Sexta-feira, 11 DE Junho 2010

E eis que ao segundo jogo do Mundial se descobre a utilidade da vuvuzuela. Numa partida mal disputada, chata, com raras oportunidades de golo, só aquele ruído de vespeiro terá impedido que muito boa gente adormecesse, em especial na primeira parte. Repete-se o resultado de 2002, com a mesma má qualidade de jogo, e cumpre-se assim a tradição: o Uruguai não perde com a França em fases finais.


O jogo começou de forma atabalhoada, bola a circular pelo ar, muita luta e pouco discernimento. Por fim, Toulalan e Ribery conseguiram colocar a jabulani ao nível da relva, mas a França mostrava-se incapaz de ultrapassar o concentrado trio de centrais sul-americano, optando pela meia-distância na procura do golo. A melhor oportunidade acabou por surgir de um livre directo sobre a meia esquerda, mas Muslera correspondeu bem, tirando do seu ângulo direito o remate forte e colocado de Gourcouff.


O Uruguai, por sua vez, com dois médios-centro extremamente limitados na construção de jogo, laterais tímidos na abordagem ofensiva e um organizador completamente ausente, procurava insistentemente as costas da defesa gaulesa, que respondia bem no fora de jogo. Dá pena ver uma dupla como Forlan e Suarez ser tão mal apoiada. Apesar de tudo, Diego Forlan não se cansou de correr, caindo amiúde nas alas e recuando no terreno, ora na tentativa de desposicionar a defesa adversária, ora procurando apoiar a transição ofensiva.


A segunda parte trouxe alguma velocidade inicial, mas tudo foi ilusório. O futebol prosseguiu mastigado, amorfo, e nem uma expulsão infantil de Ladeiro contribuíu para agitar o jogo. Para a História dos Mundiais fica mais um recorde de Henry - entrou na segunda parte e passa a ser o francês com mais torneios disputados - e nada mais.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Diego FORLAN


publicado por N.T. às 22:03

O arremesso de dezenas de garrafas de vidro após o golo do México frente à África do Sul (1-1), na abertura do Mundial de futebol, pode ter causado ferimentos graves em alguns espectadores.

O ambiente de festa no Soccer City, que recebeu perto de 85 000 espectadores, deu lugar a exageros por parte de seguidores mexicanos quando Rafael Marquez apontou o golo do empate, aos 79 minutos, e dezenas de adeptos, alguns visivelmente alcoolizados, arremessaram garrafas em série para o piso de baixo.
A permissão de venda de bebidas em garrafas de vidro durante o Mundial 2010 esteve na origem dos primeiros incidentes nos estádios, incidentes esses cujo alcance ainda é desconhecido.
Os seguidores mexicanos foram distribuídos em blocos por várias bancadas, opção que, juntamente com a venda livre de bebidas alcoólicas em garrafas de vidro, pode revelar-se ainda mais problemática no resto da competição.

publicado por J.G. às 18:29
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Desde 1986 que não havia um empate no jogo de inauguração de um Mundial. Na altura Itália e Bulgária empataram 1-1. Em 2010 no arranque do primeiro Mundial africano o resultado repetiu-se mas a história do jogo revela que foi uma abertura de torneio bem agradável de se seguir.

Os homens da casa entraram muito nervosos e viram o México tomar conta do jogo de tal maneira que parecia que seriam os aztecas a inaugurar o marcador. Chegaram a festejar um golo que foi muito bem invalidado por fora de jogo.

Tirando partido da fraca oposição no lado esquerdo da defesa amarela com a surpreendente e desastrada aposta de Parreira em Thwala, os irrequietos mexicanos criaram vários lances de perigo com destaque para o jovem Giovani dos Santos, Carlos Vela que não foram seguidos pelo avançado Franco pouco eficaz a finalizar.

O 0-0 ao intervalo favorecia a equipa da casa que pouco chegou à baliza contrária mas acabou a 1ª parte a equilibrar a partida.

A África do Sul confirmou a melhoria em campo na 2ª parte e já com Masilela a equilibrar a esquerda no lugar de Thwala e apareceu bem mais atrevida criando perigo e fazendo sentir que podia chegar ao golo.

Thsabalala é o castiço nome que entra para a história como o primeiro marcador deste Mundial. Imitando o alemão Lahm em 2006, o sul africano fez um belo golo descaído para a esquerda em remate cruzado após ter sido solicitado num enorme passe do meio campo rasteiro e cruzado. Um golo só superado pela animada coreografia que se vê na foto.

Foi o 3º golo africano em jogos de abertura, só que Camarões e Senegal aproveitaram o golo para ganhar e a África do Sul acabou por ceder o empate depois de grande resposta mexicana que até fez entrar o eterno Blanco que passou a ser o mexicano mais velho (37 anos 145 dias) a jogar um Mundial. O México empatou pelo defesa Rafa Marquez mas já tinha apanhado alguns sustos com o contra ataque caseiro.

Ambas as equipas mostraram defesas pouco organizadas e eficientes priveligiando o ataque e por isso o jogo foi bom de se ver. No final do jogo Mphela podia ter dado a vitória mas o poste devolveu o seu remate colocado e assim Parreira continua sem vencer um único jogo num Mundial treinando outros países que não o Brasil.

Para começar foi bom.

 

HOMEM DO JOGO: 8 Siphiwe TSHABALALA

publicado por J.G. às 17:32

 

 

 

 

 

Com 36 centímetros de altura a Taça FIFA pesa 6 quilos e 175 gramas, mas ninguém terá receio de a erguer acima da sua cabeça.

O troféu é composto por 5 quilos de ouro maciço de 18 quilates e a sua base contém duas barras de malaquita (um minério de cobre alterado), facilmente identificáveis pela sua cor verde. De origem italiana - foi desenhado por Sílvio Gazzaniga e produzido por Milano Bertoni -, o troféu foi escolhido de entre 53 candidaturas e veio substituir a Taça Jules Rimet, atribuída em definitivo ao Brasil em 1970, por ter conquistado 3 Campeonatos do Mundo. Franz Beckembauer foi o primeiro jogador a erguer a Taça após a vitória da República Federal da Alemanha no Mundial de 1974.

Contrariamente ao que acontecia com a Taça Jules Rimet, a Taça FIFA não será entregue em definitivo a qualquer selecção que conquiste um terceiro título na sua era – recorde-se que Brasil, Argentina, Alemanha e Itália, todas elas contam com 2 títulos pós-1970 - e será utilizado até 2038, altura em que será gravado o nome do Campeão na última placa disponível na base. O que acontecerá então à Taça? Só a FIFA saberá. Mas é provável que a guarde a sete chaves, considerando o célebre roubo da Jules Rimet em 1983.

Sílvio Gazzaniga definiu assim a representação dos dois homens que seguram o globo terrestre: “As linhas saltam da base em espiral, esticando-se para receber o Mundo. Por entre uma notável dinâmica e a tensão do corpo compacto da da escultura, elevam-se as figuras de dois atletas no exultante momento da vitória!”

 

LISTA DOS JOGADORES QUE ERGUERAM O TROFÉU:

 

Franz Beckembauer (RFA) 1974

Daniel Passarella (Argentina) 1978

Dino Zoff (Itália) 1982

Diego Armando Maradona (Argentina) 1986

Lothar Mathaus (RFA) 1990

Dunga (Brasil) 1994

Didier Deschamps (França) 1998

Cafu (Brasil) 2002

Fabio Cannavaro (Itália) 2006

publicado por N.T. às 14:39

Podem acompanhar a cerimónia online aqui.

publicado por J.G. às 13:23
1 11/06 15:00 Johanesburgo - JSC África do Sul África do Sul México México
2 11/06 19:30 Cidade do Cabo Uruguai Uruguai França França



publicado por J.G. às 11:53

Nelson Mandela vai falhar a cerimónia de abertura do Mundial pelos piores motivos: a morte da sua bisneta que anteontem celebrara o 13º aniversário. Zenani faleceu num aparatoso acidente de viação quando regressava do concerto ontem realizado no Soweto. Na mesma viatura seguia a ex-mulher de Mandela, Winnie, que foi conduzida ao hospital, desconhecendo-se ainda a graviddade dos ferimentos. O condutor envolvido no acidente foi detido e, de acordo com a polícia sul-africana, deverá ser acusado de homícidio.

publicado por N.T. às 09:59

publicado por J.G. às 09:55
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António Tadeia acaba de receber, à entrada para o soccer city, uma embalagem grátis de tampões para os ouvidos... Made in México.
publicado por J.G. às 09:49
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Olá Mundial 2010!

publicado por J.G. às 09:45

Exclua-se a aproximação ideológica ao Black Power dos Black Panthers. Não se mencionem o número de esposas ou a comuna que baptizou de Kalakuta. Mascarem-se as perseguições governamentais nos tempos de Sani Abacha e a reencarnação na Broadway por via de Bill T. Jones e pelos Antibalas. Ouçam-se Gentleman, Expensive Shit, Confusion, Opposite People, Fear Not For Man, Coffin for Head of State, Unknown Soldier.

Fela Kuti, compositor, intérprete, multi-intrumentista, activista, nigeriano, é o senhor afrobeat.

 

 

publicado por Spinafro às 01:13

Matias Aguayo nasceu em Santiago do Chile mas passou a parte final da sua adolescência na cidade de alemã de Colónia, o que moldou os trilhos musicais que viria a seguir, entre o house e o techno minimal. Vive entre Paris e Buenos Aires e a partir da capital argentina tornou-se num dos principais contribuidores para o crescimento da música electrónica no continente sul-americano. Foi lá que começou a organizar as célebres "BumBumBox", festas de rua gratuitas que rapidamente levou a outras grandes cidades do continente. Uma das suas particularidades é a utilização de um microfone, criando sons e juntando vocalizações suas, tanto nas gravações como nos sets ao vivo.

 

 

publicado por N.T. às 01:09

Diz-se muitas vezes que o grau de fanatismo associado ao futebol de selecções é inferior ao que encontramos no futebol de clubes, o que está longe de ser uma verdade universal. E com maior ou menor paixão, certo é que também no contexto do Mundial as arbitragens motivam discussões acesas. E ao longo da História dos Mundiais não faltaram casos polémicos.


O Mundial do Oriente é um caso exemplar e ainda hoje espanhóis e italianos acusam a FIFA de ter levado uma das selecções organizadoras, no caso a Coreia do Sul, até aos últimos dias da competição. Primeiro foi o equatoriano Byron Moreno que, na lógica italiana, perdoou três expulsões (por agressões a Del Piero, Zambrotta e Maldini) e uma grande penalidade aos coreanos, invalidando mais tarde um golo aparentemente regular a Damiano Tommasi. Na eliminatória seguinte seguiu-se o egípcio Al-Ghandour, também ele permissivo ao jogo duro coreano e a confirmar inúmeras decisões erradas dos seus auxiliares a respeito do fora de jogo e não só.


Mas espanhóis e italianos também já estiveram do outro lado da barricada. No último torneio os australianos queixam-se da eliminação às mãos de Medina Cantalejo que, já em período de descontos, assinalou um aparente derrube a Fabio Grosso no interior da área. Doze anos antes fora o húngaro Sandor Puhl a fechar os olhos, quando o narigudo Mauro Tassoti rebentou o nariz a Luis Enrique com uma violenta cotovelada no interior da área italiana. Em 82, como anfitriões, os espanhóis beneficiariam de uma dupla decisão que evitaria a sua eliminação ainda na fase de grupos. Uma queda à entrada de área levou o dinamarquês Lund Sorensen a assinalar uma grande penalidade que Lopez Ufarte desperdiçaria. O árbitro considerou que Pantelic abandonara a linha de baliza antes de tempo e mandou repetir. Os jugoslavos garantem que o dinamarquês celebrou a conversão de Juanito.


Outras situações, por terem ocorrido no jogo decisivo da competição, ainda hoje são amiudemente comentadas. É o caso do célebre golo de Geoff Hurst na final de 66. Hoje sabemos que a bola não entrou depois de embater na trave, mas a dúvida persistiu durante anos, até na mente do atacante inglês: "A bola passou a linha? Não sei a resposta e julgo que nunca a irei saber." Só o suíço Gottfriend Deinst parecia seguro da decisão tomada: "Durmo tranquilo." O jogo estava no prolongamento e aquele golo permitia à Inglaterra adiantar-se no marcador. Terminaria com a vitória britânica por 4-2. Curiosamente, no seu percurso até à final, a RFA beneficiara de uma espectacular defesa a duas mãos do seu defesa Schnellinger.


Na Argentina ainda hoje se acredita que a derrota de 1990 está directamente ligada à influência do homem do apito. Não só se contesta a grande penalidade arrancada por Rudi Voeller, e que viria a garantir à RFA o título mundial após conversão de Andreas Brehme, como se garante que minutos antes o mexicano Codesal Mendez fechara aos olhos a um derrube de Lothar Matthaus ao avançado Gustavo Dezotti. Os alemães contestaram sempre a teoria de favorecimento, referindo uma potencial grande penalidade cometida sobre Klaus Augenthaler. Mas teriam os argentinos moral para se queixar depois da célebre Mão de Deus?


Contudo,  não foram os ingleses, mas antes a URSS a dominar as queixas no Mundial do Mexico. Por duas vezes em vantagem nos oitavos-de-final, por duas vezes a viram anulada e acabaram derrotados por 4-3. Embora as imagens não o confirmem, os soviéticos defendiam que ambos os golos foram obtidos em fora de jogo, referindo, no caso de Ceulemans, um adiantamento de 5 metros.


"Queriam vencer, é natural. Mas eles fizeram disso algo óbvio de mais." A frase é do belga Jean Langenus, que apitou no mais infame dos Mundiais: o Itália 34. Em pleno domínio fascista, Benito Mussolini faria de tudo para garantir que o título ficava em casa e que alemães e austríacos - já "anexados ideologicamente" pelos nazis - chegassem às meias-finais. As arbitragens foram declaradamente favoráveis às nações de pendor fascista e Mussolini foi várias vezes visto a privar com os árbitros da competição., inclusivamente o que viria a apitar a polémica final. Só os checoslovacos conseguiram intrometer-se no quarteto semi-finalista e foram mesmo segundos classificados. Para muitos, a Checoslováquia foi a verdadeira Campeã do Mundo.

publicado por N.T. às 00:13
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