Penso que hoje vimos dois jogos. Um até ao minuto 68, outro daí em diante.
Até aos 68m houve um golo de bola parada que marcou a diferença. De resto, por muito que agora caia tudo em cima de Maradona , e sublinhando, como já fizera no comentário ao anterior jogo da Argentina, que Veron teria que ser titular para preencher melhor o miolo (e sublinho com ironia que Veron foi a primeira aposta deste Mundial a ser criticada e agora é referido por muita gente), o jogo não foi desequilibrado até ao 2-0. Aliás, a primeira imagem que passa da Alemanha é a da eficácia: marca na primeira bola parada, marca num dos raros desequilíbrios defensivos até então existentes (de parte a parte). Aqui acaba o jogo. A Argentina deixa de ter cabeça, tira um defesa, joga com o coração, leva golos naturais em contra-ataque. Portanto, resultado justo mas pesado pelo que se passou até aos 68'.
N.T. a 3 de Julho de 2010 às 22:54
Tadeu,

Também adoro a Argentina, muito do que o Maradona representa, mas acho esse pós-jogo muito forçado. Esta equipa, da forma como está idealizada, em cinco jogos contra a Alemanha... perdia-os todos.

A Argentina joga como o Maradona jogava: o conceito de equipa está centrado no talento, na arte, no individualismo. Se contra selecções mais fracas, esse talento vem ao de cima, contra uma Alemanha, ou outra qualquer de grande nível, é insuficiente. Não há ordem. Não há organização. Não há uma ideia táctica. Isso paga-se caro.

Este 4x4x2 é muito ofensivo. Mesmo com 4 centrais, repara nos jogadores do meio-campo para a frente: quem é que defende ou, pelo menos, assume tarefas de recuperação e de posicionamento? Mascherano e só um bocadinho de Maxi Rodríguez. Di María é extremo, Messi é o homem solto e, depois, temos 2 avançados. Do outro lado, estavam Khedira, Schweinsteiger e Ozil. Percebia-se que o Mascherano era uma ilha naquele meio-campo. Aí perderam o controlo do jogo. A menor capacidade dos defesas fez o resto. Muito desequilíbrio.

Faltou ali um Zanetti, um Cambiasso, quem sabe um Lucho. Era uma questão de tempo. Foi a Alemanha, mas se fosse a Espanha, ou até a Holanda, o defecho era capaz de ser o mesmo. Talvez não com um resultado tão desnivelado. A Argentina pode fazer muito melhor.
stadium a 4 de Julho de 2010 às 01:05
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