Domingo, 27 DE Junho 2010

Poucos minutos após o fim do jogo Lineker disse na BBC qualquer coisa como muita alemanha para tão pouca Inglaterra. Se o autor da célebre frase de 1990 evitou repeti-la não vou ser eu a fazê-lo. Mas todos sabemos que ele tem razão.

Falar de campeonatos do Mundo de futebol é falar de confrontos Inglaterra - Alemanha. Em 2010 mais um capítulo para este romance cheio de curiosidades, polémicas, golos, dramas e vinganças. O jogo esteve à altura do seu historial e vai marcar o torneio.

A partida divide-se em 3 grandes partes fáceis de serem contadas. Começa a Alemanha mais confiante, organizada e a arriscar no ataque acabando por concretizar as ameaças num lance minimalista que se resume a um pontapé de baliza de Neuer para Klose que mostra toda a sua classe finalizadora perante a cerimónia de Upson e Terry. Aos 20' estava aberto o marcador e esperava-se a reposta da equipa de Capello. Só que os alemães mantiveram o ritmo e ao fim de 12' aumentaram para 2-0 com uma jogada colectiva excelente do ataque com Muller, Klose e Podolski a redimir-se do pesadelo que viveu contra a Sérvia. Pouco mais de meia hora e o jogo estava nas mãos dos alemães.

Aqui começa a 2ª fase do jogo dominada pelos ingleses que partiram em busca do golo com todo o seu coração. Com tanto desacerto dos avançados, Rooney é o primeiro ponta de lança a ficar em branco num Mundial ao fim de 4 jogos, foi preciso subir Upson para fazer de cabeça um grande golo 5' depois do 2-0 e ainda com 10' para o intervalo. A Alemanha acusou o golo, a Inglaterra cresceu, acreditou e fez mesmo o 2-2. Fez mas o árbitro não viu que o belo remate de Lampard entrou na baliza depois de ir à trave. Os ingleses desesperaram, entre alemães não terá havido um único que não tenha esboçado um sorriso a lembrar-se das imagens de 1966. Era um claro sinal que a História queria acertar contas entre os dois países. Foram a reclamar os ingleses para o intervalo e a prometerem muita luta para a 2ª parte.

A Alemanha sabia que tinha de sofrer para controlar o jogo ofensivo inglês irritado pelo golo anulado e a querer fugir à fatalidade de ficarem a chorar esse lance como justificação para uma derrota.

Esta 2ª fase do jogo dominada pela Inglaterra em busca do empate durou até aos 67' altura em que a Alemanha soltou-se e perante tanta ineficácia inglesa, o melhor que fizeram foi mais um remate de Lampard à barra, Muller mostrou como se finaliza uma jogada rápida de contra ataque com toda a eficácia. Toda a gente percebeu que este era o golo que mostrava de novo aos ingleses o seu habitual destino nestes embates: o aeroporto!

A Inglaterra baixou os braços, Capello mexeu mas sem convicções, Heskey e Joe Cole nada vieram mudar e Walcott em casa deve ter sorrido ironicamente.

A Alemanha passou a dar um recital de posse e troca de bola, Low rodou a equipa com a entrada de Kissling, Gomez e Trochowski e aqueles que se riram na derrota contra a Sérvia justificando os 4 golos à Austrália com a falta de qualidade dos "cangurus" agora devem estar a pensar duas vezes mesmo porque Muller fez questão de correr meio campo para apanhar o passe excelente que Ozil tinha para lhe oferecer aumentado para 1-4!

A Alemanha é uma equipa renovada, jovem, com bom futebol, atracção pelo golo, qualidade defensiva e o peso de uma rica história que faz deles uns naturais e eternos favoritos a ganhar qualquer jogo.

A Inglaterra hoje sentiu isto tudo de uma só vez. Mais uma vez!

 

Melhor em campo: 13 Thomas MUELLER

publicado por J.G. às 18:00
editado por jabulani às 21:40
Não se admite que em 2010, na competição mais importante da FIFA, com milhões de espectadores e milhões de euros em jogo, se permita um erro tão grosseiro como este num jogo de futebol. Não se admite!!
Pedro a 27 de Junho de 2010 às 18:23
Exactamente, é uma vergonha que uma das mais importantes competições do mundo ainda tenha de ter decisões destas!

Aprendam com os americanos!

Desculpa Varela, mas não temos absolutamente nada a aprender com os americanos. As filosofias de jogo são diferentes. Já agora, também criamos ligas únicas, sem descidas de divisão?
N.T. a 27 de Junho de 2010 às 22:40
A única coisa que acho que ainda temos de aprender com os americanos é a forma como eles tornam as suas ligas em máquinas de fazer dinheiro.

Eles trabalham em grupo, tal como a EPL, e depois, sabem muito bem vender o seu produto, não só com publicidades, mas sobretudo com eventos e espectáculos extra.

Quando se paga um bilhete para ver o jogo da NBA, não é apenas o jogo que vais ver, é o espectáculo todo, inclusivé as animadoras e jogos nos intervalos.

Eles criam valor acrescentado. Penso que no futebol há alguma margem para isso. Não tanta, mas há e deve ser explorada.

Só conheço a EPL com esse tipo de ambiente e os mundiais, de resto, só se for a Champions ou a Liga Europa.
PP a 28 de Junho de 2010 às 14:48
Aprender com os americanos? Por favor...
E vamos ter descontos de tempo? e publicidade aos 22' eoas 66'? e paramos o jogo sempre que tivermos um possível penalti ou off side?
J.G. a 27 de Junho de 2010 às 23:06
Vou-me meter onde não sou chamado! Mas acho que não se pode ser tão quadrado! As coisas não são preto ou branco! Pode andar ali pelo cinzento.

Não temos que parar o jogo sempre que há essas dúvidas. No caso de golo penso que não seria muito dificil a utilização de sensores. Não sou bem dessa área, mas não me parece uma coisa complicada de fazer. Nesse caso a decisão seria tomada instantaneamente.

Depois, não tem que se verificar todos os lances. Era uma questão de definir, situações dentro da área, situações em que resultem golos, situações de perigo iminente, sei lá...

Mas voltando ao tempo... 10 segundos, não é preciso mais do que isso, deve ter sido o tempo que a bola demorou a ser reposta em jogo pelo guarda-redes alemão! ;) No caso da Argentina ainda mais ridiculo é falar em tempo. Porque perdeu-se mais tempo assim, a discutir o fora-de-jogo, do que se se tivesse recorrido a métodos tecnológicos!

Portanto lançar assim, à balda, o tempo como problema, parece-me, no mínimo, pouco ponderado! O que talvez seja mais complicado na implementação de meios tecnológicos em certas situações, é mesmo a igualdade de circunstâncias (e refiro-me a câmaras), de todos os jogos dos campeonatos nacionais!

Depois os descontos de tempo... Não vejo que viesse mal ao mundo com um ou dois descontos de tempo por jogo! É assim no futsal e não deixa por isso de ser um jogo muito mais intenso do que o futebol... Aliás, para mim o jogo de futebol devia ser composto por duas partes de 30 minutos e com paragem de cronometro em todos as situações de paragem de jogo. Acabava-se com o anti-jogo e estabilizava-se o tempo útil de jogo!

Para terminar e para o Varela, uma vez que costumo ir chatear os sportinguistas ao "Bancada de Leão", já houve mais casos de jogo do que no campeonato nacional! Se bem que ainda há muita gente a elogiar as arbitragens do Mundial. A começar por amostragem estúpida e despropositada de cartões a decisões completamente surreais... não sei o que tem sido pior!
João a 28 de Junho de 2010 às 02:15

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