Sexta-feira, 25 DE Junho 2010

Agora que terminou a primeira fase do Mundial, vamos lá ver como estamos em relação aos prognósticos que fizemos, os vários editores, quando ainda a Jabulani não rolava por África:

Grupo A por Pedro Varela (1)

França e México - previsão

Uruguai e México - certeza

Grupo B por Spinafro (1)

Argentina e Grécia - previsão

Argentina e Coreia do Sul - certeza

Grupo C por João Gonçalves (2)

Inglaterra e EUA - previsão

Inglaterra e EUA - certeza

Grupo D por João Gonçalves (1)

Alemanha e Austrália - previsão

Alemanha e Gana - certeza

Grupo E por Spinafro (1)

Holanda e Dinamarca - previsão

Holanda e Japão - certeza

Grupo F por Nuno Tadeu (1)

Itália e Paraguai - previsão

Paraguai  e Eslováquia

Grupo G por Pedro Varela (2)

Portugal e Brasil - previsão

Portugal e Brasil - certeza

Grupo H por Nuno Tadeu (1)

Espanha e Suiça - previsão

Espanha e Chile - certeza

publicado por Pedro Varela às 23:18
Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

 

 

Ao erguer da placa com os minutos de compensação, a nação que teima em renegar o verdadeiro nome deste desporto estava eliminada. Pouco depois era líder do grupo. Landon Donovan, que durante tanto tempo foi a eterna esperança da afirmação norte-americana no exterior e, por isso, considerado um fracasso pelos mais exigentes, foi, como só ele poderia ser, o herói provável.

Ataque, contra-ataque! Lema do futsal, imagem do jogo desta tarde. Ambas as equipas pecisavam dos 3 pontos para alimentar o sonho e foi com sede de golo que entraram em campo. Não faltaram bolas a ressaltar dos ferros, avançados perdulários, um golo anulado e defesas improváveis, unhas comidas nas bancadas e homens de barba rija à beira de um ataque de nervos. Ao todo foram 41 remates, recorde nesta edição, com os norte-americanos a revelarem pontaria mais afinada.

O relógio avançava e esbatiam-se ainda mais os princípios tácticos, desfeitos entre a ansiedade e a força de vontade, vencidos pela anarquia do sonho. Os "states", com Clinton armado em Kissinger na bancada, sempre mais perigosos, foram mentalmente mais fortes na ponta final e, como manda o cliché futebolístico, foram justamente premiados. Mas o prémio maior foi para quem assistiu a esta emocionante partida de futebol.

 

HOMEM DO JOGO: 10 Landon DONOVAN

 

 

 

publicado por N.T. às 19:30

Num grupo confuso as duas equipas subiram ao relvado do Nelson Mandela Bay de Port Elizabeth para marcar, uns com mais argumentos que os outros e os primeiros em busca dos três pontos essenciais para a qualificação. Ao conjunto esloveno bastava-lhe apenas o empate para arriscar um feito histórico e os ingleses tentavam contrariar as nuvens negras que assolaram as esperanças britânicas nos dois desafios efectuados este Mundial.

Sem surpresa nos onzes os ingleses entraram a comandar as operações utilizando preferencialmente Lampard e Steven Gerrard nos momentos de transição ofensiva que solicitavam Milner e os avançados Rooney e Defoe. Continuo a achar um crime tentar fazer de Gerrard um interior esquerdo com responsabilidades na ala respectiva mas também é certo que a co-habitação com o jogador do Chelsea é complicada naqueles terrenos já que Lampard não responde tacticamente tão bem quando desposicionado. Os ingleses, aleluia, conseguiam trocar a bola com segurança mas preferiam quase sempre o jogo directo quando invadiam o último terço de terrreno. Quando aos 22 minutos Defoe finalizou com êxito nada mais fez que materializar o claro ascendente britânico. Os eslovenos tentavam penetrar através das zonas de influência de Cole e Johnson orquestrados por Valter Birsa mas sem grande convicção e débeis na tarefa de impedir os desperdícios ingleses junto à baliza de Handanovic, mais uma bela exibição do guardião da Udinese.

O esbanjamento britânico deu lugar ao último fôlego esloveno, precisamente aos 65 minutos Kirm, Dedic e Birsa puseram a última linha inglesa em pânico com três remates de golo condenados ao insucesso. Capello, calmo junto à linha, parecia ter passado a mesma tranquilidade para os seus pupilos que demonstravam inteligência na posse de bola e realismo na abordagem ao jogo. O resultado não impedia, na altura, um futuro risonho para as duas equipas mas nem por isso a Eslovénia baixava os braços. Que o diga Upson no ocaso do jogo.

O final trouxe aos ingleses o doce sabor do objectivo cumprido e aos eslovenos o fel dos eliminados.

Melhor em Campo: 19 Jermain DEFOE

publicado por Spinafro às 17:57
Sexta-feira, 18 DE Junho 2010

A Jabulani não foi chamada à laia de desculpa para justificar os frangos de Green e Chaouchi, vai daí M'Bohli e James surgiram nos onzes respectivos como as únicas alterações tendo como base a primeira jornada.

Os comandados de Capello pareciam querer tomar as rédeas da partida e delegaram desde o início a estratégia a um Steven Gerrard demasiado preso ao lado esquerdo do meio campo para realmente poder influenciar. Esperou-se muito de Lampard mas o médio não apareceu, nunca foi auxílio para Barry ou Gerrard e raramente solicitou os avançados ou assumiu o jogo. Com os defesas esquerdo e direito presos todos uns 45 minutos, a selecção inglesa também não podia fazer fé num Rooney alheado ou num Lennon inofensivo. A selecção argelina entrou realista e concentrada em todos os sectores, com Yebda e Lacen em apoio constante ao trio defensivo mas jogando apoiado dali para a frente. As combinações incluíam quase sempre Boudebouz e Ziani no transporte da bola até à linha com vista à integração da linha média e não raras vezes de Yebda nas imediações da área inglesa. Deu em nada, guarda-redes sem trabalho e zeros no placard.

O descanso trouxe poucas novidades e menos ideias. Tornava-se óbvio que esperar por uma combinação ou um drible dos súbditos de Isabel II, por um passe de ruptura ou até por um remate à baliza seria um exercício de masoquismo já que os ingleses pareciam não conseguir controlar o esférico ao ponto de em determinados períodos parecerem elementos recrutados num qualquer Distrital. Nada que preocupasse os magrebinos determinados a levar um ponto do Green Point da Cidade do Cabo. As exibições esforçadas de Haliche, Bougherra e Yahia chegavam para inoperância atroz dos dianteiros britânicos. Manter-se-ia o resultado neutro e sem golos, um fato à medida dos intervenientes.

 

Homem do Jogo: 2 Madjid BOUGHERRA

 

 

publicado por Spinafro às 23:05

Da noite (e o seu inverso). A Eslovénia fez dos primeiros 45 minutos um recital de controlo absoluto de todos os momentos do jogo, onde o capitão Koren tomava as melhores decisões e movimentava com mestria o esférico, variando um estilo mais apoiado para um jogo mais directo assim a situação o exigisse, todo o jogo passava-lhe pelos pés. Lucravam todos os sectores de uma equipa que mostrava, orgulhosa, toda uma excelente harmonização entre os elementos do meio-campo ou a chave da superioridade exibida na primeira metade. Já os EUA colhiam o reverso, à absoluta anarquia posicional juntavam-se a fraquíssima qualidade de passe e a fragilidade e previsibilidade de um meio campo ofensivo, que como os sectores defensivo e atacante, sofriam de isolamento forçado. E aí quem se destacou foi Bradley que nunca teve um parceiro à altura para a arrumação da casa nem que recebesse a bola recuperada e a levasse para a fase de decisão. Ao intervalo, a vantagem por dois golos dos eslovenos espelhava a dimensão do buraco que os estado-unidenses tinham cavado.

Do dia (e o seu inverso). O coach Bob Bradley tinha decidido: "que Edu e Feilhaber dispam os fatos de treino e ajudem a dar a volta ao jogo". De repente Altidore parecia concentrado, Dempsey já cumpria o seu dever de abrir a ala e Landon Donovan, importantíssimo nos EUA dos últimos 5 anos, já tinha bola e saiu golo. O tal Donovan aproveitou um erro mortal de César e descaído para a direita, apontou à cabeça do impotente Handanovic e disferiu um míssil. Mudou tudo a partir daqui, os europeus deixaram de ser mandões e começaram a mostrar fragilidades onde antes se vislumbravam forças e o assédio yankee começava a assumir-se tão insuportável quanto perdulário. Mas o empate era certo, estava a caminho e aconteceu quando num esgar de ou vai ou racha, Bradley troca o central Onyewu pelo avançado Gomez. Golpe letal, não tardou o golo de Bradley filho.

Não falarei de justiça no resultado que tal não existe mas destaco a qualidade da partida e terei de deixar para memória futura os eslovenos Koren e Birsa e os estado-unidenses Donovan e Bradley.

 

Homem do Jogo: 10 Landon DONOVAN

publicado por Spinafro às 17:36
21 12:30 Nelson Mandela Bay/Port Elizabeth Alemanha Alemanha
Sérvia Sérvia
22 15:00 Johanesburgo - JEP Eslovênia Eslovênia Prévia EUA EUA
23 19:30 Cidade do Cabo Inglaterra Inglaterra Prévia Argélia Argélia
publicado por J.G. às 11:28
Quinta-feira, 17 DE Junho 2010
19 15:00 Mangaung / Bloemfontein Grécia Grécia
Nigéria Nigéria
20 12:30 Johanesburgo - JSC Argentina Argentina
Coreia do Sul Coreia do Sul
18 19:30 Polokwane França França
México México
publicado por J.G. às 10:39
Quarta-feira, 16 DE Junho 2010

Terminada hoje a primeira jornada, e quase sem podermos respirar a segunda já está em progresso, fazemos aqui um rápido balanço do que aconteceu em cada um dos grupos.

Grupo A

O Mundial abriu com a equipa da casa a empatar diante do México. Esteve próximo de acontecer uma vitória para a Selecção anfitriã, mas Rafael Marquez estragou a festa dos africanos perto do final do desafio. Mas no outro jogo do grupo as coisas não correram de forma diferente, Uruguai e França presentearam-nos com um dos mais aborrecidos jogos (e nulos) do Mundial. Um ponto para todas as equipas, aspirações intactas para qualquer uma das selecções, tudo por decidir nos próximos desafios.

África do Sul 1-1 México

França 0-0 Uruguai

Grupo B

Este grupo marcava a estreia de um dos candidatos à vitória final, a Argentina M&M (Messi e Maradona). À partida ninguém se atreveria a não colocar a selecção Argentina como a forte candidata à vitóra no grupo. Começou o jogo diante da Nigéria com uma vitória apenas por 1-0, com uma exibição sólida mas perdulária. No outro desafio, Coreia do Sul ultrapassou com alguma facilidade e provavelmente acima do que era esperado a Grécia com uma vitória por 2-0. Vai ser interessante olhar para o encontro entre coreanos e argentinos, e perceber como decorrerão as respectivas reacções de Nigéria e Grécia.

Argentina 1-0 Nigéria

Coreia do Sul 2-0 Grécia

Grupo C

A primeira jornada deste grupo era esperada por esse confronto entre ingleses e americanos. Deu em empate, saboreado como se de uma vitória tratasse pelos rapazes da terra do "Tio Sam", bastou ver os jornais do dia seguinte nos Estados Unidos. A Inglaterra apontada este ano como uma candidata ao título, o que já não acontecia desde 1966, falhou claramente esse objectivo. Marcou cedo e cedo se apagou. Dessa noite fica o aviso que os Estados Unidos estão no mundial para discutir a passagem. No outro desafio Argélia e Eslovénia estavam a passar um pouco ao lado desta "guerra falada em inglês", deixadas para segundo plano. O encontro foi quezilento, e o golo marcado por Koren que deu os 3 pontos à Eslovénia serviu apenas para esquecermos por uns momentos o "frango" do dia anterior de Green.

Inglaterra 1-1 Estados Unidos

Argélia 0-1 Eslovénia

Grupo D

Havia enorme expectativa para ver a Alemanha, outro candidato ao título mundial, entrar em acção. O melhor desafio até ao momento, a melhor exibição de uma selecção que tem atributos e possibilidades de realmente fazer uma boa campanha. Ao contrário dos ingleses não começou bem o jogo, mas foram apenas meia dúzia de minutos até que se construísse a primeira goleada do mundial. Despacharam os "socceroos" com 4 sem resposta. A Alemanha que nunca esteve mais de 20 anos sem ganhar um mundial e que o último foi ganho em 1990. Gana e Sérvia, favoritos à luta pela segunda posição tinham um importante encontro pela frente em que os Africanos foram superiores e venceram pela margem mínima. Vai ser muito interessante ver como se irão comportar diante da Alemanha e isso poderá ser fundamental para a passagem à fase seguinte.

Alemanha 4-0 Austrália

Sérvia 0-1 Gana

Grupo E

Uma Holanda com algumas carências foi o que se viu na estreia diante a Dinamarca. Há quem veja a selecção laranja como uma das candidatas mais silenciosas ao título, há quem veja claramente uma selecção com capacidade para discutir até ao último minuto do jogo do dia 11 de Julho no Soccer City, curiosamente local onde começou a sua participação neste mundial. Para já o teste foi positivo, mas há ainda 2 jogos pela frente para mostrar as suas reais capacidades. A Dinamarca ainda não acordou. No outro jogo do grupo, mais uma demonstração que os Asiáticos estão com força pelo menos nesta 1ª jornada. Vitória sobre os Camarões com uma organização defensiva eficaz a deixar um aviso sério que não será fácil marcar golos à equipa da "terra do sol nascente". Dos Camarões o pouco que se viu foi em apenas 45 minutos, não está ainda nada perdido mas há muito trabalho pela frente, o próximo jogo contra a Dinamarca é vital para as aspirações da equipa africana.

Japão 1-0 Camarões

Holanda 2-0 Dinamarca

Grupo F

A campeã mundial, Itália, entrou em acção contra o Paraguai e o resultado foi uma meia surpresa. Arrancou um empate, já na segunda parte, praticando um futebol aborrecido. O Paraguai no seu rigor defensivo adiantou-se no marcador ainda na primeira parte e fez descer à terra a toda poderosa selecção do "catenaccio". Num grupo que se espera a qualificação destas duas selecções que se defrontaram na primeira jornada, deu também para ver uma Nova Zelândia "roubar" 2 pontos à Eslováquia. A equipa da Oceânia logrou marcar o seu primeiro golo em mundiais já em descontos. A Eslováquia que teve a vitória mesmo ali ao virar da esquina, encontrará as reais dificuldades de um mundial quando defrontar Paraguai e Itália. Tudo empatado neste grupo, mas fica a sensação que não deverá haver surpresa nos qualificados, Itália e Paraguai.

Itália 1-1 Paraguai

Nova Zelândia 1-1 Eslováquia

Grupo G

É o grupo da nossa Selecção com uma estreia apática e desmoralizadora. Ainda só passaram 90 minutos neste mundial para a Selecção Nacional, e já pensamos na calculadora para as contas da qualificação. O nulo diante da Costa do Marfim é certo que deixa tudo em aberto, mas apenas para o segundo lugar com um aditivo, a Coreia do Norte. A selecção asiática mostrou que poderá ter uma palavra a dizer nesta qualificação, e sinceramente não sei até pode chegar. O Brasil deixa uma mensagem com alguma nitidez que o primeiro lugar não lhe deverá escapar.

Portugal 0-0 Costa do Marfim

Brasil 2-1 Coreia do Norte

Grupo H

A campeã europeia, a selecção que "anda" há mais de 1 mês à procura do finalista que a irá defrontar em Joanesburgo perdeu. É a primeira grande surpresa do Mundial, derrotada diante da Suiça. Alias, em tom de brincadeira, Vicente Del Bosque se precisar poderá usar a máquina de calcular que Queirós usará dentro em breve. Mas também não devemos esquecer, isto dos mundiais é de 4 em 4 anos, que a Selecção Helvética há 5 jogos em mundiais que não sofre golos, há precisamente 484 minutos, e isso poderá querer dizer qualquer coisa. Foi o fecho da primeira jornada de forma surpreendente, onde momentos antes o Chile derrotava facilmente as Honduras. A Selecção Chilena vê agora a qualficação, que há uns dias atrás poderia ser uma miragem tornar-se numa imagem mais nítida.

Chile 1-0 Honduras

Espanha 0-1 Suiça

publicado por Pedro Varela às 22:50
Domingo, 13 DE Junho 2010

O enquadramento necessário para este jogo é que estamos perante o único grupo que tem 4 selecções acima do 30º lugar do ranking FIFA. Mas ninguém acredita que Argélia e Eslovénia possam fazer um grande mundial. Com um resultado já conhecido deste grupo, o empate da Inglaterra com os Estados Unidos, há também um enquadramento local, ninguém quereria perder o jogo, e quem ganhasse podia ficar em boa situação para lutar pela qualificação. Uma curiosidade estatística, a Eslovénia é o segundo país com menos população a entrar em Mundiais, logo a seguir a Trindade e Tobago.

Para quem acompanha o futebol nacional havia 2 jogadores muito próximos de nós, mais concretamente do Benfica. Yebda, actualmente no Portsmouth (campeão mundial sub-17 pela França e único jogador a poder se campeão por 2 selecções diferentes) e Halliche, emprestado ao Nacional, entraram no onze titular da Argélia.

O jogo começou de forma tão calma, que a certa altura chegava-se a questionar se os jogadores estavam sob o efeito de algum ansiolítico. Ligeiro ascendente nos primeiros minutos da selecção argelina, Halliche em destaque, mas os passes falhados aumentavam da mesma forma proporcional que as críticas à Jabulani. Mas diga-se em abono da verdade que a culpa não era da bola. A primeira situação de perigo verdadeira por parte da Eslovénia foi ao minuto 20. A primeira meia hora de jogo que assistimos foi talvez a pior deste mundial, e o público confirmou-o quando começaram a fazer a onda mexicana, já não havia nada que os prendesse ao jogo. A melhor oportunidade da primeira parte foi aos 35 minutos por Halliche, uma cabeçada que só não entrou porque a direcção não foi a mais correcta. Final da primeira parte com o resultado certo, apesar do ligeiro ascendente da Argélia, Halliche em destaque com 24 passes dos quais 22 feitos de forma correcta.

A segunda parte tinha de prometer mais. Pelo menos esperávamos nós, adeptos de futebol. Os primeiros 10 minutos confirmaram que ninguém queria perder, ninguém desejava descarrilar o comboio da qualificação. E mesmo os treinadores não estavam virados para alterações drásticas nas suas equipas, não havia pensamento a médio prazo. Ninguém estava para pensar que uma vitória hoje dava direito à liderança no grupo com 2 pontos de vantagem.

Continuou-se num ritmo de treino. O empate parecia o destino desta partida.

Mas 2 momentos alteraram a história do jogo. Não foi o adepto que via o jogo da torre de iluminação perante o olhar incrédulo da polícia, nem o facto de Zidane estar nas bancadas. Ghezzal entrou na equipa argelina para dar alguma profundidade ao jogo directo da Argélia, mas a jogada do seu treinador, Saadane, não funcionou. Ghezzal foi expulso 14 minutos depois de entrar em campo, tornado-se o mais rápido jogador suplente a ser expulso num mundial. E Koren, médio da Eslovénia, remata de fora de área sem que alguém se opusesse, e apesar do remate ser fraco e pouco direccionado, Chaouchi dá o 2º peru do mundial. Só assim a Jabulani podia entrar, e novamente sem culpa da menina que tão maltratada foi durante este jogo!

Um golo que valeu à Eslovénia os 3 pontos. Um golo que valeu a Koren o direito a ser homem do jogo. Um golo que dá para os jornais de todos mundo esquecerem por momentos Green.

Homem do jogo: Robert KOREN


Algeria 0-1 Slovenia

Simão | MySpace Video

publicado por Pedro Varela às 14:53
Sábado, 12 DE Junho 2010

O encontro entre os Estados Unidos e Inglaterra estava revestido de grande interesse. Os Ingleses apenas tinham defrontado os Americanos por uma vez em jogos do Mundial, em 1950 e logo com uma derrota por 1-0. Quis o sorteio que ficassem no mesmo grupo do Mundial deste ano. Nos últimos anos, em termos políticos, ingleses e americanos têm estado lado a lado, mas hoje, "na batalha" do futebol as coisas tinham de mudar.

O 1º jogo, já o foi dito mais que uma vez aqui no blog, é essencial. Dizemos nós, vocês que nos lêem, treinadores, jogadores e por aí fora. Entrar com o pé direito é o que todos esperam das suas selecções. Inglaterra vem sendo anunciada ao longo do último ano como uma das candidatas à vitória final em África, mas pelo que hoje tive possibilidade de ver, não os coloco no pote dos principais candidatos. Há muito a melhorar, principalmente na baliza e já vamos falar disso mais adiante. Já os Estados Unido deram boa réplica, estiveram em bom plano, Howard na baliza, Donovan e Altidore os que mais se destacaram. Vão lutar pelo primeiro lugar no grupo.

O encontro até que começou da melhor forma para a Selecção Inglesa, golo aos 3 minutos de Gerrard. A pressão inicial com que qualquer selecção entra em campo na primeira jornada, cedo começou a desaparecer. E podia-se pensar que a vitória seria fácil para os ingleses. Mas os americanos conseguiram reagir, organizaram-se e principalmente obrigaram os ingleses a recuar. Ao minuto 40, o momento do jogo. Dempsey remata de fora de área e Green, guardião inglês, dá o primeiro "frango" do mundial. O resultado final tinha sido atingido.

Engraçado, ou não, enquanto me preparava para ver o jogo desta noite, na leitura pelos sites e jornais ingleses quase todos diziam o mesmo, a Selecção Inglesa tem um problema, o lugar na baliza. Não há um titular, não há uma certeza entre os postes. E hoje isso ficou evidente.

A segunda parte cedo mostrou uma selecção Inglesa na procura do golo, um forcing inicial que não se traduziu em golos e pelo contrário os Estados Unidos mostraram-se seguros, Howard muito bem na baliza, homem do jogo, e em rápidos contra ataques a preparar uma jogada que fosse fatal. Não aconteceu, mas esteve quase quando perto dos 65 minutos, Altidore aitrou ao poste após defesa de...Green! Rooney esteve longe, não sei pela boa marcação dos jogadores americanos ou se porque nunca entrou em jogo, o seu primeiro remate digno de nome foi aos 74 minutos. Ainda houve tempo para entrar Crouch, mas desta vez não tivemos direito à robot dance.

Final de jogo com empate justo no dia em que as Vuvuzelas se fizeram sentir mais que os adeptos Ingleses, impensável!!!

Homem do JogoTim HOWARD

publicado por Pedro Varela às 21:25
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