Sábado, 12 DE Junho 2010

O encontro entre os Estados Unidos e Inglaterra estava revestido de grande interesse. Os Ingleses apenas tinham defrontado os Americanos por uma vez em jogos do Mundial, em 1950 e logo com uma derrota por 1-0. Quis o sorteio que ficassem no mesmo grupo do Mundial deste ano. Nos últimos anos, em termos políticos, ingleses e americanos têm estado lado a lado, mas hoje, "na batalha" do futebol as coisas tinham de mudar.

O 1º jogo, já o foi dito mais que uma vez aqui no blog, é essencial. Dizemos nós, vocês que nos lêem, treinadores, jogadores e por aí fora. Entrar com o pé direito é o que todos esperam das suas selecções. Inglaterra vem sendo anunciada ao longo do último ano como uma das candidatas à vitória final em África, mas pelo que hoje tive possibilidade de ver, não os coloco no pote dos principais candidatos. Há muito a melhorar, principalmente na baliza e já vamos falar disso mais adiante. Já os Estados Unido deram boa réplica, estiveram em bom plano, Howard na baliza, Donovan e Altidore os que mais se destacaram. Vão lutar pelo primeiro lugar no grupo.

O encontro até que começou da melhor forma para a Selecção Inglesa, golo aos 3 minutos de Gerrard. A pressão inicial com que qualquer selecção entra em campo na primeira jornada, cedo começou a desaparecer. E podia-se pensar que a vitória seria fácil para os ingleses. Mas os americanos conseguiram reagir, organizaram-se e principalmente obrigaram os ingleses a recuar. Ao minuto 40, o momento do jogo. Dempsey remata de fora de área e Green, guardião inglês, dá o primeiro "frango" do mundial. O resultado final tinha sido atingido.

Engraçado, ou não, enquanto me preparava para ver o jogo desta noite, na leitura pelos sites e jornais ingleses quase todos diziam o mesmo, a Selecção Inglesa tem um problema, o lugar na baliza. Não há um titular, não há uma certeza entre os postes. E hoje isso ficou evidente.

A segunda parte cedo mostrou uma selecção Inglesa na procura do golo, um forcing inicial que não se traduziu em golos e pelo contrário os Estados Unidos mostraram-se seguros, Howard muito bem na baliza, homem do jogo, e em rápidos contra ataques a preparar uma jogada que fosse fatal. Não aconteceu, mas esteve quase quando perto dos 65 minutos, Altidore aitrou ao poste após defesa de...Green! Rooney esteve longe, não sei pela boa marcação dos jogadores americanos ou se porque nunca entrou em jogo, o seu primeiro remate digno de nome foi aos 74 minutos. Ainda houve tempo para entrar Crouch, mas desta vez não tivemos direito à robot dance.

Final de jogo com empate justo no dia em que as Vuvuzelas se fizeram sentir mais que os adeptos Ingleses, impensável!!!

Homem do JogoTim HOWARD

publicado por Pedro Varela às 21:25

 

A Argentina chegou a este Mundial envolta num ambiente de desconfiança generalizada, mas a verdade é que respondeu bem na estreia. Maradona começou logo por surpreender no 11 retirando um dos quatro centrais anunciados na defesa para lançar o anunciado Tevez ao lado de Higuain e garantir maior amplitude de movimentos a Messi. A alteração motivou o recuo de Jonás Gutierrez, uma aposta que fazia lembrar os tempos em que Sorin asumia toda a ala esquerda da alvi-celeste e o 442 se desdobrava num 352. Jonás foi mesmo defesa direito e Heinze não ficou remetido às tarefas defensivas.


A equipa de Maradona entrou bem, marcou cedo e foi superior em todos os aspectos: mais posse de bola, mais cantos, o dobro das tentativas de remate dos nigerianos e mais bolas enquadradas com a baliza (7 contra 1). O resultado poderia, e devia, ter sido mais volumoso. Uns apontarão a (pouco habitual) ineficácia de Messi e Higuain, outros sublinharão a excelente exibição de Enyeama, aparentemente a mais no campeonato israelita.


Leo Messi, alvo de todas as atenções, ainda não foi genial, mas a sua estreia cria justas expectativas para o resto do torneio. Já Di Maria, o outro de quem se fala, pareceu perdido entre as subidas de Heinze e as movimentações dos avançados que muitas vezes caíam na sua área de intervenção. O facto da Argentina ter privilegiado o lado direito também não ajudou para que entrasse em jogo.


A grande dúvida argentina está no seu meio-campo, já que a equipa apareceu muitas vezes partida nas transições defensivas. Algo que os nigerianos não souberam aproveitar, apesar de algumas iniciativas interessantes pela esquerda, tentando explorar a menor rotina defensiva de Jonás. Mas o nervosismo africano foi evidente durante quase toda a partida, exemplificado por algumas recepções desastrosas de jogadores cuja valia técnica não é de descurar. E foi só nos últimos 20 minutos, já com Martins e Odemwingie integrados no ritmo do jogo, que as Super-Águias conseguiram pôr em sentido a defesa argentina. Mas se pregaram alguns sustos a Romero, a verdade é que o guarda-redes do AZ Alkmaar nunca foi chamado a intervir.

HOMEM DO JOGO: 1 Vincent ENYEAMA

 

 

publicado por N.T. às 18:46

Quando em 1994 a Grécia se estreou nos Campeonatos do Mundo, defrontou a Argentina e viu-se a perder ao primeiro minuto à custa do Batistuta. Se aquilo era o início de uma tradição, ela continuou hoje.

Contra uma Coreia do Sul assertiva desde o apito inicial, Seitaridis resolveu fazer uma falta tão desnecessária quanto perigosa e com a ajuda do imobilismo dos restantes companheiros defesa permitiu que Jung-Soo Lee inaugurasse o marcador no Nelson Mandela Bay em Port Elizabeth aos seis minutos. A partir dali o desempenho dos helénicos foi quase patético, sem profundidade, sem rasgo, com uma imensidão de passes e movimentos errados mas o que mais me surpreendeu foi a incapacidade táctica para reagir ao futebol mais ligado e virado para a baliza adversária de uns sul coreanos que acumularam oportunidades para ampliar a vantagem e até se poderão queixar de um penalty que o árbitro neo-zelandês não sancionou. A saída ao intervalo do criativo Karagounis não foi propriamente uma cartada corajosa de Rehagel mas o seu conjunto ameaçou reagir positivamente às alterações efectuadas, nomeadamente nos últimos 20 minutos de jogo e já a perder por duas bolas.

Os coreanos não facilitaram, baixaram a intensidade de jogo e calmamente controlaram as posições gregas de forma astuta e nunca complicativa. Marcaram três pontos na tabela e mostraram uma face agradável condizente com a sua esperança de apuramento. Quanto aos desapontantes gregos, terão de resolver a anarquia e apatia do seu meio campo se almejarem mais que as suas anteriores representações e para isso basta que marquem um golo ou pontuem.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Park Chu-Young

publicado por Spinafro às 14:33
editado por Pedro Varela às 23:12

Num País ideologicamente fechado ao exterior, não é fácil ter acesso ao panorama musical norte-coreano, mas sabe-se que o mesmo é estritamente controlado pelo Estado e que as edições são diminutas. Os Pochonbo Electronic Ensemble são dos poucos nomes revelados ao Ocidente e são considerados o grupo mais popular da República Democrática Popular da Coreia, o que no contexto da "democracia popular" de Kim Jong-Il, vale o que vale. O nome é uma homenagem à reconquista de Pochonbo por parte das forças revolucionárias de Kim Il-Sung e do que isso representou na luta contra a ocupação imperialista japonesa. As músicas deste agrupamento são obviamente propagandísticas e uma presença constante nas emissoras de rádio locais. A bem da educação do Povo.

 

publicado por N.T. às 13:23

Os Ingleses estão motivados. Ninguém tem dúvida. Uma fase de qualificação de grande nível, se há ano que eles podem acreditar no título, é este. Obviamente descontando o de 66. Hoje à entram em acção diante do Estados Unidos, todos sabemos que o primeiro jogo tem um importância enorme nas aspirações de qualquer selecção, e portanto entrar com o pé direito é sempre o mais apetecível.

A imprensa britânica hoje faz marcação cerrada ao árbitro brasileiro que hoje à noite apita o jogo inglês. Afirmam, sem condescendência que é um mau árbitro, que já foi acusado de "corrupção e incompetência" e que inclusive no Brasil, o Flamengo chegou a escrever à FIFA para o retirar do campeonato brasileiro. Certo, certo, é que Carlos Simon apitou nos últimos 2 mundiais e sem problemas ou polémicas!

publicado por Pedro Varela às 12:51

Podem acompanhar aqui.

publicado por J.G. às 12:25

México, 1986, o primeiro Mundial que me recordo. Era então uma criança entusiasta da selecção portuguesa. As memórias eram algo turvas, mas sabia que tínhamos feito um brilharete no Euro'84, motivo mais que suficiente para emborcar Coca-Colas à bruta e coleccionar as latas com os jogadores de Portugal. Para ajudar à festa, as figuras de proa eram, pelo menos na minha cabeça, os meus ídolos no meu Clube: Carlos Manuel e Manuel Galrinho Bento.


O primeiro jogo correu lindamente, com o Bento em grande nível e o Carlão a marcar um golo histórico. Depois veio aquela maldita lesão que pôs fim a uma carreira, mesmo que ela não tivesse terminado naquele exacto momento, e na minha cabeça benfiquista tudo aconteceu de uma forma lógica: estava um lagarto na baliza, estávamos condenados. Claro que não foi por aí, mas eu não percebia nada de regalias, prémios de representação e afins, portanto urgia encontrar um bode expiatório.

 


O meu pai, como muitos pais da altura, apressou-se a aliviar a minha tristeza com a velha história dos "irmãos" lá do Brasil. Aquilo era um bocadinho como Portugal, dizia-me, e os gajos até tinham dado "show de bola" em 82, ouvia eu por aí. Desconfiei a início, mas aquilo até parecia fazer sentido. Afinal de contas era a selecção dos gajos das novelas que a malta via e cantava nas viagens de turma da escola, assim com aquele português de sotaque curioso. Mas na minha cabeça já estava aquele gordito que andara a dançar por entre jogadores da selecção Campeã do Mundo.


Os oitavos de final foram uma festa. Maradona voltava a fascinar-me, mas o Brasil goleara a Polónia e eu lá ia dando razão ao meu velho. Até que o Zico decidiu falhar aquele penalty. Senti-me traído. E no dia seguinte Maradona mudava a minha vida. A Mão de Deus e o Golo do Século!!!  Durante alguns anos, enquanto ia criando simpatias por clubes estrangeiros, havia uma coisa que nunca falhava: além do Sport Lisboa e Benfica, eu era da equipa onde estivesse o Maradona, fosse ela o Nápoles ou o Sevilha. E, naturalmente, desde aquele dia seria argentino a 100%. Recordo-me como se fosse hoje: terminado o jogo contra a Inglaterra, fui buscar um livro com a História dos Mundias de Futebol que o meu pai comprara nas vésperas do Espanha 82. E mesmo sem os ter visto jogar, Kempes, Ardiles, Passarella, todos eles eram já ídolos na minha cabeça.

 

 

 


O resto foi simples: a meia-final que vingou a derrota que tornou célebre aquela foto de Maradona encarando um mar de gente, a final contra uma equipa que tão convenientemente equipava de verde. Portugal demoraria 16 anos a regressar aos Mundiais e a Argentina passou a ser a minha selecção. Em 1990 sofri com se estivesse a rever o Benfica na final de Estugarda. Recordo-me do massacre brasileiro e de como gritei o golo de Canniggia, da discussão que tive com a minha mãe pela obrigação de comparecer a uma festa na tarde do jogo contra a Jugoslávia e de não ter descansado enquanto não me colocaram um televisor à frente, de Sergio Goycoechea, dos insultos que lancei sobre o árbitro da final... Lembro-me da madrugada em que acompanhei o Austrália - Argentina, de gritar o golo de Maradona à Grécia, da marca que ficou na parede quando foi anunciada a sua suspensão (uma armadilha!!!), do ódio aos romenos... Não esqueço o golaço do Zanetti e o maluco do Roa a defender penalties contra os ingleses, o Cláudio Lopez e aquela bola que sai do pé esquerdo do Batigol em direcção ao poste num dos melhores jogos que vi na minha vida, aquele lançamento fantástico do Frank de Boer e o trabalho fabuloso do Bergkamp a deitar por terra as aspirações de uma equipa tremenda... Pelo meio, até as Copas Américas, onde descobri Batistuta (e um tal de Leo Rodriguez que chegou andar pelo Borussia Dortmund e Atalanta sem nunca se ter verdadeiramente afirmado na Europa) passaram a interessar-me.


Torço, obviamente, por Portugal, mas existe uma diferença clara entre a obrigação e a escolha. E por isso digo: a Argentina é a minha Selecção.

 

 

publicado por N.T. às 05:15
4 12:30 Nelson Mandela Bay - Coreia do Sul Coreia do Sul x Grécia Grécia
3 15:00 Johanesburgo - Argentina Argentina x Nigéria Nigéria
5 19:30 Rustemburgo - Inglaterra Inglaterra x EUA EUA
publicado por J.G. às 02:21
editado por Pedro Varela às 10:33

Infelizmente, e por motivos profissionais, não pude ver o primeiro jogo, África do Sul vs México, e o segundo que colocou a França diante do Uruguai apenas consegui ver a segunda parte numa estação de serviço entre Lisboa e Porto.

Estou a rever os jogos agora em diferido, principalmente alguns momentos do primeiro, e sem entrar em grandes comentários sobre os jogos, até porque eles já foram feitos aqui no blogue, devo dizer 2 coisas:

1. A campeã do dia é a vuvuzela. Que som mais irritante durante a transmissão dos jogos. É simplesmente horrível. Perde-se o encanto do som dos adeptos num estádio de futebol;

2. Que momento maravilhoso já nos proporcionou este mundial quando Henry pediu grande penalidade sobre uma mão de um jogador do Uruguai. Simplesmente delicioso o momento, a lembrar a forma como a França se qualificou para este mundial.

publicado por Pedro Varela às 00:02
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