jogadores que marcaram a história deste desporto. Desde logo, fica a questão: qual o primeiro mundial de que se lembram? Quais as figuras que nunca mais esqueceram? Aqui fica o meu apontamento pessoal:

Nasci em 1975, um ano após a 'Laranja Mecânica' ter encantado os adeptos do futebol com o seu jogo feito de arte em movimento. Ainda hoje, não fico indiferente às virtudes da 'escola holandesa'.

Coincidência feliz, ou não fosse a Argentina a minha selecção preferida, o mundial de 1978 é o primeiro da minha vida. Na altura, apenas com 3 anos, confesso que não me recordo de nada. Porém, quando presentemente vejo as imagens daquele efervescente Estádio Monumental, reconheço aqueles papelinhos num cantinho do meu disco rígido cerebral. Provavelmente, terei aprendido a gritar golo com Mario Kempes.

Quatro anos depois, no mundial disputado em Espanha em 1982, as minhas lembranças persistem muito vagas e, porventura, demasiado centralizadas em 3 ou 4 jogadores que moldaram o meu imaginário futebolístico: o incrível guardião Harald Schumacher e o temível goleador Karl-Heinz Rummenigge, ambos da Alemanha Ocidental; Zico, do Brasil; Michel Platini, de França; e, o inevitável Paolo Rossi, de Itália, selecção que acabaria por se sagrar vencedora do torneio. No entanto, não são muitas as recordações, excepção feita para aquela espantosa meia-final disputada entre a Alemanha e a França. Um jogo de enorme emoção que deveria ser visto por todos os que amam o futebol.

Finalmente, em 1986, já com 11 anos, posso afirmar que foi o primeiro mundial em que a minha memória não ficou atraiçoada por qualquer spyware. O mundial de Diego Armando Maradona, o meu jogador preferido de todos os tempos e, na minha opinião, o melhor de sempre deste desporto. Nesse toneio em particular, recordo-me, obviamente, da (triste) participação portuguesa, mas também das fantásticas defesas do soviético Rinat Dassaev, das luvas do mítico Jean-Marie Pfaff, do grande médio belga que era Frank Vercauteren, da selecção da Alemanha, da França, do Brasil de Silas e Valdo, da Itália de Antonio Cabrini, Gaetano Scirea, Marco Tardelli, Bruno Conti e tantos, tantos outros, com o argentino Maradona tão presente no Olimpo futebolístico mundial e, ao mesmo tempo, tão próximo de um sorriso de uma criança de 11 anos. E vocês? Que tal uma viagem ao baú de recordações?

publicado por stadium às 16:52
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