Sexta-feira, 02 DE Julho 2010

Reedição de um confronto (já) clássico, o encontro de duas das mais famosas escolas de futebol de ataque que já não o são. É curiosa a nostalgia pelo futebol da tal Laranja Mecânica, a mesma que nunca ganhou nada mas deu o futebol total, o Ajax da década de 70 e duas finais consecutivas em mundiais. O Brasil. Que há a dizer do Brasil a não ser que aquele Espanha'82 demonstrou que não há vencedores anunciados mesmo quando o futebol é de primeira água?

Hoje no Nelson Mandela Bay de Port Elizabeth houve qualquer coisa daquele Holanda vs Brasil de 1994, não no resultado ou nos esquemas tácticos. A semelhança aconteceu na preponderância de uma e outra equipa em cada uma das duas partes com a diferença de que não houve nenhum Branco para travar o ascendente holandês. Um jogaço, para gravar e recordar. Dois desenhos tácticos evoluídos, práticos mas complexos de contrariar. Com intérpretes da estirpe destas duas equipas, a obrigação é a de darem a ver um espectáculo grandioso. Não se acanharam, aos níveis físico, técnico, táctico e até mental foi um jogo para ir para a prateleira dos clássicos intemporais.

Entrou muito bem o Brasil do contestado (mas mal) Dunga. Começou tão bem que até num oásis onde antes existia areia e num extraordinário assomo de visão de jogo e qualidade técnica, Felipe Melo faz um passe que inutilizou sete jogadores da equipa holandesa e deu a Robinho para concluir. Foi à passagem do nono minuto. E se desde o apito inicial as coisas corriam de feição, nunca mais os canarinhos perderam controle em todos os momentos do jogo. Aos holandeses sentia-se que lhes faltava algo, uma peça que ocupasse a zona central do meio-campo, terra de Melo e não raramente de Dani Alves. Foi assim que Melo emergiu como mvp até ao intervalo, sem homem em cima só tinha de se preocupar com o jogo. Nesse territórios compôs-se o fado dos primeiros 45 minutos e deu-se folga a Sneijder, Robben e Kuyt. Se sem bola não se faz nada, então que se acertem as marcações na defesa. Nada mais surgiu como apontamento nesse aspecto.

Conhecendo esta Oranje o intervalo só poderia fazer maravilhas. Têm 'plano b' e o mesmo pode ser aplicado sem substituições, tem sido esse o trunfo de van Marwijk. Virou o jogo e apenas com a subida uns 2-3 metros de van Bommel. Parecia um grito irresponsável mas o Brasil como era deixava de existir. Melo, tenho de voltar a ele, começou a ter o trabalho que não gosta: ter gente por perto, ter de recuperar bola e dá-la jogável. Tinha de deixar de ser menino mas não conseguiu, passou a réu. Deve ser o período temporal perfeito para se iniciar uma recuperação no marcador entre dois grandes e o tal Felipe Melo deu uma ajuda num lance em que Júlio César também não sai inocente, a falta de comunicação deu golo aos 53 minutos. Estava lançado o mote para os de laranja. Não mais se submeteram, a partir daaqui a bola era deles, os laterais brasileiros que se cuidassem. Resignado porque perdia inevitavelmente profundidade, Dunga apressou-se a substituir o amarelado Michel Bastos, a cause de Robben, por Gilberto. E o Melo? Não, esse sairia pelos próprios meios após uma expulsão demonstrativa do pânico que o assolava, poucos minutos após a concretização da reviravolta holandesa. O golo de Sneijder e a desfaçatez de Melo terminaram com qualquer perspectiva razoável de re-equlibrio de forças.

O Brasil suou mas nada mais pode escrever nas páginas deste Mundial apesar de todas as boas facetas que mostrou ao longo da prova. Ganhou muito bem a Holanda, tem muito futebol, tem jogadores e tem a motivação (até para virar resultados) já o escrevia há dias. O Hup Holland Hup pode fazer-se ouvir.

Melhor em Campo: 6 Mark VAN BOMMEL

publicado por Spinafro às 18:32
O meu primeiro ídolo de Futebol.
Não é para menos Spinafro!

Ele também foi pelo que representou em campo e pela sua forma de estar no desporto um dos meus ídolos de sempre.

Depois dele, nunca mais vi um jogador brasileiro com aquela áurea desportiva. Era um gigante dentro e fora de campo.

Mais, nunca mais vi um médio com aquela inteligência posicional, com aqueles pés, com aquele tamanho, com aquela forma de estar em campo... um verdadeiro monstro!

Faltou apenas ter sido campeão do mundo. Uma das maiores injustiças do futebol mundial.
PP a 3 de Julho de 2010 às 12:11

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