Sexta-feira, 25 DE Junho 2010

Agora que terminou a primeira fase do Mundial, vamos lá ver como estamos em relação aos prognósticos que fizemos, os vários editores, quando ainda a Jabulani não rolava por África:

Grupo A por Pedro Varela (1)

França e México - previsão

Uruguai e México - certeza

Grupo B por Spinafro (1)

Argentina e Grécia - previsão

Argentina e Coreia do Sul - certeza

Grupo C por João Gonçalves (2)

Inglaterra e EUA - previsão

Inglaterra e EUA - certeza

Grupo D por João Gonçalves (1)

Alemanha e Austrália - previsão

Alemanha e Gana - certeza

Grupo E por Spinafro (1)

Holanda e Dinamarca - previsão

Holanda e Japão - certeza

Grupo F por Nuno Tadeu (1)

Itália e Paraguai - previsão

Paraguai  e Eslováquia

Grupo G por Pedro Varela (2)

Portugal e Brasil - previsão

Portugal e Brasil - certeza

Grupo H por Nuno Tadeu (1)

Espanha e Suiça - previsão

Espanha e Chile - certeza

publicado por Pedro Varela às 23:18
Terça-feira, 22 DE Junho 2010

Dezaseis anos atrás e estas duas equipas enfrentavam-se no Mundial do Estados Unidos da América na fase de grupos. Maradona fez um golo que seria o último apontado pelo seu país.

Neste dia mas há 24 anos jogava-se um Inglaterra-Argentina em que um tal de Maradona trouxe a mão de Deus à terra e deixou por terra meia equipa inglesa no golo mais belo de todos os Mundiais.

Messi ainda nem era nascido mas foi ele que herdou parte da genialidade de Maradona e é dele que se espera sempre algo que nos faça recordar a magia de Diego. Dizem que para se ser craque é preciso fazer golo e ninguém tem dúvidas que Leo os sabe fazer só que neste Mundial a bola parece não querer obedecer ao argentino e assim quem ganha são os seus companheiros como já vamos ver.

Apetece-me agradecer à Argentina esta vitória por 2-0. Agradeço porque acaba de vez com aquele futebol de 10 a defender e o Samaras à espera do milagre obedecendo à ditadura matemática dos pontos que poderiam apurar os gregos. Já chega deste anti-futebol que tanto sucesso fez em 2004 e que ainda há pouco tempo destroçou os ucranianos. Na 1ª parte só se viu a Argentina a tentar marcar, ou seja a equipa que já estava apurada tentava marcar golos a equipa que tinha de pontuar limitava-se a defender. E foi ver Aguero, Messi, Veron, a carregarem e rematarem de todos os lados tentado furar o muro branco mas Tzorvas brilhou na baliza e segurou o empate até ao intervalo.

Na 2ª parte a Grécia parecia ter percebido que tinha de procurar a baliza adversária se quisesse continuar a competir em África e logo de início houve grande remate de Samaras a prometer nova postura. Nada de mais errado... O filme continuou exactamente na mesma. Bola para os argentinos que desesperavam para conseguir arranjar espaços no ataque onde Milito e Kun não paravam de lutar. Sim, porque Maradona rodou a equipa mas recuso-me a chamar a estes jogadores de "2ª escolha". Já com Di Maria e Pastore em campo chegou o golo que como não poderia deixar de ser veio no meio de muita insistência. Canto apontado por Di Maria na esquerda e Demmichelis faz o golo a dois tempos, de cabeça acerta com a bola em Milito e na sobra fuzila a baliza de Tzortas. Golo muito merecido para os sul americanos mas ainda mais merecido para os gregos.

O que aconteceu nos últimos 10' de jogo devia vir num manual de posse de bola e futebol de ataque. Mesmo a perder a Grécia abdicou do jogo e a Argentina aproveitou para dar show. Passes seguidos entre jogadores durante largo tempo e arrancadas de Messi e Di Maria sempre de olhos na baliza. Numa dessa jogadas Messis combina com Di Maria e ensaia grande remate que Tzortas defende para a frente onde estava o recém entrado e eterno Martin Palermo a fazer um golo histórico já que se tornou no mais velho jogador argentino a marcar num Mundial.

Argentina fez o pleno da fase de grupos, a Grécia vai para casa e bem que podia repensar no seu estilo e tentar mudar... tudo!

 

Melhor em Campo: 10 Lionel MESSI

publicado por J.G. às 22:03

Pronto. Finalmente um forte pontapé no marasmo que tem sido este Mundial. México-Uruguai prometia desde logo ser um jogo agradável. A duas equipas que têm apresentado um futebol agradável, junta-se-lhe a decisão do primeiro lugar do grupo, e existe uma forte probabilidade de se assistir a uma boa partida de futebol. E os primeiros minutos não tardaram a confirmar estas perspectivas.

As duas equipas apresentaram-se em campo com a baliza adversária bem focada, porém com estratégias diferenciadas. Mais incisivo o futebol mexicano, imediatamente começou a arrancar uns provocadores “olés” vindos das bancadas – e ouvir algo que não vuvuzelas vindo das bancadas já é uma benesse. Ao futebol mais elaborado, sob a batuta de Rafa Marquez, dos mexicanos respondiam os uruguaios com um futebol mais cauteloso. Um bloco mais baixo que procurava, sobretudo, lançar em profundidade a sua tripla de atacantes. O jogo de início teve logo duas grandes oportunidades – uma para cada lado –, primeiro até foram os mais prudentes uruguaios a falharem, por intermédio de Luís Suaréz. Logo de seguida, resposta mexicana, com uma bola na barra da baliza da equipa de azul celeste. Um início de Jogo muito agradável com momentos emocionantes junto das duas balizas. No final da primeira parte, um contra-ataque finalizado por Suárez dava a vantagem aos comandados de Oscar tabárez. O Uruguai já vinha ameaçando, tirando partido do vertiginoso futebol mexicano que, excessivamente balanceado no ataque, via-se inúmeras vezes desequilibrado atrás, e isso quando se defrontam avançados como Suárez ou Fórlan pode ser a “morte do artista”… Na segunda parte, as cautelas dos uruguaios exponenciaram-se com a vantagem obtida antes do intervalo. A equipa de Javier Aguirre insistia e guardava a bola com a intenção de a fazer chegar á baliza adversária, sempre com o útil contributo do virtuoso Giovani dos Santos. No entanto, do outro lado, a competência defensiva era o mote, que aliás já é imagem de marca desta equipa que ainda não viu as suas redes violadas durante o torneio. Ganhou o Uruguai, acabando a primeira fase em primeiro lugar. O México também passa à fase seguinte. E o futebol agradece.

 

Melhor em Campo: 9 Luis SUAREZ

 

Paulo Santos

publicado por jabulani às 19:40

As contas eram simples. Aos africanos só lhes interessava ganhar e ainda assim dependeriam dos critérios de desempate, os franceses teriam apenas de dignificar a camisola da FFF. Mas o apenas francês não era mero pormenor, sem os apoios da imprensa e da opinião pública os seleccionados por Domenech sabiam que se tornariam na sexta campanha gaulesa a ficar pelo caminho na fase de grupos mas sob a acusação de irresponsabilidade e caprichos vários. A implosão do futebol francês, como titulava o seríssimo Le Figaro, foi apenas a mais simpática das observações que a imprensa escrita fez questão de sublinhar nos últimos dias. Os Bafana-Bafana tinham as estatísticas do seu lado pois nenhuma equipa do país organizador alguma vez tinha ficado pelo caminho nesta fase. Também deles se falou, em surdina, de problemas entre os grupos étnicos que constituem o balneário e de desentendimentos com o treinador.

Os cálculos estatísticos não fazem realidades e vai daí os homens de Parreira entraram no Free State de Bloemfontein com a tarefa de tentar golear. Em condições ditas normais o encargo seria incomportável mas com um estádio e uma nação unos no apoio e defrontando uns bleus sem vontade, sem objectivo e sem timoneiro, as possibilidades de sucesso aumentavam. Com alguma desfaçatez lançaram-se desde o início à baliza gaulesa. Demasiado trapalhões e muitas vezes rudimentares não tardaram a inaugurar o marcador por Khumalo na sequência de um pontapé de canto e com a conivência de Loris. Pouco depois é Gourcuff que entra na história negra da competição ao ajudar ao débacle francês com uma cotovelada prontamente punida. O segundo golo dos da casa não tardaria.

O intervalo surgiria pouco depois e naqueles quinze minutos, houve quem apostasse em mais deserções gaulesas tanto mais que o capitão Evra não havia sido escolhido para subir ao relvado com o onze titular. Regressariam as duas equipas sem alterações e rola a bola. O cerco às redes francesas aumentava e só algumas investidas envergonhadas de Ribéry serviam de breve interrupção entre os falhanços de Mphela e as perdidas de Tshabalala. O golo de Malouda serviu como último suspiro dos Bafana-Bafana e o torneio tinha acabado para as duas equipas.

Sem glória despediram-se a histórica França e a organizadora África do Sul, uma por amotinação e a outra por falta de qualidade. Não deixam saudades.

Melhor em Campo: 8 Siphiwe TSHABALALA

publicado por Spinafro às 17:44
Quinta-feira, 17 DE Junho 2010

Há um Deus do futebol, não sei de onde, não se conhece a sua origem, mas que disse "Não irás marcar nem vencer e tudo irás perder" e foi no dia 18 de Novembro de 2009 prevendo o mundial francês. A mão de Henry estava amaldiçoada. A França ainda não marcou neste mundial, e vão 180 minutos. A França está a caminho de ser eliminada do Mundial. A França está quase a dar-me uma alegria enorme com o regresso de Domenech a casa. Há pouco Benzema já tinha telefonado ao seleccionador francês a agradecer a oportunidade de não participar nesta humilhação.

Aproveito também para fazer mea culpa em relação a este grupo, porque eu prognostiquei a passagem dos "bleus" à fase seguinte.

Mas a França não perde só jogo desta noite, toda a sua participação neste mundial é um erro de casting, não jogaram absolutamente nada, e na partida de hoje na primeira parte apenas 1 remate com perigo à baliza mexicana por Malouda. Não se percebe muito bem como pôde Domenech ver os acontecimentos surreais da partida e deixar por exemplo, Henry e Gourcuff no banco. E Benzema em férias.

O México que tinha realizado uma partida algo titubeante na primeira jornada, hoje mostrou que está no bom caminho para a fase seguinte, e que apesar de ter empatado com a África do Sul a equipa está personalizada, a subir de rendimento, pronta para lutar pelo primeiro lugar do grupo num duelo com o Uruguai, também num bom momento. A segunda parte é de alta qualidade, primeiro com as sucessivas oportunidades de ataque e consequente possibilidade de golo, depois com óptimas exibições de Hernandez, o autor do golo e homem do jogo e novo reforço do United, Blanco o autor do segundo golo de grande penalidade, Rafael MArques e a assistência preciosa e minutos antes o remate a avisar que o golo estava próximo.

Mas volto a Domenech...a sério, não me digam que não vos dá algum gozo ver este treinador a fazer as malas? O finalista da última edição do mundial está quase a caminho de casa e para ser perfeito esperemos por mais 90 minutos azuis em branco. Foi a primeira vitória do México ante a França em 7 jogos.

A última jornada vai ter um escaldante México diante do Uruguai onde, provavelmente, podemos ter 90 minutos de puro aborrecimento pois o empate qualifica ambos. E nem que a França vença a selecção anfitriã, o mais longe que irá em África será o aeroporto para seguir caminho para casa!

Homem do Jogo: Javier Hernandez

publicado por Pedro Varela às 21:48
editado por J.G. em 18/06/2010 às 11:37
19 15:00 Mangaung / Bloemfontein Grécia Grécia
Nigéria Nigéria
20 12:30 Johanesburgo - JSC Argentina Argentina
Coreia do Sul Coreia do Sul
18 19:30 Polokwane França França
México México
publicado por J.G. às 10:39
Quarta-feira, 16 DE Junho 2010

Terminada hoje a primeira jornada, e quase sem podermos respirar a segunda já está em progresso, fazemos aqui um rápido balanço do que aconteceu em cada um dos grupos.

Grupo A

O Mundial abriu com a equipa da casa a empatar diante do México. Esteve próximo de acontecer uma vitória para a Selecção anfitriã, mas Rafael Marquez estragou a festa dos africanos perto do final do desafio. Mas no outro jogo do grupo as coisas não correram de forma diferente, Uruguai e França presentearam-nos com um dos mais aborrecidos jogos (e nulos) do Mundial. Um ponto para todas as equipas, aspirações intactas para qualquer uma das selecções, tudo por decidir nos próximos desafios.

África do Sul 1-1 México

França 0-0 Uruguai

Grupo B

Este grupo marcava a estreia de um dos candidatos à vitória final, a Argentina M&M (Messi e Maradona). À partida ninguém se atreveria a não colocar a selecção Argentina como a forte candidata à vitóra no grupo. Começou o jogo diante da Nigéria com uma vitória apenas por 1-0, com uma exibição sólida mas perdulária. No outro desafio, Coreia do Sul ultrapassou com alguma facilidade e provavelmente acima do que era esperado a Grécia com uma vitória por 2-0. Vai ser interessante olhar para o encontro entre coreanos e argentinos, e perceber como decorrerão as respectivas reacções de Nigéria e Grécia.

Argentina 1-0 Nigéria

Coreia do Sul 2-0 Grécia

Grupo C

A primeira jornada deste grupo era esperada por esse confronto entre ingleses e americanos. Deu em empate, saboreado como se de uma vitória tratasse pelos rapazes da terra do "Tio Sam", bastou ver os jornais do dia seguinte nos Estados Unidos. A Inglaterra apontada este ano como uma candidata ao título, o que já não acontecia desde 1966, falhou claramente esse objectivo. Marcou cedo e cedo se apagou. Dessa noite fica o aviso que os Estados Unidos estão no mundial para discutir a passagem. No outro desafio Argélia e Eslovénia estavam a passar um pouco ao lado desta "guerra falada em inglês", deixadas para segundo plano. O encontro foi quezilento, e o golo marcado por Koren que deu os 3 pontos à Eslovénia serviu apenas para esquecermos por uns momentos o "frango" do dia anterior de Green.

Inglaterra 1-1 Estados Unidos

Argélia 0-1 Eslovénia

Grupo D

Havia enorme expectativa para ver a Alemanha, outro candidato ao título mundial, entrar em acção. O melhor desafio até ao momento, a melhor exibição de uma selecção que tem atributos e possibilidades de realmente fazer uma boa campanha. Ao contrário dos ingleses não começou bem o jogo, mas foram apenas meia dúzia de minutos até que se construísse a primeira goleada do mundial. Despacharam os "socceroos" com 4 sem resposta. A Alemanha que nunca esteve mais de 20 anos sem ganhar um mundial e que o último foi ganho em 1990. Gana e Sérvia, favoritos à luta pela segunda posição tinham um importante encontro pela frente em que os Africanos foram superiores e venceram pela margem mínima. Vai ser muito interessante ver como se irão comportar diante da Alemanha e isso poderá ser fundamental para a passagem à fase seguinte.

Alemanha 4-0 Austrália

Sérvia 0-1 Gana

Grupo E

Uma Holanda com algumas carências foi o que se viu na estreia diante a Dinamarca. Há quem veja a selecção laranja como uma das candidatas mais silenciosas ao título, há quem veja claramente uma selecção com capacidade para discutir até ao último minuto do jogo do dia 11 de Julho no Soccer City, curiosamente local onde começou a sua participação neste mundial. Para já o teste foi positivo, mas há ainda 2 jogos pela frente para mostrar as suas reais capacidades. A Dinamarca ainda não acordou. No outro jogo do grupo, mais uma demonstração que os Asiáticos estão com força pelo menos nesta 1ª jornada. Vitória sobre os Camarões com uma organização defensiva eficaz a deixar um aviso sério que não será fácil marcar golos à equipa da "terra do sol nascente". Dos Camarões o pouco que se viu foi em apenas 45 minutos, não está ainda nada perdido mas há muito trabalho pela frente, o próximo jogo contra a Dinamarca é vital para as aspirações da equipa africana.

Japão 1-0 Camarões

Holanda 2-0 Dinamarca

Grupo F

A campeã mundial, Itália, entrou em acção contra o Paraguai e o resultado foi uma meia surpresa. Arrancou um empate, já na segunda parte, praticando um futebol aborrecido. O Paraguai no seu rigor defensivo adiantou-se no marcador ainda na primeira parte e fez descer à terra a toda poderosa selecção do "catenaccio". Num grupo que se espera a qualificação destas duas selecções que se defrontaram na primeira jornada, deu também para ver uma Nova Zelândia "roubar" 2 pontos à Eslováquia. A equipa da Oceânia logrou marcar o seu primeiro golo em mundiais já em descontos. A Eslováquia que teve a vitória mesmo ali ao virar da esquina, encontrará as reais dificuldades de um mundial quando defrontar Paraguai e Itália. Tudo empatado neste grupo, mas fica a sensação que não deverá haver surpresa nos qualificados, Itália e Paraguai.

Itália 1-1 Paraguai

Nova Zelândia 1-1 Eslováquia

Grupo G

É o grupo da nossa Selecção com uma estreia apática e desmoralizadora. Ainda só passaram 90 minutos neste mundial para a Selecção Nacional, e já pensamos na calculadora para as contas da qualificação. O nulo diante da Costa do Marfim é certo que deixa tudo em aberto, mas apenas para o segundo lugar com um aditivo, a Coreia do Norte. A selecção asiática mostrou que poderá ter uma palavra a dizer nesta qualificação, e sinceramente não sei até pode chegar. O Brasil deixa uma mensagem com alguma nitidez que o primeiro lugar não lhe deverá escapar.

Portugal 0-0 Costa do Marfim

Brasil 2-1 Coreia do Norte

Grupo H

A campeã europeia, a selecção que "anda" há mais de 1 mês à procura do finalista que a irá defrontar em Joanesburgo perdeu. É a primeira grande surpresa do Mundial, derrotada diante da Suiça. Alias, em tom de brincadeira, Vicente Del Bosque se precisar poderá usar a máquina de calcular que Queirós usará dentro em breve. Mas também não devemos esquecer, isto dos mundiais é de 4 em 4 anos, que a Selecção Helvética há 5 jogos em mundiais que não sofre golos, há precisamente 484 minutos, e isso poderá querer dizer qualquer coisa. Foi o fecho da primeira jornada de forma surpreendente, onde momentos antes o Chile derrotava facilmente as Honduras. A Selecção Chilena vê agora a qualficação, que há uns dias atrás poderia ser uma miragem tornar-se numa imagem mais nítida.

Chile 1-0 Honduras

Espanha 0-1 Suiça

publicado por Pedro Varela às 22:50

 

 

Dizia eu na jornada inaugural deste Campeonato do Mundo que dava pena ver uma dupla como esta composta por Diego Forlan e Luis Suarez ser tão mal apoiada. Pois o tarimbado Oscar Tabarez resolveu o problema com mestria. No primeiro jogo percebera-se que não podia contar com o apático Gonzalez e Lodeiro fez questão de se ausentar das opções. Assim, se Forlan já se assumia como pivot do jogo, então desconexo, da selecção uruguaia, porque não entregar-lhe a batuta?

O desenrolar do jogo tratou de demonstrar que esta não foi uma opção de recurso, que Tabarez chegou efectivamente a este Mundial com um plano alternativo. Há trabalho evidente no modelo que hoje apresentou. Notou-se no entendimento entre Fucile e Álvaro Pereira - e nem se pode referir a vantagem de partilharem o mesmo clube, tão distantes que aí jogam, cada um pela sua ala -, notou-se no reposicionamento defensivo. Se Forlan jogava recuado relativamente à dupla constituída pelo goleador do Ajax e Cavani - hoje bem longe do potencial que vai revelando nos relvados da Serie A -,  o mesmo não acontecia quando o adversário tomava conta da bola. À vez, Suarez e Cavani recuavam no terreno e transformavam-se em autênticos médios. Desta forma se desfazia o que no papel parecia um 433, garantindo que o meio-campo nunca fosse apanhado em inferioridade numérica.

Tabarez venceu esta batalha de decanos sul-americanos, mas em defesa de Parreira deve-se sublinhar que o naipe de jogadores à disposição raramente escapa à (ou deveria dizer "atinge a"?) mediania. Nem mesmo Piennar, um dos maiores hypes (ou deverei dizer "bluffs"?) do futebol mundial.

O Uruguai mandou sempre no jogo, chegou à vantagem com naturalidade e até merecia a ampliação antes do intervalo. Do lado sul-africano, meros fogachos, alguma intencionalidade desprovida de conteúdo futebolísitico. Na segunda parte, ainda pior. Vinte minutos sem qualquer acção meritória até que Mphela viu os centrais uruguaios desposicionados e desmarcou-se sorrateiramente nas costa de Rios, quase marcando na antecipação a Muslera. Uma injustiça que, percebeu-se depois, foi o próprio Muslera a evitar com um raspão na bola que os árbitros transformariam em pontapé de baliza. Dois minutos depois, Modise tentou o remate de meia distância, fraquinho e à figura. E por aqui se ficaram. Forlan e Suarez acabariam o seu trabalho de demolição dos sonhos sul-africanos e até Álvaro Pereira conseguiu marcar um improvável golo de cabeça.

A África do Sul perapara-se para fazer história nos Mundias de futebol. Pelos piores motivos, infelizmente.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Diego FORLAN

 

publicado por N.T. às 22:15
15 12:30 Nelspruit Honduras Honduras Chile Chile
16 15:00 Durban Espanha Espanha
Suíça Suíça
17 19:30 Tshwane/Pretória África do Sul África do Sul Uruguai Uruguai
publicado por J.G. às 11:39
Sexta-feira, 11 DE Junho 2010

E eis que ao segundo jogo do Mundial se descobre a utilidade da vuvuzuela. Numa partida mal disputada, chata, com raras oportunidades de golo, só aquele ruído de vespeiro terá impedido que muito boa gente adormecesse, em especial na primeira parte. Repete-se o resultado de 2002, com a mesma má qualidade de jogo, e cumpre-se assim a tradição: o Uruguai não perde com a França em fases finais.


O jogo começou de forma atabalhoada, bola a circular pelo ar, muita luta e pouco discernimento. Por fim, Toulalan e Ribery conseguiram colocar a jabulani ao nível da relva, mas a França mostrava-se incapaz de ultrapassar o concentrado trio de centrais sul-americano, optando pela meia-distância na procura do golo. A melhor oportunidade acabou por surgir de um livre directo sobre a meia esquerda, mas Muslera correspondeu bem, tirando do seu ângulo direito o remate forte e colocado de Gourcouff.


O Uruguai, por sua vez, com dois médios-centro extremamente limitados na construção de jogo, laterais tímidos na abordagem ofensiva e um organizador completamente ausente, procurava insistentemente as costas da defesa gaulesa, que respondia bem no fora de jogo. Dá pena ver uma dupla como Forlan e Suarez ser tão mal apoiada. Apesar de tudo, Diego Forlan não se cansou de correr, caindo amiúde nas alas e recuando no terreno, ora na tentativa de desposicionar a defesa adversária, ora procurando apoiar a transição ofensiva.


A segunda parte trouxe alguma velocidade inicial, mas tudo foi ilusório. O futebol prosseguiu mastigado, amorfo, e nem uma expulsão infantil de Ladeiro contribuíu para agitar o jogo. Para a História dos Mundiais fica mais um recorde de Henry - entrou na segunda parte e passa a ser o francês com mais torneios disputados - e nada mais.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Diego FORLAN


publicado por N.T. às 22:03
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