Sexta-feira, 25 DE Junho 2010

Agora que terminou a primeira fase do Mundial, vamos lá ver como estamos em relação aos prognósticos que fizemos, os vários editores, quando ainda a Jabulani não rolava por África:

Grupo A por Pedro Varela (1)

França e México - previsão

Uruguai e México - certeza

Grupo B por Spinafro (1)

Argentina e Grécia - previsão

Argentina e Coreia do Sul - certeza

Grupo C por João Gonçalves (2)

Inglaterra e EUA - previsão

Inglaterra e EUA - certeza

Grupo D por João Gonçalves (1)

Alemanha e Austrália - previsão

Alemanha e Gana - certeza

Grupo E por Spinafro (1)

Holanda e Dinamarca - previsão

Holanda e Japão - certeza

Grupo F por Nuno Tadeu (1)

Itália e Paraguai - previsão

Paraguai  e Eslováquia

Grupo G por Pedro Varela (2)

Portugal e Brasil - previsão

Portugal e Brasil - certeza

Grupo H por Nuno Tadeu (1)

Espanha e Suiça - previsão

Espanha e Chile - certeza

publicado por Pedro Varela às 23:18
Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

Mundial não é brincadeira. Um favorito entra com tudo no 1º jogo e é logo colocado no top mas ao 2º jogo apanha uma arbitragem estranha e um avançado que nem de penalti consegue marcar, perde o jogo e fica em dúvida a sua continuidade em prova.

Isto para dizer que a Alemanha entrou neste derradeiro jogo da 1ª fase algo nervosa e ansiosa. Não só pela saída de Klose, expulso contra a Sérvia, como pela inclusão emotiva de Boateng no lugar de Badstuber provavelmente para provocar o seu irmão que alinhou na equipa adversária. Foi a 1ª vez que dois irmãos se defrontaram num jogo de Mundial!

O jogo foi algo estranho porque a Alemanha esteve ao ataque mas nunca atacou com a força toda e o Gana esteve mais expectante confirmando a fama de Itália de África. As contas diziam que o Gana liderava o grupo e a Alemanha estava em 2º mas bastava um golo da Sérvia, que vinha embalada da vitória contra os alemães, para tudo mudar. Portanto corriam-se grandes riscos. O tempo ia passando e como no outro jogo não havia golos o ritmo entre alemães e ganeses era muito moderado sempre com os europeus em busca de um golo embora de forma não convincente. Tirando um ou outro ataque do Gana o jogo ia correndo perto da área africana.

Ao intervalo tudo a zero e uma ideia começava a ganhar forma: ficar em 2º do grupo não era mau porque assim evitava a Inglaterra. Mas o risco continuava a ser muito alto e por isso os alemães trataram de resolver a questão mais a sério e ao fim de 1h de jogo Oezil fez um golo tipicamente alemão, recepção fora da área e remate bomba a dar vantagem à sua equipa.

Foi um alívio para os vice campeões europeus que passaram a pensar melhor o jogo e a controlar também a classificação. E nem com os golos surpreendentes da Austrália os alemães mudaram de postura. É que na recta final do jogo um empate seria ironicamente e teoricamente favorável ao futuro da Alemanha que evitava para já o confronto  com os rivais ingleses.

Mas a mentalidade alemã é mesmo esta, nada de facilitismos e é para ganhar o grupo e venha quem tiver que vir. A imagem dos ganeses no banco a fazerem contas com os dedos é inesquecivel. Passaram a defender o 0-1 e não se importaram de terminar em 2º controlando o marcador do outro jogo.

A Alemanha não desiludiu e passou a fase de grupos pela 15ª vez, nunca foi eliminada nesta fase dos Mundiais. Agora é esperar por domingo pela primeira final antecipada e uma palavra para o Gana que acaba por ser a única equipa africana apurada conseguido assim superar a ausência de Essien, agora contra os Estados Unidos tudo é possível.

E os irmãos Boateng portaram-se bem em campo.

 

Melhor em Campo: 8 Mesut OEZIL

publicado por J.G. às 23:55

 

 

Parece que esta quarta-feira foi reservada a grandes momentos de futebol. E que grande espectáculo nos proporcionaram estas duas selecções! Que injusto é ver este conjunto de jogadores, depois de tanto suor, despedir-se do Mundial. Uma autêntica batalha, disputada a um ritmo alucinante na segunda parte! Mais um jogo a atingir a marca dos 40 remates!

Começou bem melhor a Sérvia, a procurar de imediato o golo, mesmo sabendo que o empate até poderia chegar para a qualificação. Krasnic teve nos pés a primeira oportunidade da partida e percebeu-se logo aí que Carney (estaria melhor na segunda parte) era o jogador a explorar. A Sérvia controlava perante uma Austrália combativa mas sem capacidade para chegar ao último terço do terreno. As oportunidades pendiam para o lado sérvio e Schwarzer ia brilhando. A ele se devia o nulo ao intervalo.

No regresso dos balneários a Austrália mostrou os dentes e o jogo ganhou maior intensidade. A Sérvia fez-se valer da sua maturidade e foi mantendo o controlo do meio-campo. E aos 52 minutos Zigic teve uma oportunidade soberana no seu pé direito. Remate forte, indefensável caso não tivesse sobrevoado a barra da baliza australiana. As escassas probabilidades de passagem aos oitavos-de-final não deitavam abaixo os australianos, que forçavam ao máximo mas esbarravam na superior defesa sérvia. Prosseguia a luta a meio-campo, mas a técnica balcânica continuava a sobrepor-se à superação mental dos socceroos. Num ressalto Culina ameaçava de longe e pouco depois, de bola parada, Stojkovic era finalmente chamado a intervir para parar o remate colocado de Bresciani.

Quando o golo da Alemanha foi anunciado, já a Austrália se mostrava dominante e mais perigosa, aparecendo amiúde na área sérvia. Mas foi novamente de fora da área que forçou Stojkovic a aplicar-se. Pouco depois, Antic trocava os pontas de lança e Kuzmanovic quase marcava de cabeça, aproveitando o facto dos centrais ainda se estarem a adaptar à nova realidade. Na resposta, Tim Cahill, o herói de 2006, batia Vidic pelo ar e adiantava a Austrália. Justo pelo que se ia vendo na 2ª parte.

A Sérvia esboçou reacção que esbarrou na segurança de Schwarzer. E de imediato chegou o golaço de Holman. E mais um avançado entrou quando o defesa direito australiano foi forçado a abandonar por lesão. A Sérvia atacava já com muito coração e pouco discernimento, mas o regresso do Schwarzer trapalhão do início deste Mundial permitiu a Pantelic reduzir. Um minuto depois a Sérvia tentou repetir a dose: novo remate de Tosic, Pantelic novamente a correr na direcção do guarda-redes que desta feita não vacilou. Segundos depois golo anulado a Pantelic. Fora de jogo milimétrico mas bem tirado. Kenedy, isolado na área, ainda falharia o terceiro e sobraria tempo para um lance polémico na área australiana que levou os sérvios, a um escasso golo do apuramento, ao desespero. A Sérvia terminava o jogo com meia equipa dentro da área adversária, mas até foi em contra-ataque que teve a derradeira oportunidade.

 

HOMEM DO JOGO: 5 Jason CULINA

 

publicado por N.T. às 22:05
Sábado, 19 DE Junho 2010

Jogo muito agradável de seguir nesta tarde de sábado. A Austrália entrou melhor e aos 11' chegou à vantagem com um golo de Brett Holman após mais uma defesa incompleta neste Mundial. A primeira metade desta etapa inicial foi toda dos amarelos que surpreenderam depois da má imagem deixada na estreia. Só que aos 25' o jogo ficou virado do avesso. Numa jogada de insistência na área que acabou com um remate de Mensah que só não deu golo porque Kewell defendeu com o braço em cima da linha do golo. Expulsão (mais uma) para a Austrália e penalti (mais um) para o Gana. Gyan aproveitou e repetiu o golo da mesma maneira que já tinha feito contra a Sérvia.

Pareceu que a partir daqui só ia dar Gana. E deu. Mas sem alterações no marcador até ao intervalo.

Na 2ª parte esperava-se que o dominio africano se traduzisse numa vitória folgada e viu-se um futebol atacante bonito do Gana. Mas a verdade é que os ganeses não fazem golos sem ser de penalti! O veterano guardião Schwarzer foi segurando o empate em grande estilo e os australianos começaram a acreditar que mesmo com um homem a menos podiam chegar à vitória tornando o jogo bem aberto com oportunidades nas duas balizas. Os últimos 15 minutos de jogo foram bem animados sendo de elogiar o coração dos "cangurus".

O empate não se desfez e assim o Gana é a primeira equipa africana a comandar um grupo deixando as contas deste grupo bem baralhadas para a última jornada onde os favoritos  alemães vão ter de suar para conseguir o apuramento.

 

Melhor em Campo: 1 Mark SCHWARZER

 

publicado por J.G. às 17:36
Sexta-feira, 18 DE Junho 2010

A Alemanha entrou em campo tranquila com a vitória do primeiro jogo. A Sérvia entrou determinada a recuperar os pontos perdidos da estreia e surpreendeu jogando no campo todo, defendendo muito alto, tirando espaços de passe a Ozil e contou com Krasic inspirado. E, por fim, um árbitro entrou em campo com vontade de estragar o jogo e aplicando uma nova regra que passa por mostrar amarelos a cada falta marcada. Assim, aos 37' a Sérvia tinha os dois laterais amarelados, e Alemanha tinha quatro jogadores com cartão amarelo! Nesse minuto Klose faz a sua segunda falta normal a meio do campo e recebe o 2º amarelo deixando a Alemanha com 10 em campo. No minuto seguinte a Sérvia aproveita o desnorte germânico e Krasnic vai à linha centrar para Zigic ganhar de cabeça na área e deixando a bola redonda para Jovanovic atirar fácil para golo.

E assim foi a Sérvia para o intervalo em vantagem.

Low optou por não mexer na equipa para a 2ª parte e a Sérvia entrou sem querer correr riscos. Assim foi sem surpresa que a Alemanha tomou conta do jogo e por volta da 1 hora de jogo Podolski deu um festival de como falhar golos. Além de dois remates que não foram à baliza falhou um penalti por mais uma mão sérvia (hoje foi Vidic) na grande área. Stojkovic defendeu o remate de Podolski!

A Sérvia só saía pela certa mas aos 66' Jovanovic arranca um excelente remate e só nã bisou porque poste direito de Neuer negou o 0-2.

Aos 71' Low , finalmente, mexe na equipa e tira Ozil e Muller apostando em Marin e Cacau repondo um avançado central na área. Isto enquanto o árbitro espanhol continuou a dar um festival de apito e cartões. A resposta da sérvia às substituições veio de imediato com uma cabeçada de Zigic à trave de Neuer após cruzamento de Krasic. Isto enquanto Antic optava , e bem, por ir refresecando o seu meio campo com Kacar e Petrovic. Como as alterações alemãs não resultaram em nada de positivo aos 77' Low arrisca tirar Badstuber e lança o avançado Gomez.

As alterações alemãs não deram resultados práticos no seu futebol ofensivo e a Sérvia continuava perto de fazer o 2º quando a 10' do fim Kacar finaliza para fora uma bela jogada atacante.

Os último dez minutos de jogo foram tranquilos para a Sérvia que controlou bem as tentativas da Alemanha em chegar ao empate mas a juntar à expulsão de Klose os alemães hoje também não contaram com o Podolski de Selecção que estão habituados.

Assim o Grupo D fica com as contas todas em aberto de uma maneira surpreendente!

 

 

Melhor em Campo: 17 Milos KRASIC

publicado por J.G. às 14:20
21 12:30 Nelson Mandela Bay/Port Elizabeth Alemanha Alemanha
Sérvia Sérvia
22 15:00 Johanesburgo - JEP Eslovênia Eslovênia Prévia EUA EUA
23 19:30 Cidade do Cabo Inglaterra Inglaterra Prévia Argélia Argélia
publicado por J.G. às 11:28
Quarta-feira, 16 DE Junho 2010

Terminada hoje a primeira jornada, e quase sem podermos respirar a segunda já está em progresso, fazemos aqui um rápido balanço do que aconteceu em cada um dos grupos.

Grupo A

O Mundial abriu com a equipa da casa a empatar diante do México. Esteve próximo de acontecer uma vitória para a Selecção anfitriã, mas Rafael Marquez estragou a festa dos africanos perto do final do desafio. Mas no outro jogo do grupo as coisas não correram de forma diferente, Uruguai e França presentearam-nos com um dos mais aborrecidos jogos (e nulos) do Mundial. Um ponto para todas as equipas, aspirações intactas para qualquer uma das selecções, tudo por decidir nos próximos desafios.

África do Sul 1-1 México

França 0-0 Uruguai

Grupo B

Este grupo marcava a estreia de um dos candidatos à vitória final, a Argentina M&M (Messi e Maradona). À partida ninguém se atreveria a não colocar a selecção Argentina como a forte candidata à vitóra no grupo. Começou o jogo diante da Nigéria com uma vitória apenas por 1-0, com uma exibição sólida mas perdulária. No outro desafio, Coreia do Sul ultrapassou com alguma facilidade e provavelmente acima do que era esperado a Grécia com uma vitória por 2-0. Vai ser interessante olhar para o encontro entre coreanos e argentinos, e perceber como decorrerão as respectivas reacções de Nigéria e Grécia.

Argentina 1-0 Nigéria

Coreia do Sul 2-0 Grécia

Grupo C

A primeira jornada deste grupo era esperada por esse confronto entre ingleses e americanos. Deu em empate, saboreado como se de uma vitória tratasse pelos rapazes da terra do "Tio Sam", bastou ver os jornais do dia seguinte nos Estados Unidos. A Inglaterra apontada este ano como uma candidata ao título, o que já não acontecia desde 1966, falhou claramente esse objectivo. Marcou cedo e cedo se apagou. Dessa noite fica o aviso que os Estados Unidos estão no mundial para discutir a passagem. No outro desafio Argélia e Eslovénia estavam a passar um pouco ao lado desta "guerra falada em inglês", deixadas para segundo plano. O encontro foi quezilento, e o golo marcado por Koren que deu os 3 pontos à Eslovénia serviu apenas para esquecermos por uns momentos o "frango" do dia anterior de Green.

Inglaterra 1-1 Estados Unidos

Argélia 0-1 Eslovénia

Grupo D

Havia enorme expectativa para ver a Alemanha, outro candidato ao título mundial, entrar em acção. O melhor desafio até ao momento, a melhor exibição de uma selecção que tem atributos e possibilidades de realmente fazer uma boa campanha. Ao contrário dos ingleses não começou bem o jogo, mas foram apenas meia dúzia de minutos até que se construísse a primeira goleada do mundial. Despacharam os "socceroos" com 4 sem resposta. A Alemanha que nunca esteve mais de 20 anos sem ganhar um mundial e que o último foi ganho em 1990. Gana e Sérvia, favoritos à luta pela segunda posição tinham um importante encontro pela frente em que os Africanos foram superiores e venceram pela margem mínima. Vai ser muito interessante ver como se irão comportar diante da Alemanha e isso poderá ser fundamental para a passagem à fase seguinte.

Alemanha 4-0 Austrália

Sérvia 0-1 Gana

Grupo E

Uma Holanda com algumas carências foi o que se viu na estreia diante a Dinamarca. Há quem veja a selecção laranja como uma das candidatas mais silenciosas ao título, há quem veja claramente uma selecção com capacidade para discutir até ao último minuto do jogo do dia 11 de Julho no Soccer City, curiosamente local onde começou a sua participação neste mundial. Para já o teste foi positivo, mas há ainda 2 jogos pela frente para mostrar as suas reais capacidades. A Dinamarca ainda não acordou. No outro jogo do grupo, mais uma demonstração que os Asiáticos estão com força pelo menos nesta 1ª jornada. Vitória sobre os Camarões com uma organização defensiva eficaz a deixar um aviso sério que não será fácil marcar golos à equipa da "terra do sol nascente". Dos Camarões o pouco que se viu foi em apenas 45 minutos, não está ainda nada perdido mas há muito trabalho pela frente, o próximo jogo contra a Dinamarca é vital para as aspirações da equipa africana.

Japão 1-0 Camarões

Holanda 2-0 Dinamarca

Grupo F

A campeã mundial, Itália, entrou em acção contra o Paraguai e o resultado foi uma meia surpresa. Arrancou um empate, já na segunda parte, praticando um futebol aborrecido. O Paraguai no seu rigor defensivo adiantou-se no marcador ainda na primeira parte e fez descer à terra a toda poderosa selecção do "catenaccio". Num grupo que se espera a qualificação destas duas selecções que se defrontaram na primeira jornada, deu também para ver uma Nova Zelândia "roubar" 2 pontos à Eslováquia. A equipa da Oceânia logrou marcar o seu primeiro golo em mundiais já em descontos. A Eslováquia que teve a vitória mesmo ali ao virar da esquina, encontrará as reais dificuldades de um mundial quando defrontar Paraguai e Itália. Tudo empatado neste grupo, mas fica a sensação que não deverá haver surpresa nos qualificados, Itália e Paraguai.

Itália 1-1 Paraguai

Nova Zelândia 1-1 Eslováquia

Grupo G

É o grupo da nossa Selecção com uma estreia apática e desmoralizadora. Ainda só passaram 90 minutos neste mundial para a Selecção Nacional, e já pensamos na calculadora para as contas da qualificação. O nulo diante da Costa do Marfim é certo que deixa tudo em aberto, mas apenas para o segundo lugar com um aditivo, a Coreia do Norte. A selecção asiática mostrou que poderá ter uma palavra a dizer nesta qualificação, e sinceramente não sei até pode chegar. O Brasil deixa uma mensagem com alguma nitidez que o primeiro lugar não lhe deverá escapar.

Portugal 0-0 Costa do Marfim

Brasil 2-1 Coreia do Norte

Grupo H

A campeã europeia, a selecção que "anda" há mais de 1 mês à procura do finalista que a irá defrontar em Joanesburgo perdeu. É a primeira grande surpresa do Mundial, derrotada diante da Suiça. Alias, em tom de brincadeira, Vicente Del Bosque se precisar poderá usar a máquina de calcular que Queirós usará dentro em breve. Mas também não devemos esquecer, isto dos mundiais é de 4 em 4 anos, que a Selecção Helvética há 5 jogos em mundiais que não sofre golos, há precisamente 484 minutos, e isso poderá querer dizer qualquer coisa. Foi o fecho da primeira jornada de forma surpreendente, onde momentos antes o Chile derrotava facilmente as Honduras. A Selecção Chilena vê agora a qualficação, que há uns dias atrás poderia ser uma miragem tornar-se numa imagem mais nítida.

Chile 1-0 Honduras

Espanha 0-1 Suiça

publicado por Pedro Varela às 22:50
Domingo, 13 DE Junho 2010

Entrada em grande dos sempre candidatos alemães para não deixar dúvidas a ninguém que eles vão lutar pelo título. Havia alguma curiosidade para ver até onde podiam os australianos com a sua experiente equipa complicar a vida a uma Alemanha renovada e cheia de sangue fresco como se percebe pela inclusão de seis recentes campeões europeus sub21 nos 23 escolhidos. Destaque para Neuer na baliza, e Ozil que assinou exibição de enorme nível.

A diferença de média de idades entre os dois "onzes" é a maior de todos os Mundiais, com os alemães com 6 anos e 42 dias mais novos que os australianos, aliás esta é a equipa alemã com média de idade mais nova em 76 anos!

O jogo até começou bem para os australianos mas cedo se percebeu que Verbeek abordou muito mal o jogo deixando a Australia a jogar num 4-5-1 em que o avançado Cahill esteve sempre só e abandonado mostrando que o ataque dos cangurus era inexistente. No outro lado apareceu uma Alemanha muito bem organizada, muito motivada e apresentar um belo futebol longe de acusar a ausência do mestre Ballack e de outros lesionados que dizimaram a preparaçao para o Mundial.

Foi com naturalidade que Podolski abriu o marcador e que Klose fez o 2-0 de cabeça. Klose marcou no terceiro Mundial que joga e já leva 11 golos em Mundiais.

A experiência de Klose encontra equilibrio na juventude de Muller que também se estreou da melhor maneira com um golo e um passe para golo confirmando ser uma das maiores promessas do futebol europeu. Entretanto já a Austrália estava rendida com a expulsão do solitário Cahill após uma entrada por trás. Esta foi a 4ª expulsão em 8 jogos de Mundial, um record em campeonatos do mundo!

Com o jogo a correr tão bem deu para a Alemanha controlar o jogo e fazer rodar jogadores como Cacau que não precisou mais de 2 minutos em campo para marcar golo.

Alemanha entra em grande estilo assinando a primeira goleada da competição e deixa a promessa de mais uma carreira histórica.

 

Melhor em Campo: 10 Lukas PODOLSKI

 

 

 

publicado por J.G. às 21:47

Num grupo dominado pelo favoritismo incontestável da Alemanha, existe a natural expectativa de saber qual das restantes selecções reúne melhores argumentos para perseguir o sonho dos oitavos-de-final. Apesar de uma ligeira supremacia (teórica) favorável à Sérvia, a selecção do Gana conta com óptimos executantes e a Austrália também acalenta o desejo de seguir em frente. Por tudo isto, esta partida entre europeus e africanos poderia deixar algumas indicações quanto ao desfecho do grupo D, onde três outsiders lutam contra a poderosa força germânica.

À partida, na bolsa de apostas, a Sérvia partia com ligeira vantagem. Liderada desde o banco pelo experiente Radomir Antic, treinador sérvio com percurso notável em Espanha, onde foi campeão pelo Atlético de Madrid há quinze anos, esta equipa, fiel representante de um tipo de futebol requintado tecnicamente, à imagem da antiga Jugoslávia, conta com jogadores brilhantes do meio-campo para a frente. À dupla de avançados, Pantelik e o 'gigante' Zigic, junta-se o perigoso Krasic e capitão Stankovic, polivalente centrocampista do Inter de Milão. Na defesa, igual presença de atletas consagrados: Ivanovic (Chelsea), Vidic (Man Utd), Lukovic (Udinese) e Kolarov (Lazio), lateral esquerdo muito pretendido pelo Real de Madrid de José Mourinho. Tudo apontava para que, com maior ou menor dificuldade, a Sérvia levasse de vencida a selecção conhecida como os 'Estrelas Negras'.

Porém, do lado africano, mesmo sem a presença da sua maior estrela, o médio Essien do Chelsea, nota-se a evolução táctica desta equipa, pontuada pela qualidade individual dos seus intérpretes. Curiosamente, também um sérvio no banco a liderar os destinos desta selecção. Seu nome? Milovan Ravejac. Por esta hora, persona non grata no seu país de origem. Se na 1.ª parte o equilíbrio foi a nota dominante, na 2.ª parte o ritmo africano, acompanhado pelas ruidosas vuvuzelas, marcou a música que se ouvia no relvado. O Gana surgiu muito forte no início do segundo tempo, com maior posse de bola, atrevimento ofensivo, mas sem descurar o sector mais recuado. Depois, vieram dois minutos fatídicos: o 74 e o 84. A história do jogo mudou por completo.

Em mais uma iniciativa dos 'Estrelas Negras', o central sérvio Lukovic agarra um adversário, acabando por receber o 2.º cartão amarelo e consequente ordem de expulsão. A Sérvia fica a jogar com 10 jogadores e Radomir Antic não hesita: tira o médio esquerdo Jovanovic, muito apagado, entrando o central Subotic para que a defesa fique reposta com o habitual quarteto. De pouco adiantou. Passados dez minutos, nova contrariedade: num lance que partiu do lado esquerdo do ataque do Gana, o recém-entrado Kuzmanovic mete a mão à bola na grande área e o árbitro assinala a marcação de grande penalidade. O avançado do Rennes, Asamoah Gyan é chamado a converter e, diante de Stojkovic, bem conhecidos dos portugueses, marcou o golo que decidiu o resultado. Por fim, ao 3.º dia, uma equipa africana vence uma partida, depois de África do Sul (empate 1-1 com México), Nigéria (derrota 0-1 com Argentina) e Argélia (derrota 0-1 com Eslovénia), não terem conseguido a mesma sorte.

Em conclusão, a Sérvia terá de melhorar muito se pretender continuar a ter esperanças na passagem à fase seguinte. A equipa esteve demasiado presa no seu 4x4x2 clássico e falta, claramente, maior criatividade e mobilidade na criação de mais, e melhores, oportunidades de golo. Quanto à equipa africana, revelou-se uma agradável surpresa e deve ser uma selecção a ter debaixo de olho. Relembro que no ano passado, o Gana conquistou o campeonato do mundo de sub-20, vencendo o sempre favorito Brasil na final. Aliás, neste lote de 23 jogadores, alguns são provenientes dessa equipa campeã, donde se destaca o capitão desse torneio, o jovem de 19 anos Andre Ayew. Quem sabe não estará aqui uma das revelações deste certame?

Homem do jogo: Asamoah GYAN

 

publicado por stadium às 16:55
Sexta-feira, 04 DE Junho 2010

Alemanha


Em todos os mundiais são sempre apontados como fortes mas nunca como principais favoritos. Porque não jogam um futebol bonito optando pela força física, pela frieza, e pelo rigor da disciplina os alemães são como que a ovelha negra entre as históricas candidatas à vitória final. Um dia Gary Lineker terá caricaturado da melhor forma o que é a selecção alemã nos jogos decisivos com a frase do 11 para 11 e no fim ganha a Alemanha. Ter 7 presenças em finais dá um peso histórico que Joachim Löw quer aproveitar dando continuação ao excelente trabalho que tem desde 2006 onde segurou um 3º lugar, conseguindo depois jogar a final do Euro 08 com a Espanha e agora na fase de qualificação apurou a Alemanha nas calmas com 8 vitórias, dois empates e nenhuma derrota!

A preparação para o Mundial tem sido um horror para os germânicos que têm sido dizimados por lesões: Heiko Westermann, Christian Traesch, o guardião Rene Adler, Simon Rolfes e Ballack, estão todos de fora da competição.

Apesar das ausências o novo campitão Lahm já veio dizer que o objectivo é chegar, no minímo às meias finais. E não há que duvidar da capacidade da mannschaft que conta com forte experiência na defesa com Mertesacker no centro e boas alternativas às ausências de vulto que devem passar pelo reposicionamento de Schweinsteiger mais para o meio e a aposta em Trochowski, Toni Kroos ou Mesut Özil. Depois na frente a Alemanha não tem problemas de finalização tal é a oferta: Cacau , Mario Gomez , Stefan Kiessling , Miroslav Klose , Lukas Podolski e  Thomas Müller que tem tudo para ser uma das grandes revelações do torneio.

Contem com eles até ao fim.

Jogador-chave: Bastian Schweinsteiger - Normalmente este espaço seria ocupado por Ballack mas uma polémica lesão priva a Alemanha do seu habitual capitão. Sendo assim os olhares centram-se em Schweinsteiger que aos 25 anos já tem mais de 70 internalizações e está apto para ser o farol da Alemanha usando o seu potente pontapé de longe, a sua técnica colada às linhas ou no meio a organizar jogo, tudo suportado numa forma física forte à boa maneira alemã.

 

Austrália


Em 2006 os australianos impressionaram com a sua inesperada passagem aos 1/8 de final deixando para trás a Croácia.  Depois encontraram a Itália e o mundo viu uma Austrália que resistiu com bravura até aos 95' altura em que o espanhol Cantalejo oferece um penalti que Totti não desperdiçou abrindo assim caminho à vitória italiana na competição.

Na altura era Guus Hiddink o treinador principal e a escola holandesa tem continuação no actual técnico, Pim Verbeek que aproveitou o convite para apurar pela 3ª vez a equipa do país dos cangurus.

O ponto forte da Austrália é o facto de ser composta na sua maioria por jogadores que muito evoluiram na europa nomeadamente no campeonato inglês. Conseguimos identificar com facilidade nomes familiares com Mark Schwarzer da baliza do Fulham, que aos 37 anos jogou a final da Liga Europa, Lucas Neill, agora no Galatasaray, Jason Cullina, de regresso ao seu país, Bresciano do Palermo, Harry Kewell também do Galatasaray e Tim Cahill estrela do Everton.

Não é impossível repetirem a presença nos 1/8 de final.

Jogador-chave: Tim Cahill - O médio que tem feito uma bela carreira em Inglaterra desde os 18 anos quando foi jogar para o mítico Millwall fez uma boa temporada no Everton e é figura de proa da sua selecção que já representou por 37 vezes apontando 19 golos, foi o melhor marcador da fase qualificação. O sucesso da Austrália em África passa pelos pés, pela inspiração das jogadas e passes construídos por Cahill.

 

Sérvia


A Sérvia é estreante em Mundiais isto porque em 2006 ainda foi um seleccionado da Sérvia e Montenegro que esteve presente. Antes era a Jugoslávia, sempre de futebol atraente, com a evolução do cenário político hoje temos a Sérvia à procura da sua identidade sendo a maior prova disso a inclusão de Dejan Stankovic, o craque do Inter, que vai participar pela 3ª vez no Mundial sempre com federações diferentes: 98 pela Jugoslávia, 2006 pela Sérvia e Montenegro e agora pela Sérvia. Quem os lidera é Radomir Antic que aos 60 anos recuperou a alegria de treinar e mostrou bem a sua força ao vencer o seu grupo de qualificação à frente de França, Áustria e Roménia!

Para atacarem o Grupo D a Sérvia apresenta fortes argumentos com uma defesa cheia de reconhecidos valores: Ivanovic (Chelsea), Nemanja Vidic (Manchester United),Aleksandar Lukovic (Udinese) e Aleksandar Kolarov (Lázio) o tal que Mourinho quer levar para Madrid. Todos devem fazer esquecer o "amigo" de Scolari Dragutinovic que é baixa de última hora.

Depois há o talento, a técnica e a irreverência da escola jugoslava herdada por Milos Krasic (CSKA), Jovanovic (Standard Liege), Kacar (Hertha) ou Petrovic (Partizan) que formam um meio campo que faz sonhar a nação sérvia. E na frente há esperança na finalização de Nikola Zigic (Valência), e do veterano Marko Pantelic (Ajax).

Para seguir com atenção.

Jogador-chave: Nemanja Vidic - Aos 28 anos é o esteio da defesa sérvia tal como acontece no Manchester United. Já a caminho da meia centena de jogos pela Sérvia, Vidic é uma das âncoras em quem Antic mais confia para dar equilíbrio tanto no jogo defensivo como nas suas habituais subidas à área contrário em lances de bola parada.

 

Gana

É dos países africanos o que mais tem evoluído nos últimos anos como se pode verificar pela excelente presença na Alemanha em 2006, só caíram nos 1/8 de final com o Brasil e já tinham batido americanos e checos, pela recente ida à final do CAN e por nova presença num Mundial. A maior curiosidade está reservada logo para o jogo de estreia em que defrontam a Sérvia país natural do seu treinador, Milovan Rajevac que mantém a tendência dos ganeses apostarem em técnicos daquela nacionalidade como tinha acontecido com Dujkovic em 2006.

Mas o futebol do Gana fazia muito mais sentido se Michael Essien estivesse em campo, só que a estrela do Chelsea não tem jogado desde Janeiro altura em que se lesionou no 1º jogo do CAN e acabou mesmo por não ser convocado.

Sem Essien as atenções viram-se para Muntari, Matthew Amoah e Asamoah Gyan e espera-se que soltem o perfume do seu futebol atacante salvaguardado por uma estrutura defensiva sempre muito forte que não sofre golos com facilidade.

A jogarem no seu continente e mesmo sem Essien o Gana poderá ser equipa a levar em conta no Grupo D.

Jogador-Chave: Sulley Ali Muntari - Sem Essien a escolha vai para o ala do Inter que já conta com meia centena de jogos pelo Gana, 16 golos, e aos 25 anos é uma das referências da equipa. Conta com a experiência de ter jogado o Mundial de 2006 e vai tentar não levar dois cartões amarelos em dois jogos como aconteceu na altura em que o privou de disputar o último jogo do grupo. Muntari será a chave para uma boa campanha ganesa.

 

Opinião

Num grupo onde há Alemanha a dúvida resume-se a saber quem será a segunda equipa a ser apurada para a próxima fase e não é fácil prever quem conseguirá fazer história. Uma vez que a Sérvia ainda procura a sua própria identidade e o Gana não conta com Essien talvez seja a Austrália que melhor pode aproveitar para repetir uma presença nos 1/8 de final.

publicado por J.G. às 01:17
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28/06/2018 - Olá boa tarde . Pois gostaria de lhe ...
o craque do jogo foi o cavani
Olá pessoal! Estou aqui para trazer a vocês a gran...
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Agora que o Mundial de futebol terminou, importa r...
Não sendo propriamente um criativo de futebol, que...
Sr. Gonçalo Sousa, você não foi para aqui chamado....
Se vais pelo número de jogos não podes por o Coent...
Isto é incrível.Qualquer merda hoje em dia tem um ...
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