Terça-feira, 29 DE Junho 2010

Foi na cidade de Dallas que Holanda e Brasil se encontraram nos quartos-de-final do Mundial de 1994, um jogo morno durante os primeiros 45 minutos mas que entraria para a galeria dos Mundiais pela extraordinária segunda parte e 22 minutos loucos que registariam 4 golos. O Brasil marcou por 2 vezes em 10 minutos, respondeu a Holanda com 2 golos em 12 minutos. Branco, à beira do fim, assegurava a passagem às meias.

 

 

publicado por N.T. às 00:28
Domingo, 27 DE Junho 2010

Depois do curioso alinhamento nos oitavos-de-final, sabia-se já os quartos-de-final poderiam também proporcionar uma re-edição. Faltava saber se, em caso de apuramento argentino, se re-editaria os quartos-de-final de 2006 ou de 1986. Deu Alemanha.

 

 

publicado por N.T. às 23:22
Sábado, 26 DE Junho 2010

Falar do imperador do futebol é falar de Franz Beckenbauer. O “Kaiser”, como era conhecido, foi uma alcunha ganha pela forma como jogava e fazia jogar na selecção ou no “seu” Bayern Munich. Percurso notável conseguido com muito suor e lágrimas. Pelo meio da caminhada vitoriosa, na história destes grandes nomes do futebol, há sempre um momento que é preciso renascer de uma derrota épica. Franz, venceu 1 campeonato do Mundo, 1 campeonato da Europa e ajudou o Bayern a vencer por 3 vezes a taça dos campeões europeus.

A estreia de Beckenbauer em Mundiais foi em 1966. De boa memória para outro grande jogador nacional, Eusébio, e de certa forma de má memória para os alemães que perderam a final contra a Inglaterra, de forma bem estranha! Mas como o próprio já mais tarde admitiu, com aquela idade ser vice-campeão mundial afinal não é assim tão mau. E já agora, porque mais tarde, melhores recordações apareceram na sua vida, no mundial da sua estreia ainda conseguiu marcar 2 golos numa vitória por 5-0 sobre a Suiça.

Beckenbauer definiu um estilo próprio. A sua forma de jogar como “libero”, que defendia muito bem, uma barreira quase intransponível e que quando tinha a posse de bole era o primeiro atacante da sua equipa, um impulsionador do jogo de ataque, formou uma nova realidade adorada por quase todos os que o viram jogar. Em 1970, de regresso aos Mundiais a sua presença foi tornada épica. A Alemanha nas meias finais jogava contra a Itália e a vitória valia uma lugar na final para defrontar o Brasil. Da época, dizia o jogador que “O torneio de 1970 foi magnífico. Os fãs eram fanáticos e a segurança do estádio não era tão intensa naqueles dias. Você podia fazer quase tudo o que quisesse. Havia apenas um policial armado que se sentava na entrada e vigiava todo o estádio. É claro que isso seria inadmissível actualmente. Naquele tempo, tudo era mais tranquilo. Os jogos no México eram cheios de cores. O país sorria e o futebol era uma dança”.

Desse jogo contra a Itália, um golo bem cedo dos Italianos levou a que a Alemanha tivesse de correr atrás do prejuízo. Não era fácil. As duas selecções praticavam um futebol muito directo, pouco exuberante mas pleno de eficácia. E com o golo madrugador da Itália, tudo seria bem mais complicado para os alemães. Mas estava para acontecer algo, que iria “imortalizar” este jogo. Beckenbauer lesionou-se, deslocando o ombro. Saiu do campo para ser assistido, provavelmente hoje em dia era substituído e não voltava mais. Mas o “Kaiser” não poderia abandonar os seus companheiros naquela “batalha”, regressou ao campo com o braço ao peito e ainda conseguiu que a sua selecção levasse o jogo a prolongamento, um golo a 6 minutos do fim. Nos 30 minutos que se seguiram de tempo extra, já com as duas selecções sem força e descontroladas tacticamente, o jogo resultou num 4-3 para a Itália. A Alemanha não conseguia chegar à final, mas Beckenbauer tinha chegado ao “Olimpo” dos imortais do futebol.

Em 1974, o Mundial jogou-se em casa, leia-se Alemanha. Beckenbauer tinha aos seus ombros, a responsabilidade de conquistar o título perante o seu público, e os germânicos não lhe permitiam outra coisa que não a vitória. O “Kaiser” jogou nesse mundial, numa posição revolucionada por ele, era um verdadeiro libero recuado. Ele organizava a equipa na retaguarda, mas avançava com ela quando era necessário, e simplesmente não sabia quando parar! Não se segurava! Com Beckenbauer, também Gerd Müller, Paul Breitner, Wolfgang Overath, entre outros, resistiram à pressão e levaram a Alemanha ao primeiro título mundial. O “Kaiser” levantava o novíssimo troféu, (em 1970, o Brasil venceu a Taça Jules Rimet, último a ser entregue), depois de uma vitória frente à Holanda por 2-1. Como na sua carreira, onde também teve de chorar e sofrer, nesta final, um novo herói estava na calha, de seu nome Cruyff! Lágrimas na coroação do eterno capitão da Alemanha. Em 1974, Beckenbauer era novo imperador do mundo!

publicado por Pedro Varela às 18:12

A televisão estava nos primórdios das suas transmissões, a guerra fria fazia parte do quotidiano mundial, a cortina de ferro uma realidade. A história do mundial de 1954 com a Hungria no papel principal é uma das mais belas de sempre. Não que tenha vivido esse tempo, apenas posso basear-me em documentários televisivos e escritos, mas que em poucas palavras gostava de partilhar.

Uma selecção húngara, que não perdia desde 1950. Estava com 24 vitórias e 4 empates. Uma impressionante marca de 116 golos marcados, que dava uma média de 4,25 por jogo, soberbo para a altura. Pelo meio e a caminho da Suiça, campeões olímpicos em Helsínquia e a destruição da superioridade britânica. Primeiro com um claro 6-3 em Wembley e depois uma estrondosa vitória em Budapeste por 7-1. Ninguém parava a Hungria. Pormenor invulgar no aquecimento dos jogadores, entravam em campo sempre suados e aproveitavam todos os minutos para exercícios, não era de estranhar que os inícios dos jogos fossem sempre dramáticos para a equipa adversária.

O mundial de 54 na Suíça, começou da melhor forma para os húngaros com um 9-0 sobre a Coreia do Sul, havia quem já atribuísse o titulo à equipa liderada por Puskas. Ninguém acreditava que Brasil, Uruguai (actual detentor do troféu) ou Alemanha, fossem capazes de parar os magiares. No segundo jogo, contra uma Alemanha que decidiu apresentar uma equipa secundária a história quase que se repetiu. A vitória por 8-3, mas que no entanto trouxe uma contrariedade, a lesão de Puskas que quase o afastou em definitivo do torneio. A selecção húngara, entrava quase sempre decidida em resolver as partidas cedo, colocando os adversários em “ko”, para depois suavemente conquistar a vitória no jogo.

Nos quartos de final, primeiro grande teste à capacidade da selecção magiar. Brasil era o adversário. A selecção canarinha ainda mal refeita do desaire no seu país, 4 anos antes, tinha a necessidade de conquistar algo no Mundial da Suiça, ainda aguentou, mas não o suficiente para bater a selecção húngara. O resultado final foi de 4-2 e uma enorme contestação com o árbitro inglês. Conta-se que no final ainda houve um pequeno arraial de pancadaria nos vestuários. Mas não o suficiente para evitar a caminhada dos húngaros rumo à final.

Nas meias finais, deu-se um inevitável choque de estilos. Uruguai, campeão do mundo, defrontava a Hungria na disputa por um lugar na final. Apesar de não contar com Puskas na equipa valeu a cabeça de ouro de Kocsis. No final do jogo e com a vitória da Hungria, uma enorme ovação para o que tinha acontecido no pequeno rectângulo. A Hungria avançava para a final. O fair-play contagiou os jogadores num pós jogo para mais tarde ser recordado. O público agradeceu.

Chegou então a grande final. O adversário era conhecido, a Alemanha. De regresso estava Puskas. Aliás, era difícil imaginar uma final do mundial sem este grande jogador. Como quase sempre, a Hungria entra a vencer por 2-0. Mas desta vez o resultado não se “dilatou”. Talvez apanhados pelas facilidades do primeiro jogo, a equipa Alemã soube reagir e conseguiu empatar a partida. Tudo parecia complicar-se, e já na segunda parte, a 6 minutos do fim, a Alemanha marcava o terceiro e decisivo golo. Puskas ainda teve tempo para marcar um golo que seria anulado. O sonho morria no minuto 84! A Hungria não venceu mas apaixonou o mundo do futebol!

publicado por Pedro Varela às 01:29
Quarta-feira, 23 DE Junho 2010

A confirmar-se o que disse aos jornalistas, Carlos Alberto Parreira retirou-se hoje do futebol internacional, dizendo adeus aos Mundiais onde detém o recorde de presenças no papel de seleccionador, já depois de algumas idas ao Campeonato do Mundo como preparador físico (nessa função estreou-se em 1970).

Foram 6 as edições em que compareceu como treinador principal de 5 diferentes nações, com especial incidência para os países do Médio Oriente, onde passou 13 dos seus 32 anos de carreira e goza de uma reputação proporcionalmente inversa à do seu País. Apesar de duas participações ao serviço do Brasil, a primeira com um título Mundial que pôs termo a um jejum de 24 anos, o técnico de 67 anos continua, de alguma forma, a ser mal visto por privilegiar um conceito futebolístico mais europeu, onde o equilíbrio e a organização se sobrepõem à liberdade individual dos executantes. "Retranqueiro" é a sua alcunha porque há pouca magia nos futebóis de Parreira. Mas também há quem o apelide de "babaca" pelo estilo tolerante que, dizem os críticos, permitiu uma total rebaldaria no Mundial da Alemanha.

Digam o que disserem, este Senhor é Campeão Mundial, depois de torneios em que o futebol de inspiração México'70 não surtiu qualquer efeito. Sempre é melhor bater a Itália nos penaltis do que perder nos 90 minutos e, quando foi preciso, o bom futebol também apareceu para bater adversários que jogavam sob esse mesmo princípio. Não é por acaso que o Brasil - Holanda de 94 figura na galeria dos melhores jogos do Campeonato do Mundo. Posso não concordar que "o golo é apenas um detalhe", mas é indesmentível que "um factor chave para o sucesso é o bom senso". A Carlos Alberto Parreira, presença assídua nesta festa que é o Campeonato do Mundo, o meu agradecimento enquanto adepto de futebol.

 

 

 

 

Currículo em Mundiais:

 

24 Jogos, 10 Vitórias, 5 Empates, 9 Derrotas

 

1982 FIFA World Cup

Czechoslovakia 1 – 1 Kuwait
France 4 – 1 Kuwait
England 1 – 0 Kuwait

1990 FIFA World Cup

Colombia 2 – 0 United Arab Emirates
West Germany 5 – 1 United Arab Emirates
Yugoslavia 4 – 1 United Arab Emirates

1994 FIFA World Cup

Brazil 2 – 0 Russia
Brazil 3 – 0 Cameroon
Brazil 1 – 1 Sweden
Brazil 1 – 0 United States
Brazil 3 – 2 Netherlands
Brazil 1 – 0 Sweden
Brazil 0 (3) – (2) 0 Italy

1998 FIFA World Cup

Denmark 1 – 0 Saudi Arabia
France 4 – 0 Saudi Arabia
South Africa 2 – 2 Saudi Arabia

2006 FIFA World Cup

Brazil 1 – 0 Croatia
Brazil 2 – 0 Australia
Brazil 4 – 1 Japan
Brazil 3 – 0 Ghana
Brazil 0 – 1 France

2010 FIFA World Cup

South Africa 1 – 1 Mexico

South Africa 0 – 3 Uruguay

South Africa 2 – 1 France

publicado por N.T. às 00:00
editado por J.G. às 11:24
Terça-feira, 22 DE Junho 2010

Curiosidade nos primeiros alinhamentos para os oitavos-de-final: o reencontro entre argentinos e mexicanos, tal como em 2006.

Recordem-se os golos dessa partida com especial destaque para a obra-prima de Maxi Rodriguez!

 

 

 

 

publicado por N.T. às 23:30
Quinta-feira, 10 DE Junho 2010

O Mundial de 1958 será sempre recordado pela presença do mais jovem jogador de sempre a jogar uma final, Edson Arantes de Nascimento, Pelé com apenas 17 anos. Será recordado também pelo magnífico golo que marcou, de uma execução brilhante. Uma final jogada na Suécia, onde a equipa anfitriã marcou presença na final, onde o sorteio ditou que jogariam de amarelo. Pelé tinha como sonho jogar ao lado de Didi, o seu ídolo, e chorou de alegria quando no final festejaram o primeiro título mundial do Brasil. Será recordado pela aplauso longo dos adeptos Suecos à sua Selecção mesmo após uma derrota em casa por 5-2. Será recordado pelo nascimento de um mito!

 

publicado por Pedro Varela às 00:21
Segunda-feira, 07 DE Junho 2010

Quantas vezes damos por nós a falar daquele jogo daquele Mundial? Ora então tomem bem nota deste espaço com o apropriado nome de Partidos de los Mundiales onde podem encontrar links para download de jogos inteiros dos vários mundiais.

Um achado!

publicado por J.G. às 15:56
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Sábado, 05 DE Junho 2010

Demorou 1 ano e alguns meses, 1.500 trabalhadores a preparar o Maracanã para o maior evento mundial de futebol. Tudo estava preparado no Rio Janeiro, no Brasil para consagrar a selecção canarinha como a potência Nº1 diante dos seus torcedores. O dia 24 de Junho de 1950 marcou o início do Mundial de 50 e com uma vitória contundente do Brasil por 4-0 sobre o México.

O empate com a Suíça e a vitória por 2-0 sobre a Jugoslávia, garantiu ao Brasil a presença da única final four dos Mundiais. Foram 3 selecções (Uruguai, Suécia e Espanha) que lutaram para evitar o que parecia inevitável desde o primeiro dia deste mundial, Brasil Campeão.

O jogo decisivo foi a 16 de Julho de 1950. O Brasil jogava com o Uruguai no Maracanã com perto de 200.000 espectadores. À selecção brasileira apenas era necessário o empate, o Uruguai precisava da vitória para se sagrar campeão do mundo.

Aos 36 minutos de jogo da segunda parte, quando os nervos estavam à flor da pele, os adeptos brasileiros temiam o pior. Temiam o que iria acontecer, Ghiggia marcou o golo da vitória do Uruguai.

Esse dia será para sempre recordado como "o dia em que o Brasil chorou"!

 

 

publicado por Pedro Varela às 14:01
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