Terça-feira, 29 DE Junho 2010

Os Laibach assumiram alguma relevância na década de 80, movendo-se entre a pop e o industrial, sendo considerados uma das principais influências dos germânicos Rammstein. Banda provocatória, foi por várias vezes acusada de uma estreita proximidade aos círculos da extrema direita, embora sempre tenham afirmado que a postura adoptada era meramente caricatural e que a utilização de simbologia totalitária diversa servia apenas os seus propósitos estéticos, uma postura crítica e de confrontação permanente com os cânones sociais. Laibach, recorde-se, foi o nome que a capital eslovena adoptou durante a ocupação nazi. Na década de 90 os elementos electrónicos foram assumindo uma preponderância cada vez maior na sua música. 'Volk', de onde se retira este 'Francia', é um álbum conceptual de 2006 inspirado em vários hinos nacionais.

 

 

 

publicado por N.T. às 00:20
Segunda-feira, 28 DE Junho 2010

Manu Dibango, actualmente com 76 anos, é tido como um dos pais do afrobeat. A sua iniciação musical foi feita ao piano, que passou a conciliar com o saxofone durante a sua passagem por França e Bélgica nos anos 50. Após alguns anos a tocar em cabarets parisienses, foi recrutado para o colectivo African Jazz e no final da década de 60 avançou finalmente em nome próprio. A notoriedade seria atingida ao quarto álbum: Soul Makossa, cujo single, com título homónimo, é considerado por alguns críticos e historiadores musicais como um dos temas fundadores do movimento disco. Curiosamente, o primeiro registo conhecido de 'Soul Makossa' é como lado B do single 'Mouvement Ewondo,' hino da selecção camaronesa de 1972. Sem nunca esquecer os ritmos camaroneses da makossa, Manu Dibango construiu uma verdadeira ponte inter-continental através da amálgama dessa sonoridade africana com o jazz, a soul, o funk e a música creola. Aqui fica um registo ao vivo de 2007, com o saxofone à responsabilidade de Courtney Pine: 'Lion of Africa'.

 

 

 

publicado por N.T. às 01:58
Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

Ao tradicional conjunto guitarra, baixo e bateria, juntam-se outras percussões, teclas e metais, por forma a criar uma sonoridade que bebe na pop, no reggae e no dub, na soul e no funk. The Black Seeds editam em solo europeu pela germânica Sonar Kollective, inicialmente mais virada a experimentações de vertente electrónica mas que progressivamente se lançou por outros caminhos. Este híbrido neo-zelandês corresponde ao perfil recentemente traçado: a procura de sons não catalogáveis, a meio caminho entre géneros, que funcionem no recato do lar e em ambientes festivos, que soe comercial à massa dita "alternativa" e fora do espectro mainstream a quem consome propostas mais convencionais.

 

publicado por N.T. às 01:45
Segunda-feira, 21 DE Junho 2010

Ao primeiro disco a atenção recaiu-se-lhes. Foi em 2004 que os Efterklang lançaram Tripper, o seu primeiro longa duração e logo aclamado pela crítica dada ao post rock e a correntes electrónicas da folk e da pop. O som denuncia-lhes a geografia. Ou confunde. Mandar-lhes-ia para a Islândia. Entre singles, EPs e álbuns encontraram na Leaf e na 4AD duas casas. E da primeira residência remeto-vos ao abaixo sugerido.

 

publicado por Spinafro às 23:47
Domingo, 20 DE Junho 2010

A aproximação ao universo da islandesa Björk surge muitas vezes como início de conversa mas quem por aí se fixar vai ao engano. A cantora e experimentalista electrónica Tujiko Noriko prefere os arranjos minimalistas, uma farta estrutura de camadas sonoras, glitch, samples em loop e uma voz muito mais que tranquilizante. Por vezes quase distante. Além de um assinalável percurso a solo e ultimamente radicada em Paris, conta com algumas colaborações de monta com Aoki Takamasa e Lawrence English.

 

publicado por Spinafro às 20:30
Quarta-feira, 16 DE Junho 2010

Durante os anos de apogeu da Madonna eram precisas escolhas, alternativas, a estética arrojada quase dirty vs glamour. Surgiram algumas propostas no TNT - Todos No Top (depois Top+) mas que não convenciam. Nem Sabrina nem Samantha Fox se prestavam a mais que não o efémero. E é da série que as minhas irmãs viam, Neighbours à hora de almoço, que surgiu a pretendente a Rainha da pop. Os singles Locomotion e I Should Be So Lucky, permitiram a Kylie Minogue iniciar o seu percurso de milhares de singles e LPs vendidos, pulverizando as tabelas australianas, inglesas, norte-americanas e um pouco por todo o globo consumista. Ganhou prestígio e a guerra ao cancro, fez um inesquecível dueto com Nick Cave e continua a encher salas de espectáculos. Não tenho nenhum disco da pequenina Kylie Ann Minogue mas não me custa sugerir o Body Language de 2005 e dali, um dos temas mais sexy que esta década pop produziu.

 

 

publicado por Spinafro às 17:47
Terça-feira, 15 DE Junho 2010

Goran Bregovic, 60 anos, servo-bósnio, residente em Belgrado, é um dos nomes maiores da música balcânica. Começou por estudar violino, mas foi expulso da escola de música que frequentava por falta de talento. Ironias da vida. A mãe acabou por ter um papel fundamental na sua carreira ao oferecer-lhe uma guitarra. Anos mais tarde despontaria como líder  da banda rock Bijelo Dugme. Mas foram as composições para banda-sonoras, com especial destaque para os filmes de Emir Kusturika, a garantir o reconhecimento internacional a Goran Bregovic, que já compôs para artistas tão dispares como Iggy Pop e Cesária Évora. Ao vivo apresenta-se com a sua guitarra eléctrica e uma orquestra - Wedding and Funerals Orchestra - que chega a atingir os 40 elementos e onde cabe um ensemble de cordas, uma banda de metais, percussão, acordeão, um coro masculino ortodoxo e coros femininos tradicionais da Bulgária e do povo rom. A sua música é um verdadeiro caldeirão composto por influências dos ritmos balcânicos, do punk, da pop, do klezmer, das sonoridades árabes e ciganas, como se pretendesse recuperar todos os elementos de uma nacionalidade que a Guerra destruiu.

'Ederlezi' é um tema tradicional do Povo Rom que Bregovic adaptou para o filme o 'Tempo dos Ciganos' de 1989.

 

 

 

publicado por N.T. às 00:47
Sábado, 12 DE Junho 2010

Num País ideologicamente fechado ao exterior, não é fácil ter acesso ao panorama musical norte-coreano, mas sabe-se que o mesmo é estritamente controlado pelo Estado e que as edições são diminutas. Os Pochonbo Electronic Ensemble são dos poucos nomes revelados ao Ocidente e são considerados o grupo mais popular da República Democrática Popular da Coreia, o que no contexto da "democracia popular" de Kim Jong-Il, vale o que vale. O nome é uma homenagem à reconquista de Pochonbo por parte das forças revolucionárias de Kim Il-Sung e do que isso representou na luta contra a ocupação imperialista japonesa. As músicas deste agrupamento são obviamente propagandísticas e uma presença constante nas emissoras de rádio locais. A bem da educação do Povo.

 

publicado por N.T. às 13:23
Sexta-feira, 11 DE Junho 2010

Exclua-se a aproximação ideológica ao Black Power dos Black Panthers. Não se mencionem o número de esposas ou a comuna que baptizou de Kalakuta. Mascarem-se as perseguições governamentais nos tempos de Sani Abacha e a reencarnação na Broadway por via de Bill T. Jones e pelos Antibalas. Ouçam-se Gentleman, Expensive Shit, Confusion, Opposite People, Fear Not For Man, Coffin for Head of State, Unknown Soldier.

Fela Kuti, compositor, intérprete, multi-intrumentista, activista, nigeriano, é o senhor afrobeat.

 

 

publicado por Spinafro às 01:13

Matias Aguayo nasceu em Santiago do Chile mas passou a parte final da sua adolescência na cidade de alemã de Colónia, o que moldou os trilhos musicais que viria a seguir, entre o house e o techno minimal. Vive entre Paris e Buenos Aires e a partir da capital argentina tornou-se num dos principais contribuidores para o crescimento da música electrónica no continente sul-americano. Foi lá que começou a organizar as célebres "BumBumBox", festas de rua gratuitas que rapidamente levou a outras grandes cidades do continente. Uma das suas particularidades é a utilização de um microfone, criando sons e juntando vocalizações suas, tanto nas gravações como nos sets ao vivo.

 

 

publicado por N.T. às 01:09
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