Sexta-feira, 25 DE Junho 2010

Agora que terminou a primeira fase do Mundial, vamos lá ver como estamos em relação aos prognósticos que fizemos, os vários editores, quando ainda a Jabulani não rolava por África:

Grupo A por Pedro Varela (1)

França e México - previsão

Uruguai e México - certeza

Grupo B por Spinafro (1)

Argentina e Grécia - previsão

Argentina e Coreia do Sul - certeza

Grupo C por João Gonçalves (2)

Inglaterra e EUA - previsão

Inglaterra e EUA - certeza

Grupo D por João Gonçalves (1)

Alemanha e Austrália - previsão

Alemanha e Gana - certeza

Grupo E por Spinafro (1)

Holanda e Dinamarca - previsão

Holanda e Japão - certeza

Grupo F por Nuno Tadeu (1)

Itália e Paraguai - previsão

Paraguai  e Eslováquia

Grupo G por Pedro Varela (2)

Portugal e Brasil - previsão

Portugal e Brasil - certeza

Grupo H por Nuno Tadeu (1)

Espanha e Suiça - previsão

Espanha e Chile - certeza

publicado por Pedro Varela às 23:18
Quinta-feira, 24 DE Junho 2010

O Japão prometeu contra os Camarões mas desiludiu contra a Holanda. Assim era de esperar que a Dinamarca conseguisse impôr o seu futebol europeu garantindo o apuramento dando continuidade à reviravolta que conseguiu contra Camarões.

Mas este jogo mostrou-nos uma realidade diferente e agora percebe-se que o apuramento da Coreia do Sul não terá sido acto isolado. Os asiáticos apresentaram excelentes argumentos para selar a sua passagem aos 1/8 de final. Quem esperava uma Dinamarca dominadora em buscar do golo e o Japão mais na expectativa enganou-se porque os nipónicos jogaram muito bem. Muito seguros a defender e muito bem a atacarem com destaque para a mobilidade do extravagante Honda que está a caminho do Liverpool.

A Dinamarca nem esteve perto de marcar mas o Japão não se fez de rogado. Livre directo para Keisuke Honda aos 17' que mostra que domina tanto a Jabulani quanto Sorensen a despreza. Um golo que servia para soar o alarme dinamarquês que tinha de repetir a remontada do jogo anterior para sobreviver.

Mas em vez de um ataque viking desenfreado tivemos o famoso auto controle nipónico que friamente repetiu a dose. Endo imitou Honda e atirou com muita classe para o seu lado direito fazendo a bola passar pela barreira só parando na baliza. Desta vez Sorensen não fica tão mal no quadro. Em meia hora o Japão concretizou em dois golos o seu futebol superior e a equipa que venceu o nosso grupo de qualificação ficou completamente desnorteada.

Esperava-se reacção vermelha na 2ª parte mas o desacerto dos dinamarqueses na hora de finalizar era assustadora. O melhor exemplo deu Tomasson que precisou de uma recarga para aproveitar um penalti! Este golo já apareceu demasiado tarde para a Dinamarca. E se dúvidas existiam Okazaki resolveu acabar com elas ao apontar o 3-1 depois de um magnifico trabalho de Honda.

Muito agradável esta surpresa japonesa que vamos ver até onde vai. A Dinamarca falha um apuramento em fases de grupo no Mundial pela primeira vez e é uma das decepções da prova.

 

Melho em Campo: Keisuke HONDA

publicado por J.G. às 23:20

 

 

Este era um embate sem história. Os Camarões, já eliminados, limitavam-se a jogar o seu orgulho. Aos holandeses um empate era mais que suficiente para assegurar o primeiro lugar do grupo. Mas se muitos seleccionadores aproveitaram a terceira ronda para descansar titulares e testar outras opções, Bert van Marwijk limitou-se a resguardar o amarelado Van der Wiel, conservando os restantes 10 titulares neste Mundial por forma a aperfeiçoar o entrosamento da equipa. O regresso de Robben, que entrou na ponta final da partida, acabou por constituir o principal foco de interesse.

Os Camarões foram os primeiros a ameaçar, mas é difícil conservar o ânimo nestas circunstâncias e faltou capacidade para dar continuidade a esse momento. A Oranje assumiu as rédeas, mas sem forçar o ritmo as oportunidades não surgiam. O jogo continuou em registo banho-maria até ao quarto-de-hora final, quando Van Persie abriu o marcador após excelente entendimento entre o trio atacante. Mas o jogo continuaria lento e desmotivante para os espectadores. A segunda parte começou de forma oposta. Se foi um holandês, no caso Van Persie, a criar a primeira oportunidade de perigo, reagiram bem os Camarões, finalmente a equilibrar a contenda. O árbitro acabou por dar uma mãozinha para que Eto'o igualasse da marca dos 11 metros e os Camarões acreditassem na possibilidade da vitória. Não durou muito.

A entrada de Robben agitou o jogo, como agitará de futuro o futebol holandês. Garantida a organização e equilíbrio da Oranje, será o extremo a levar o futebol holandês para outra dimensão. E foi de uma iniciativa sua que nasceu o golo da vitória, uma bomba ao poste que foi caprichosamente ter com Huntelaar. Aí bastou tocar para a baliza deserta.

A Holanda defrontará agora a Eslováquia, garantia que mais uma equipa europeia seguirá para casa nestes oitavos-de-final. Os Camarões são mais uma, talvez a principal, desilusão africana.

 

HOMEM DO JOGO: 6 Mark VAN BOMMEL

 

publicado por N.T. às 22:15
Sábado, 19 DE Junho 2010

Derrotados na primeira jornada, Camarões e Dinamarca sabendo de antemão do resultado do Holanda 1-0 Japão, só podiam pensar na vitória para não começarem a fazer as malas mais cedo. Assim talvez se explique as constantes falhas defensivas durante quase todo o jogo, ou então, deliberadamente os treinadores decidiram apostar tudo na velha máxima "marcar mais que sofrer" garante os 3 pontos.

O jogo começou muito mal para a Dinamarca, principalmente porque foi num erro defensivo, uma troca de bola entre os mais atrasados elementos na sua defensiva, que nasceu o primeiro golo dos Camarões. Eto'o recebeu no centro da área a bola e com toda a calma do mundo inaugurou o marcador. Não foram precisos mais que 2 minutos para Emana, a par do goleador Eto'o os melhores em campo dos Camarões, para que mais um remate assustasse o guardião Sorensen. A Dinamarca até praticamente meio da primeira parte estava irreconhecível, não se via o futebol que os levou ao primeiro lugar do grupo na qualificação para o mundial, onde se encontrava Portugal. A recuperação dinamarquesa tardava a aparecer, mas tudo começou por alterar-se com o jogo dos nórdicos a passar muito pelo flanco direito, os Camarões a não reagirem, e num dos lances Rommedahl, melhor em campo, assiste Bendtner para o golo do empate aos 33 minutos.

Os últimos 10 minutos da primeira parte foram verdadeiramente vibrantes, com situações de perigo que poderiam ter accionado o marcador. Tomasson aos 41 minutos a falhar isolado em frente a Souleymanou, e na resposta Eto'o após novo erro defensivo da Dinamarca, a atirar a jabulani ao poste. O intervalo chegou com o resultado empatado, justiça no marcador.

A segunda parte não teve um início fulgurante como o final da primeira, mas aos 61 minutos, Bendtner, após assistência de Rommedahl, marcou um golo quase perfeito e selou a remontada no marcador, a segunda este mundial (a primeira foi a da Grécia diante da Nigéria). A Dinamarca estava lançada para discutir a passagem à fase seguinte com Holanda e Japão, Paul Le Guen via a sua selecção em caminhos muito sinuosos. Minutos depois Rommedahl volta a falhar novo golo, que teria sido o do descanso. A partir desse momento, a Dinamarca cedeu o jogo aos Camarões que foram em busca do golo do empate, do balão de oxigénio que lhes permitiria continuar a respirar na África do Sul. Emana aos 77 minutos esteve perto do empate, Idrissou aos 84 também tentou, mas estava escrito que a Dinamarca já não perdia este jogo.

Vitória justa da Dinamarca que alimenta o sonho da qualificação para os oitavos de final, os Camarões que são a única equipa que ainda não pontuou este mundial estão prontos a regressar a casa. Holanda carimba passaporte para os oitavos e é a primeira selecção a garanti-lo!

publicado por Pedro Varela às 21:56

 

 

Vida difícil para a Holanda no embate entre líderes do grupo. Bem posicionado e organizado defensivamente, o Japão cedeu a bola e fechou  bem os espaços, limitando toda a organização laranja. As estatísticas dizem-nos que a formação nipónica teve pouco mais de um terço da bola, mas até ganhou mais um canto que o adversário e tentou o remate por mais vezes. Sneijder exemplificou as dificuldades por que passou a Holanda,  incapaz de pegar no jogo e com uma percentagem de passe inferior ao habitual. Frente à Dinamarca até errou mais um passe que hoje, mas também o tentara em mais 29 ocasiões.

O jogo acabou por valer pelos minutos iniciais e finais do segundo tempo. As ordens de Bert van Marwijk ao intervalo terão surtido efeito, já que a Orange regressou mais acutilante, com a linha defensiva mais subida e uma mobilidade ofensiva até então inexistente. Van Persie ameaçou duas vezes e Sneijder abriu o marcador. Um remate forte, à sua imagem, mas com grandes responsabilidade para o guarda-redes nipónico.

A Holanda abrandou então o ritmo, com Van Bommel a assumir o comando, e o Japão foi respondendo preferencialmente pelo seu lado esquerdo, procurando o golo, sempre por Okubo, através da meia-distância. O jogo prosseguiu morno e ganhou vida inesperada na ponta final. O perdulário Afellay teve duas oportunidades soberanas mas permitiu que Kawashima se redimisse. E ao cair do pano, Ojasaki quase empatava a partida.

Praticamente apurada, a Holanda tarda em demonstrar futebol consentâneo com a sua tradição. Talvez a fase do mata-mata nos traga o futebol de ataque que apaixona tanta gente, mas neste momento é difícil acreditar na potencialidade desta selecção. A ausência de Robben explicará tudo?

 

HOMEM DO JOGO: 6 Mark VAN BOMMEL

 

 

 

publicado por N.T. às 14:55
Quarta-feira, 16 DE Junho 2010

Terminada hoje a primeira jornada, e quase sem podermos respirar a segunda já está em progresso, fazemos aqui um rápido balanço do que aconteceu em cada um dos grupos.

Grupo A

O Mundial abriu com a equipa da casa a empatar diante do México. Esteve próximo de acontecer uma vitória para a Selecção anfitriã, mas Rafael Marquez estragou a festa dos africanos perto do final do desafio. Mas no outro jogo do grupo as coisas não correram de forma diferente, Uruguai e França presentearam-nos com um dos mais aborrecidos jogos (e nulos) do Mundial. Um ponto para todas as equipas, aspirações intactas para qualquer uma das selecções, tudo por decidir nos próximos desafios.

África do Sul 1-1 México

França 0-0 Uruguai

Grupo B

Este grupo marcava a estreia de um dos candidatos à vitória final, a Argentina M&M (Messi e Maradona). À partida ninguém se atreveria a não colocar a selecção Argentina como a forte candidata à vitóra no grupo. Começou o jogo diante da Nigéria com uma vitória apenas por 1-0, com uma exibição sólida mas perdulária. No outro desafio, Coreia do Sul ultrapassou com alguma facilidade e provavelmente acima do que era esperado a Grécia com uma vitória por 2-0. Vai ser interessante olhar para o encontro entre coreanos e argentinos, e perceber como decorrerão as respectivas reacções de Nigéria e Grécia.

Argentina 1-0 Nigéria

Coreia do Sul 2-0 Grécia

Grupo C

A primeira jornada deste grupo era esperada por esse confronto entre ingleses e americanos. Deu em empate, saboreado como se de uma vitória tratasse pelos rapazes da terra do "Tio Sam", bastou ver os jornais do dia seguinte nos Estados Unidos. A Inglaterra apontada este ano como uma candidata ao título, o que já não acontecia desde 1966, falhou claramente esse objectivo. Marcou cedo e cedo se apagou. Dessa noite fica o aviso que os Estados Unidos estão no mundial para discutir a passagem. No outro desafio Argélia e Eslovénia estavam a passar um pouco ao lado desta "guerra falada em inglês", deixadas para segundo plano. O encontro foi quezilento, e o golo marcado por Koren que deu os 3 pontos à Eslovénia serviu apenas para esquecermos por uns momentos o "frango" do dia anterior de Green.

Inglaterra 1-1 Estados Unidos

Argélia 0-1 Eslovénia

Grupo D

Havia enorme expectativa para ver a Alemanha, outro candidato ao título mundial, entrar em acção. O melhor desafio até ao momento, a melhor exibição de uma selecção que tem atributos e possibilidades de realmente fazer uma boa campanha. Ao contrário dos ingleses não começou bem o jogo, mas foram apenas meia dúzia de minutos até que se construísse a primeira goleada do mundial. Despacharam os "socceroos" com 4 sem resposta. A Alemanha que nunca esteve mais de 20 anos sem ganhar um mundial e que o último foi ganho em 1990. Gana e Sérvia, favoritos à luta pela segunda posição tinham um importante encontro pela frente em que os Africanos foram superiores e venceram pela margem mínima. Vai ser muito interessante ver como se irão comportar diante da Alemanha e isso poderá ser fundamental para a passagem à fase seguinte.

Alemanha 4-0 Austrália

Sérvia 0-1 Gana

Grupo E

Uma Holanda com algumas carências foi o que se viu na estreia diante a Dinamarca. Há quem veja a selecção laranja como uma das candidatas mais silenciosas ao título, há quem veja claramente uma selecção com capacidade para discutir até ao último minuto do jogo do dia 11 de Julho no Soccer City, curiosamente local onde começou a sua participação neste mundial. Para já o teste foi positivo, mas há ainda 2 jogos pela frente para mostrar as suas reais capacidades. A Dinamarca ainda não acordou. No outro jogo do grupo, mais uma demonstração que os Asiáticos estão com força pelo menos nesta 1ª jornada. Vitória sobre os Camarões com uma organização defensiva eficaz a deixar um aviso sério que não será fácil marcar golos à equipa da "terra do sol nascente". Dos Camarões o pouco que se viu foi em apenas 45 minutos, não está ainda nada perdido mas há muito trabalho pela frente, o próximo jogo contra a Dinamarca é vital para as aspirações da equipa africana.

Japão 1-0 Camarões

Holanda 2-0 Dinamarca

Grupo F

A campeã mundial, Itália, entrou em acção contra o Paraguai e o resultado foi uma meia surpresa. Arrancou um empate, já na segunda parte, praticando um futebol aborrecido. O Paraguai no seu rigor defensivo adiantou-se no marcador ainda na primeira parte e fez descer à terra a toda poderosa selecção do "catenaccio". Num grupo que se espera a qualificação destas duas selecções que se defrontaram na primeira jornada, deu também para ver uma Nova Zelândia "roubar" 2 pontos à Eslováquia. A equipa da Oceânia logrou marcar o seu primeiro golo em mundiais já em descontos. A Eslováquia que teve a vitória mesmo ali ao virar da esquina, encontrará as reais dificuldades de um mundial quando defrontar Paraguai e Itália. Tudo empatado neste grupo, mas fica a sensação que não deverá haver surpresa nos qualificados, Itália e Paraguai.

Itália 1-1 Paraguai

Nova Zelândia 1-1 Eslováquia

Grupo G

É o grupo da nossa Selecção com uma estreia apática e desmoralizadora. Ainda só passaram 90 minutos neste mundial para a Selecção Nacional, e já pensamos na calculadora para as contas da qualificação. O nulo diante da Costa do Marfim é certo que deixa tudo em aberto, mas apenas para o segundo lugar com um aditivo, a Coreia do Norte. A selecção asiática mostrou que poderá ter uma palavra a dizer nesta qualificação, e sinceramente não sei até pode chegar. O Brasil deixa uma mensagem com alguma nitidez que o primeiro lugar não lhe deverá escapar.

Portugal 0-0 Costa do Marfim

Brasil 2-1 Coreia do Norte

Grupo H

A campeã europeia, a selecção que "anda" há mais de 1 mês à procura do finalista que a irá defrontar em Joanesburgo perdeu. É a primeira grande surpresa do Mundial, derrotada diante da Suiça. Alias, em tom de brincadeira, Vicente Del Bosque se precisar poderá usar a máquina de calcular que Queirós usará dentro em breve. Mas também não devemos esquecer, isto dos mundiais é de 4 em 4 anos, que a Selecção Helvética há 5 jogos em mundiais que não sofre golos, há precisamente 484 minutos, e isso poderá querer dizer qualquer coisa. Foi o fecho da primeira jornada de forma surpreendente, onde momentos antes o Chile derrotava facilmente as Honduras. A Selecção Chilena vê agora a qualficação, que há uns dias atrás poderia ser uma miragem tornar-se numa imagem mais nítida.

Chile 1-0 Honduras

Espanha 0-1 Suiça

publicado por Pedro Varela às 22:50
Segunda-feira, 14 DE Junho 2010

Cuidado com os asiáticos que estão com a força toda em África! E ainda falta a Coreia do Norte do nosso grupo...

Hoje em Bloemfontein fez-se história com a primeira vitória (fora do seu território) do Japão num Mundial!

Mas comecemos por falar de Olegário Benquerença que foi o escolhido para arbitrar o jogo e fez questão de deixar a sua marca rebentando com o record de faltas marcadas num jogo: 48! O jogo mais faltoso até aqui tinha tido 33 faltas entre Uruguai e França. Ainda mostrou dois amarelos e tentou mais complicar do que simplificar. À sua imagem, portanto.

O jogo na primeira parte só teve um sentido, Camarões a atacar mal e o Japão a defender bem. Até que aos 39' Matsiu pela direita arranca um cruzamento que Honda aproveita para fazer o único golo do jogo!

Ao intervalo os japoneses não podiam estar mais felizes, defenderam bem, aproveitaram uma das raras oportunidades do jogo e não deram por Eto'o em campo. Nem eles nem ninguém porque o capitão africano esteve muito discreto.

Na 2ª parte Eto'o arranca uma fantástica jogada na direita com mais de 3 defensores japoneses em cima ele vai à linha de fundo fintando tudo o que aparece e dá o golo a Choupo-Moting que atira para fora. A partir daqui começou a ser quase impossível romper a bem organizada defesa do Japão que respondeu sem dificuldade às tentativas dos Camarões jogarem largo e pelo ar.

Aos 86' a sorte mostrou de que lado é que estava ao proteger o guarda redes Kawashima que viu uma bomba de Mbia ser devolvida pela trave. Nem com dribles nem com bombas, os Camarões não mostraram soluções para a muralha do Japão. O treinador dos africanos, Paul Le Guen deve estar bem preocupado com o futuro da sua equipa neste Mundial porque a seguir tem de medir forças com duas equipas europeias.

Da parte de Okada, seleccionador japonês, o momento é de festa e de sonhar. Com esta concentração e disciplina defensiva não vai ser fácil marcar golos aos asiáticos.

Benquerença se não fizer mais nenhum jogo o campeonato agradece.

 

Melhor em Campo: 18 Keisuke HONDA

publicado por J.G. às 17:17

O dia futebolístico começou por colocar em confronto as duas selecções mais cotadas do grupo E, uma conhecida pela solidez defensiva e avidez pelo contra-golpe e a outra recordada pelo ataque continuado, imaginativo e produtivo. Na Dinamarca os receios de que Bendtner não estivesse a 100% não contrastavam com a impossibilidade da Holanda apresentar Robben.

Engalanado, o Soccer City de Joanesburgo viu a selecção das tulipas iniciar o encontro com a habitual sucessão de passes e desmarcações mas sem a profundidade que desejavam nas laterais ou fluidez nas zonas mais centrais uma vez que os dinamarqueses muito raramente quebravam a sua laboriosa e rígida sociedade onde centrais Kjaer e Agger se destacavam. E a primeira parte foi muito isto, construção holandesa sem perigo e onde van der Vaart não se entendia com Sneijder em contraste com corridas desenfreadas dos vikings com o objectivo de servir o perdulário Bendtner que permitiu a saída para intervalo sem golos.

O recomeço da partida foi a abertura do ferrolho, uma bola que parecia de fácil resolução por Simon Poulsen foi afinal projectada para as costas de Agger que definiu a direcção das redes inaugurando ali o marcador para a Oranje. E quem esperava a partir daí um jogo mais aberto por parte dos dinamarqueses, sentiu-se defraudado e nem a entrada de Gronkjaer permitiu retocar o cinzentismo dinamarquês. Pelo contrário, a saída de van der Vaart para entrada de Elia terminou com quase todas as veleidades adversárias e ajudou a definir uma postura mais agressiva e fluída na ala esquerda. Dito isto, não foi por acaso que em mais um raide de Elia a bola do poste sobrasse para Kuyt sentenciar o encontro.

Para a Holanda pareceu a continuação lógica da fase de apuramento, com os golos e a vitória mas sem brilho nem Robben ainda assim o objectivo foi cumprido. A Dinamarca tem dois jogos para se fazer valer e disfarçar as suas limitações.

 

Melhor em Campo: 10 Wesley SNEIJDER

 

publicado por Spinafro às 15:23
9 12:30 Johanesburgo - JSC Holanda Holanda Dinamarca Dinamarca
10 15:00 Mangaung / Bloemfontein Japão Japão Camarões Camarões
11 19:30 Cidade do Cabo Itália Itália Paraguai Paraguai
publicado por J.G. às 09:20
Sexta-feira, 04 DE Junho 2010

Holanda

Os tempos da Laranja Mecânica já lá vão e nem foi sob esse epíteto e postura táctica que os súbditos de Beatriz venceram o único título de selecções do seu pecúlio. Depois de uma tranquila fase de qualificação, os neerlandeses  sob o comando técnico de van Marwijk têm no eterno van Bronckhorst, em van der Vaart e Robben os artífices para uma campanha africana tranquila mas bem suportada pelos africânderes, seus descendentes mas nativos da África do Sul.

 


Jogador-chave: Wesley Sneijder – alcançou este ano a sua melhor época desde que deixou o Ajax e é com essa motivação que receberá a tarefa de liderar a Oranje em direcção à baliza adversária, quer pela sua capacidade técnica quer pela sua faculdade para ler o jogo. 

Dinamarca


Quando no México’86 foram alcunhados de Danish Dynamite, os dinamarqueses tinham mostrado ao mundo um hino ao futebol de ataque, exponenciado pela batuta de Sepp Piontek, nos pés dos ilustres Jesper Olsen, Michael Laudrup e Elkjær Larsen. Dessa equipa também fazia parte o líbero Morten Olsen, hoje seleccionador de um conjunto que foi capaz de se apurar superando a rival Suécia e Portugal. Entre os veteranos Jorgensen e Tomasson ou na juventude de Agger e de Bendtner, arrisca uma participação meritória no certame.

 

Jogador-chave: Jesper Grønkjær – o natural da Gronelândia chega a este Mundial como a face mais experimentada da linha atacante dinamarquesa. Cruzou os melhores campeonatos e o facto de ter voltado a representar um emblema do seu país não revelará  menor capacidade.

Camarões


Os Leões Indomáveis nasceram para os Mundiais no Espanha’82 e desde aí não têm passado despercebidos em cada uma das suas visitas ao evento. Quem não se lembra da campanha Itália’90 com Roger Milla? Vinte anos volvidos, o mesmo Milla fez valer os galões e exortou os comandados de Paul Le Guen a um bom desempenho, uma tarefa que não se afigura fácil mas a determinação dos camaroneses pontuada pela experiência internacional da maioria dos jogadores, poderá fazer deles uma das equipas a seguir este ano.

 

Jogador-chave: Samuel Eto’o – pertence ao léxico de qualquer adepto do jogo pelos seus desempenhos em Espanha e Itália mas ainda não deixou a sua marca na selecção. Espicaçado por Milla, terá na África do Sul o seu palco redentor.

Japão


É mais uma selecção asiática que confiou a liderança técnica a um nacional numa altura em que o futebol nipónico parece ter estagnado, aguerrido mas ainda pouco prático e maduro. Será complicado o papel dos comandados de Takeshi Okada que, apesar de ter sido a primeira equipa a alcançar a qualificação para a África do Sul, lutará para pontuar confiando para isso no bom desempenho de Inamoto e Honda. Ao país do sol nascente restará a honra ou haverá espaço para a glória?

 

Jogador-chave: Shunsuke Nakamura – fez uma temporada para esquecer no Espanhol e o retorno ao Japão natal aconteceu com naturalidade mas Nakamura é o grande destaque dos samurais azuis também por ser o seu melhor marcador.

 

Opinião

Vejo o Japão como excluído de um grupo onde a Holanda, Dinamarca e Camarões farão as delícias dos adeptos com expectáveis bons jogos e promessa de muitos golos. Apostaria numa jornada final com o trio embrulhado mas a Dinamarca e a Holanda passarão à próxima fase.

publicado por Spinafro às 19:54
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