Eu não penso que a África do Sul seja assim tão má quanto a pintam!
Enquanto houve igualdade no resultado, o que eu vi foi uma África do Sul a praticar um futebol colectivo com uma troca de bola de muito boa qualidade no seu meio-campo, apenas pecando no último terço do terreno. Por seu turno, vi um Uruguai muito dependente das individualidades lá da frente, tais como Suarez e sobretudo Fórlan, quanto a mim dos avançados mais completos do mundo.

Quem arrisca... petisca!
Penso que isto cai que nem uma luva à forma de jogar de Diego Forlan. Não fosse aquele remate, penso que jamais o Uruguai conseguiria dominar o jogo como o fez a partir desse momento. Ainda por cima com o intervalo tão perto...

A matreirice sul-americana...
Se por vezes acho piada as selecções europeias ficarem de boca aberta, feito anjinhos, com a matreirice sul-americana, hoje senti tristeza por terem feito aos "bafana-bafana". Não mereciam! Não estou a falar há ou não fora-de-jogo. Revejam o lance em "super-slow motion" do penaltie e depois digam lá se não é o Suarez que estica o seu pé esquerdo para tocar no pé do guarda-redes? Ah, pois é! Matreirice no seu melhor. De qualquer maneira ele foi parvo, pois se não tivesse caído poderia ser ele a marcar o 2º golo...

A ingenuidade das selecções africanas...
Vítima da matreirice sul-americana, ainda por cima com a expulsão do seu guarda-redes, a selecção sul-africana nunca mais se equilibrou. Ainda tentou atacar, é uma verdade, mas já com coração, pouca crença e convicção. Uruguai jogava agora da forma como mais gosta, i.e., em contra-ataque. Com mais um jogador, conseguiu mesmo a terminar o jogo mais um golinho. Penso que o Parreira deve apenas trabalhar o seu ataque, para ser mais objectivo e empreendedor, mas também deve trabalhar os seus atletas para estarem mais bem preparados mentalmente para a matreirice.
PP a 16 de Junho de 2010 às 23:06
PP, preciso de entrar em contacto contigo. Envia-me um mail.
N.T. a 17 de Junho de 2010 às 00:05