Tenho que assinalar como positivo na Sérvia as 2 linhas de 4 quase sempre juntas, sabe Deus como isso não é assim tão simples de criar em equipas que não treinam diriamente (selecções) mas principalmente e não tão positivo, pelo contrário, tal como indicou no texto, também sublinho que a rigidez desse 442 clássico foi o principal handicap da equipa. É muito bonito ter a equipa a jogar em bloco e linhas juntas, mas em ataque tem que se desenvolver esse esquema em velocidade e mais movimentos. Que não os houve como Antic decerto desejaria. Krasic na direita e Kolarov na esquerda que poderiam ter feito a diferença foram permanecendo anónimos e condenando a equipa a jogar pelo eixo central. Quando quiseram pautar o jogo, mudar velocidades, aumentar aqui, diminuir ali, faltou espontaneidade que pudesse surpreender, não foram além de intenções.
Os vencedores, Gana, não me surpreenderam: equipa muito musculada, de confronto, corajosa; pode não ter, como diz a expressão "unhas para tocar viola", ler: mais talento ofensivo ao nível de outras selecções africanas mais mediáticas como a Costa de Marfim do Drogba ou os Camarões do Eto'o, mas compensam essa carência com muita força a meio campo e bom sentido colectivo.
Foi um jogo entretido. Apesar de poucas ocasiões claras de golo, gostei de ver. Tacticamente foi interessante de acompanhar. E o jogo foi conseguindo ser imprevisivel q.b. Gana a dominar relativamente, a Sérvia a ver-se a jogar em inferioridade numérica e paradoxalmente e de imediato a partir daí cria talvez os seus 2 melhores lances de golo eminente, e depois o penalty e golo para o Gana.
joe a 13 de Junho de 2010 às 18:31