Sábado, 03 DE Julho 2010

 

 

Para grande desilusão dos adeptos do Mundial e de tudo o que o rodeia, Larissa Riquelme não voltará a tirar a roupa hoje (sim, a rapariga já revelou os seus atributos e todos os interessados em verificar a qualidade do trabalho do cirurgião plástico poderão fazê-lo após uma rápida pesquisa no Google). Mas os espanhóis não viram facilitada a tarefa de impedir tal acontecimento. Enganou-se quem esperava um jogo de sentido único, uma Espanha dominadora perante um natural retraimento dos paraguaios. E Villar até teve uma primeira parte descansada.

Martino surpreendeu com algumas alterações, desde logo a entrada de Óscar Cardozo, provavelmente procurando fixar a defesa da Espanha atrás, mas também com o regresso à titularidade do experiente, e influente, Barreto. Aqui a surpresa maior residia na retirada de um dos elementos paraguaios em maior destque neste Mundial: Vera (entraria mais tarde). A estratégia resultou durante grande parte do jogo. Bem posicionado, e surpreendentemente subido no relvado, o Paraguai ocupava bem os espaços e pressionava convictamente os portadores de bola espanhóis. Com Xavi e Iniesta manietados, Villa e Torres não causavam qualquer incómodo à retaguarda guarani. A progressiva adaptação espanhola à estratégia paraguaia garantiu posse de bola em maior quantidade, mas nunca superioridade qualitativa. E só de longe, através de Xavi, assumiram o estatuto de formação mais ofensiva. Acabaram até por ser os paraguaios a cria maior frisson. Primeiro Santana falhou por milímetros uma bola excepcionalmente colocada por Morel e à beira do intervalo, após excelente pormenor de Cardozo, Valdez fugiu à defesa adversária, pecando perante Casillas.

Poucas mudanças após ida aos balneários e jogo novamente equilibrado, até que chegou o curioso minuto dos penalties. Cardozo teve a primeira oportunidade e desperdiçou. Xabi Alonso a segunda, que converteu. Mas se o guatemalteco Carl Batres, um minuto antes, não sancionou a precipitação dos defesas espanhóis, desta feita não perdoou a Cesc Fabregas uma prematura invasão da áera. Mandou repetir e Villar brilhou. Apesar da contrariedade a Espanha ganhou nova alma e, conduzida por um renovado Iniesta, lançou-se no ataque. Os paraguaios mal sabiam que a chama da sorte ali se extinguira. David Villa receberia o ressalto de um chute de Fabregas ao poste, remataria colocado e a bola, depois de caprichosamente voltar a bater nos dois paus, lá ultrapassaria a linha de golo.

Faça-se justiça aos paraguaios que por ali não ficaram. Reagiram e poderiam ter empatado à beira do minuto 90, mas Casillas impediu que Valdez e Roque Santa cruz, na recarga a remate do primeiro, igualassem a partida. A Espanha festejava euforicamente o seu primeiro apuramento para as meias-finais enquanto os jogadores paraguaios confortavam um destroçado Óscar Cardozo.

 

HOMEM DO JOGO: 6 Andres INIESTA

publicado por N.T. às 22:10
Quarta-feira, 30 DE Junho 2010

 

 

Larissa Riquelme: "Si ganamos a España me desnudo".

publicado por J.G. às 14:39
Terça-feira, 29 DE Junho 2010

Pela terceira vez nos oitavos-de-final da competição, o Paraguai entrou finalmente em campo como favorito, mas se confirmou predicados defensivos, continua a falhar na hora de rematar à baliza. Em 1998 resistiu à França durante 113 minutos, há 2 anos foi o alemão Olivier Neuville a derrubar a muralha guarani à beira dos 90. Hoje chegou aos penalties e fez história: está nos quartos-de-final.

Foi um jogo sem grande margem para emoção, onde as oportunidades rarearam apesar do claro ascendente paraguaio sobre um Japão que optou por ceder a iniciativa. Vinte minutos tivemos que esperar até sentir algum receio nas defesas de ambos os lados. Barrios foi o primeiro a ameaçar, rodando bem sobre os centrais e forçando Kawashima a defesa apertada. O Japão reagiu um minuto depois através de um remate à barra. E já perto do final da primeira parte, confirmando dificuldades em importunar os adversários no interior da área, voltou a importunar Villar de longe. Desta feita a bola passou ao lado. Pelo meio, aproveitando a confusão na sequência de uma bola parada, Roque Santa Cruz teve uma excelente oportunidade no interior da área mas faltou arte para capitalizar o momento.

Chegava o intervalo com claro domínio paraguaio perante um Japão que apostava tudo no contra-ataque e o segundo tempo manteria a tendência. O Paraguai insistia mais sobre as alas, principalmente pelo lado esquerdo, mas a muralha nipónica afigurava-se inultrapassável. O avançar do relógio garantia maior confiança ao Japão, agora mais preocupado em trocar a bola mas subindo sempre com precaução. Os guarda-redes permaneciam meros espectadores e a situação não agradava a Marino, que procurou maior presença na área através de Óscar Cardozo.

O jogo lateral do Paraguai intensificou-se no prolongamento, assim como o contra-ataque oriental, cada vez com mais espaço para correr com a bola. Oportunidades é que continuavam a rarear e com naturalidade se atingiu o minuto 120 com tudo a zero. Nos penalties Villar foi novamente abençoado pela trave e Cardozo tratou de negar ao Japão a quinta conversão.

 

HOMEM DO JOGO: 18 Keisuke HONDA

publicado por N.T. às 20:25
E não é que o último dia dos jogos dos oitavos de final reserva-nos mais um emocionante encontro entre dois candidatos ao título mundial? Portugal e Espanha, ao final da tarde protagonizam mais um duelo ibérico. Mas, antes defrontam-se Paraguai e Japão. Quem continuará em frente? Eis a grande questão. Aceitam-se apostas!
Espírito de índio guarani contra os últimos samurais (Paraguai - Japão; 15:00; Estádio Loftus Versfeld)

Paraguai Paraguai Japão Japão
Duas equipas conhecidas pelas suas performances defensivas neste mundial. Duas equipas em busca do acesso aos quartos de final. Duas equipas com diferentes formas de atacar. Qual delas passará?
A equipa paraguaia, segundo os esquemas da FIFA, alinha num 4-3-3. Aliás, é mesmo essa a ideia que se fica quando olhamos para o campo e vemos as disposições dos seus atletas. Contudo, embora tenham levado a água ao seu moínho, esse mesmo onze, pelos nomes que aparecem nas fichas de jogo, melhor se organizavam em 4-4-2, ora em losango ora linear. É quase inadmissível para um adepto de futebol ofensivo, que o seleccionador paraguaio, com jogadores do nível de Valdez, Barrios, Santa Cruz, Cardozo e até Benitez, o máximo que consegue fazer em termos ofensivos é marcar ou com o central em bola parada ou com jogadores do meio-campo. Isso reflecte-se que a forma de atacar se calhar não é a mais correcta. Quais seriam as vossas opções para o ataque?
O Paraguai, não é uma equipa predominantemente atacante. Não é, igualmente uma equipa muito rápida. Na defesa, embora os seus centrais não sejam muito corpulentos e altos, sabem marcar em cima, estilo "carraça", pelo que a equipa consegue ter talvez a melhor defesa sul-americana. Os laterais são jogadores rápidos mas que não se aventuram assim tanto para o ataque. Algo que quanto a mim ajuda a que o 4-3-3 não tenha outra dinâmica. Quanto aos médios Vera e Torres, funcionam muitas vezes como alas e é por esses movimentos que nota-se alguma aceleração do jogo ofensivo. Mas, até agora o fazem porque sentem-se protegidos por um senhor jogador, chamado Victor Caceres. Será uma grande baixa para este encontro, devido a acumulação de amarelos em encontros anteriores. Quem deverá substituí-lo?
A equipa japonesa, joga num 4-5-1 e embora eu preferia ver o Honda a jogar de frente para a baliza adversária, eu acho que neste momento é mesmo o único jogador japonês capaz de interpretar bem a função que um avançado nestes esquemas deve ter. Em ataque o 5 de meio-campo desdobra-se avançando os dois alas, ora pelas linhas, ora em diagonais para a zona de remate frontal. São os casos de Matsui e Tamada. Mas, não é só os alas que avançam. Nos últimos encontros, Endo e Hasebe já conseguem muitas vezes chegar a zonas de remate, sobretudo o primeiro.
Tal como o Paraguai, não considero o Japão uma equipa rápida. Considero-os ágeis, precisos, objectivos e com muito pulmão. Se têm dúvidas, basta repararem nos seus dois laterais. É, igualmente uma equipa defensiva por natureza, pois deixa apenas Honda à frente da linha do meio-campo. No centro da defesa japonesa encontramos uma das melhores e surpreendentes duplas de centrais deste mundial: Túlio Tanaka e Yuji Nakazawa. Com estes dois, mais o domínio no capítulo do livre de Endo, Honda e Nakamura, o Japão é talvez a equipa que melhor performance tem dos lances de "bola parada" neste mundial. Nakamura é a grande questão para o onze titular, uma vez que tem sido uma espécie de "Robben" para o Japão nesta competição.
Prognósticos da "Jabu": antevejo um jogo enfadonho, muito embora, os japoneses têm proporcionado alguns belos jogos. Assim sendo, penso que quem marcar primeiro deverá passar em frente. Neste momento, penso que o Japão é mais equipa, mas o Paraguai dá-nos a sensação que ainda não vimos o seu verdadeiro potencial. Boas hipóteses de haver prolongamento, pois ambas as equipas apenas atacam pela certa.
Duelo entre "hermanos" (Espanha - Portugal; 19:30; Estádio Green Point)
Espanha Espanha Portugal Portugal
E às 19:30 a península ibérica pára! Quem irá prosseguir em frente? A Espanha ou Portugal?
A armada espanhola, comandada por um jogador conhecido por "olhos de camaleão", de seu nome Xavi, apresenta-se neste mundial ainda em busca das suas rotinas de jogo. Xavi já percebeu que os companheiros que tem na selecção e não jogam no Barça são diferentes dos estrangeiros no seu clube, pelo que é necessário afinal os entrosamentos, mas já aí voltarei.
Começo pela baliza, Iker Casillas, o homem-aranha das balizas (a par de Júlio César do Brasil), é um grande guarda-redes, mas não está a passar por um grande momento na selecção. Parece haver ainda faltas de comunicação com a defesa blaugrana. Disso foi notório o seu primeiro golo sofrido no mundial.
No centro da defesa, Puyol e Piquet complementam-se e têm já rotinas do seu clube. É uma dupla muito coesa, mas como estão habituados a jogar muito subidos, quase ao pé da linha de meio-campo. Fazendo uso do "fora-de-jogo", têm muitas dificuldades quando a equipa adversária consegue penetrar no espaço deixado entre eles e o guarda-redes. Então se Piquet perder a bola num dos seus movimentos típicos de subida pelo terreno, abre um espaço nas costas que Busquets nem sempre se encontra para tapar. Se no Barcelona, têm laterais muito rápidos como Maxwell e Dani Alves, na selecção, embora Ramos não é batido em velocidade, o Capdevilla já o é. Contudo, têm quase sempre o apoio ora de Sérgio Busquets (médio mais defensivo), ora de Xavi, que muitas vezes vem buscar jogo, tal como faz no Barcelona, ora, também de Xabi Alonso, que tem tendência a fazer o mesmo que Xavi, pois é essa a sua função no Real Madrid. Como são ambos destros, têm tendência para moverem-se para o mesmo lado, à procura do equilíbrio necessário para passar com precisão com o seu melhor pé. Desiquilibrando o lado esquerdo espanhol. Uma coisa é certa, em termos de tipo de passe predilectos, tanto Xavi como Xabi Alonso são diferentes e complementares. São igualmente diferentes nas tarefas de "bolas-paradas" ofensivas e defensivas. Mas, é entre estes dois que vejo ainda alguma imprecisão, falta de coordenação e entrosamento nas saídas para o ataque.
David Silva, é uma espécie de "Messi" espanhol. Pelo menos é essa a ideia que transparece da forma como Del Bosque quer que este virtuoso jogador funcione em campo. Eu penso que está correcto, pois é assim que Silva joga no seu Valência., ou seja, ora à esquerda, ora à direita, ora ao centro, como "10" com muita liberdade. Contudo, mais uma vez, os mecanismos ainda não são os melhores, com os restantes membros da equipa (leia-se meio-campo). Villa, é dos únicos onde parece ter claramente um enorme entrosamento, porque jogam juntos no Valência. Torres ainda está à procura do apuramento de forma e tem sido Navas o escolhido para formar um trio atacante, com Villa e Silva. Notar que o novo reforço do barça é um avançado que não sabe jogar de costas para a baliza, e é mais de jogar no espaço vazio, com uma diagonal ou transporte de bola. Tem tendência para preferir o lado esquerdo do ataque pois possibilita fazer o movimento interior para disparar, tal como fez quando jogou contra as Honduras. Com o jogador do Liverpool em campo, a tendência é para Espanha adoptar um 4-4-2 em losango. É então entre o 4-3-3 e o 4-1-2-1-2, que eles se sentem mais confortáveis em jogar, mas no banco o que não falta são soluções para todas as situações. É talvez a par da Argentina o 23 mais homogéneo.
A armada lusa, também tem as suas armas e estou curioso por ver qual será a estratégia a ser usada neste encontro. Neste contexto tenho duas questões:
i) Qual será o estilo de jogo que Portugal irá adoptar, ou seja, se um estilo de jogo mais defensivo, como aconteceu frente ao Brasil ou se mais ofensivo, como ocorreu frente à Coreia do Norte?
ii) Qual será a táctica que Portugal irá adoptar neste encontro, se o tradicional 4-3-3 que tem usado neste mundial, se o 4-1-2-1-2, que deu-nos o apuramento nos jogos do play-off europeu?
Sinceramente, eu no lugar do Queiroz optaria por um esquema que os jogadores se sintam bem. Povoar o meio-campo, com gente defensiva, não é lá muito correcto frente a uma Espanha ou Argentina. É que essas equipas aproveitam-se para se intalarem no nosso meio-campo e têm gente com maturidade e paciência suficientes para por-nos a correr atrás da bola até que haja um espaço onde possam metê-la e penetrar em ataque. Se marcarem primeiro, em termos anímicos para a equipa será devastador. Por outro lado, não é assim que a maioria dos jogadores Portugueses está habituado a jogar. Mais, o jogo frente ao Chile, revelou que a Espanha tem imensas dificuldades frente a um adversário que procure ter tanta posse de bola como ela. Sendo assim, e para aproveitar o melhor dos dois mundos do estilo e da táctica, penso que Portugal deveria usar o seguinte onze:
- Eduardo na baliza, este é intocável e tem sido o melhor na sua posição neste mundial.
- Miguel a lateral direito, porque de todos os laterais direitos nacionais é aquele que convive diariamente com Villa, o jogador que lhe vai cair na sua zona de acção.
- Ricardo Carvalho, o líder da defesa e aquele que poderá sair com a bola nos pés.
- Bruno Alves, o central de marcação por excelência que deverá preocupar-se com Torres, se este jogar de início. Também nos lances de bola parada, defensivos e ofensivos será preponderante.
- Fábio Coentrão, que continue a fazer o que tem feito até aqui.
- Pedro Mendes, porque dá outra segurança à equipa tanto em termos defensivos, como nas saídas para o ataque que Pepe não dá. Também pensei em Miguel Veloso, mas agora não é tempo para experiências e Mendes parece-me mais seguro e confiante.
- Tiago, continua a jogar e deslumbrar. Complementa Mendes e Meireles, formando um tridente de grande qualidade. Será concerteza o jogar mais cerebral do meio-campo.
- Raul Meireles, com as suas penetrações pelo centro do terreno acaba por esticar e bem o jogo ofensivo nacional. Tanto ele e Tiago têm essa tendência e pelos vistos, fazem-no com critério e de forma intercalada. Está em grande forma. Tem tendência para marcar nos grandes momentos, será este um deles? Esperemos que sim!
- Simão, ora na esquerda, ora na direita, ora no centro (caso haja necessidade de jogar em 4-1-2-1-2), Simãozinho é o jogador mais inteligente e experiente que temos na equipa nacional. Conto com ele para pressionar e roubar muitas bolas ao Busquets, no momento em que este receba a bola.
- Cristiano Ronaldo, é aquele jogador para levar Portugal a outro patamar, tal como aconteceu com Eusébio em 66. Se em termos defensivos pressionar a defesa contrária, nomeadamente, Capdevilla, Puyol, BusquetsXavi quando no seu meio-campo defensivo irá permitir a que Portugal conquiste muitas bolas na zona de construção adversária. Em termos ofensivos, colocaria-o mais sobre a direita para o centro, aproveitando o confronto com Capdevilla.
- Hugo Almeida, é muito importante para Portugal colocar este rapaz em campo. É o único que pela sua movimentação (procura flectir para o lado esquerdo), capaz de manter Piquet lá atrás e fazer com que Ramos, não suba a seu belo prazer. Com um Raul Meireles por detrás e com o apoio de Coentrão, poderá depois partir para a zona de finalização.
Prognóstico da "Jabu": mais uma vez RESERVADO! Tudo dependerá da forma como os jogadores abordarem este encontro, sobretudo os portugueses que parecem correr por fora. Depois, esta questão que visa uma performance nacional personalizada, que depende e muito de quem jogar, logo de quem Carlos Queiroz optar, leva-me a ter muitas reservas. Vamos ver, que seja um bom espectáculo e sem casos (deverá ser difícil, pois é um confronto ibérico).

PP

PS: O que acham do onze que apresentei? Sempre dava para sem nenhuma substituição jogar num 4-1-2-1-2 ou 4-3-3.
publicado por jabulani às 10:15
Quinta-feira, 24 DE Junho 2010

Em África mandam os sul americanos! O paraguai em posição priveligiada para ser apurado fez descansar alguns titulares, Cardozo hoje foi titular, e jogou em velocidade reduzida. Mesmo assim chegou e sobrou para segurar o empate perante a Nova Zelândia que hoje jogou com as cores mais conhecidos do seu popular rugby. Os All Blacks não mostraram inspiração e embora tenham tentado rematar nem conseguiram acertar na baliza.

No outro jogo do grupo fazia-se história numa partida épica e ninguém aqui quis distrair quem estava a seguir a derrocada italiana, por isso tivemos um dos desafios mais desinteressantes deste Mundial.

Sem grande história para contra destaque-se o facto da Nova Zelândia sair da África do Sul invicta! Faltou-lhes uma vitória para irem mais longe o que já seria exigir demais a esta simpática mas limitada equipa.

O Paraguai vence assim um grupo que à partida tinha como favorito a Itália e agora tudo é possível nos jogos do mata-mata.

Aqui não houve surpresas, as emoções ficaram todas reservadas para o outro jogo do grupo.

 

Melhor em Campo: 4 Denis CANIZA

publicado por J.G. às 17:15
Domingo, 20 DE Junho 2010

Continua o domínio das equipas sul americanas neste Mundial 2010. Em 8 jogos nenhuma perdeu e o Paraguai apresenta-se como agradável surpresa do torneio. Depois da batalha contra os campeões do Mundo que rendeu um ponto os sul americanos mostraram um futebol bem jogado e virado para o ataque. A entrada de Santa Cruz para o lugar de Aureliano Torres abriu o jogo ofensivo e uma atitude de constante pressão no meio campo eslovaco deram o total controlo de jogo ao Paraguai. Muito boa a frente de ataque comandada por Barrios e apoiado por Vera que foi o autor do primeiro golo do jogo com uma bonita finalização em jeito após grande pressão na defesa europeia.

A história do jogo e fácil de contar porque só deu Paraguai, a Eslováquia não conseguiu impôr o jogo de Hamsik ou Weiss nas alas e o jogo raramento passou por oportunidades de perigo na baliza do Paraguai.

Na 2ª parte mais do mesmo e o Paraguai reduziu o ritmo entrando em poupança mas sempre controlando o adversário. Já com Cardozo em campo foi sem surpresa que a 5 minutos do fim o resultado foi aumentado para 2-0 com um golo de Riveros após atrapalhação de Paulo Da Silva e Cardozo. Estava feito o resultado que não deixa dúvidas a ningém e é tão justo quanto natural.

Paraguai bem colocado para seguir em frente no Mundial.

 

Melho em Campo:  13 Enrique VERA

publicado por J.G. às 15:30
editado por Pedro Varela às 19:10

O décimo dia do mundial reserva-nos mais três duelos entre selecções de quatro continentes. Joga-se a segunda ronda, com dois jogos do grupo F e um do grupo G. Este último será seguido por todos os adeptos nacionais com muita atenção, pois poderá condicionar futuras estratégias (medo... muito medo...).

 


Eslováquia Eslováquia Paraguai Paraguai

Frente a frente duas selecções tão afastadas uma da outra mas com um futebol de certa maneira parecido. Apoiados num 4-4-2, bastante semelhante entre si, Eslováquia e Paraguai, fazem das suas maiores armas as suas defesas, os seus médios-ala e as suas duplas de avançados.

Do lado paraguaio, pergunta-se se será desta que Roque Santa Cruz e Óscar Cardozo terão a oportunidade de fazer mais minutos? A meu ver um jogo claramente para estes dois atletas, não acham?  É que a defesa eslovaca é algo lenta e corpulenta... De qualquer das formas a actual dupla paraguaia está habituada a este tipo de jogo mais físico uma vez que jogam na Alemanha, mais propriamente em Dortmund. No meio-campo, vou destacar Vera, o médio-ala direito da turma guarani, que está num momento de forma espectacular, cumprindo defensivamente, ajudando o seu lateral e tendo ainda pulmão para dar profundidade ao lado direito. Com Caceres a médio mais defensivo, o Paraguai fica muito mais compacto, sendo inclusivé uma das melhores (senão mesmo a melhor) defesas sul-americanas. Do lado esquerdo do meio-campo, destaco o Torres (nome de craque!) que deu-me muito boas indicações no primeiro encontro. É uma espécie de clone de Vera, mas canhoto.
Mas e as armas eslovacas? Weiss, o miúdo filho do seleccionador, joga na direita e na esquerda, é destro, tem pinta de craque e já demonstrou várias vezes frente aos neozelandeses que é bem capaz de inventar espaço numa cabine telefónica. Falta-lhe alguma maturidade na altura de decidir a jogada, i.e., no momento certo em libertar a bola ou saber dizer basta às fintas. De qualquer forma quando consegue ficar próximo de Vittek, combinam de forma muito elegante alimentando o poderoso avançado eslovaco. O camisola #11 da Eslováquia é outro jogador a seguir neste encontro, assim como o mais mediático e capitão de equipa Hamsik. O central Skrtel terá aqui um desafio de nível mais difícil que frente aos neozelandeses. Poderá estar nele a capacidade da Eslováquia poder ter outras ambições neste encontro.
Qual será o "output" de tal confronto?
Muito provavelmente será o Paraguai, sobretudo pelas soluções que tem no banco. De qualquer maneira, se a Eslováquia conseguir marcar primeiro... temos jogo até ao fim!
Uma nota final para o facto de ser um encontro com jogadores que já actuaram, e, alguns ainda(?) actuam, no nosso campeonato. Sabem quem são eles?

 


Itália Itália Nova Zelândia Nova Zelândia

A meio da tarde, entram em campo a "squadra azzura" e os "all white". Duas equipas com tendência para o futebol defensivo, que fazem uso do jogo directo, mas de forma bem diferente. Enquanto os italianos tentam utilizar combinações em progressão, sem muitos rodriguinhos e com alguma velocidade, os neozelandeses usam e abusam, bem diga-se, do jogo áreo dos seus avançados. Aliás, penso que a Nova Zelândia é a equipa que na primeira ronda demonstrou ser a melhor no jogo de cabeça.

Trata-se pois de um encontro que à primeira vista se advinha fácil para a selecção italiana, mas esta, tal como muitas outras selecções europeias está em muito má forma, apresentando inclusivé uma falta de entrosamento gritante. No entanto, Itália é Itália e tem por hábito começar mal e acabar... campeão! Dúvidas? Consultem os almanaques desportivos dos mundiais... De qualquer maneira, fosse eu o Lippi e tentaria simplificar um pouco o meio-campo. Marchisio a "10" é que não! Ah! E já agora sr. Lippi, que tal inicial o encontro com Di Natale? Os "tiffosi" e a "Jabu" agradecem...
Com Buffon com problemas na ciática, será a vez de Marchetti marchar para a titularidade. Zambrotta, não me convenceu à direita, mas a sua experiência parece ser importante para Lippi. Talvez apostaria no Maggio para seu lugar. E já agora, porque não apostar em Quagliarella para "10" ou avançado mais móvel, fazendo dupla com o Gilardino? Como podemos ver, talento não falta a esta selecção italiana. Falta talvez um esquema que se adeque aos atletas e aos seus estilos de jogo. Veremos se Lippi consegue corrigir a tempo.
Quanto à Nova Zelândia, penso que o seu campeonato do mundo já está ganho! Conseguiram fazer um ponto, algo que por exemplo os Camarões ainda nem sequer fizeram e já vamos na segunda ronda. Mas, chegado até aqui, porque não ambicionar mais? Porque não ambicionar a glória? Que assim o seja! Penso que se os seus adversários não os medirem bem, terão grandes problemas. O jogo de cabeça do seu ponta-de-lança Fallon é simplesmente impecável! É claro que este é devidamente bem servido e vê-se que há jogada típica para este tipo de movimentos, mas a forma como o rapaz ganha o espaço de costas para a defesa e serve com açucar para os outros dois avançados que partem das alas para o centro é impecável. Outra grande força do ataque é a forma como o ponta-de-lança neozelandês tem sempre um colega perto. Os avançados Smeltz e Killen, apenas terão que ter mais noção na decisão das jogadas, para que o trio atacante seja mais letal. Contudo, frente aos italianos irão defrontrar a defesa campeã mundial. Veremos se vão tremer perante o obstáculo. Quem não vai tremer mesmo nada será o capitão Nelsen, líder da defesa de betão neozelandesa. O guarda-redes Pastore é que terá de ter cuidado ao jogar com os pés, pois a "Jabu" é malandreca.
Dois confrontos particulares em antevisão: Nelsen vs Gilardino e Chielini vs Fallon.
Qual será o resultado final?
Como é óbvio, pelo estatuto será a Itália. Mas, olhem que poderá haver surpresas, não acham?
Sabiam que do lado transalpino não há nenhum jogador a actuar fora da Itália e por incrível que pareça muitos dos neozelandeses actuam em ligas inglesas? Engraçado não é?

Brasil Brasil Costa do Marfim Costa do Marfim

E o melhor do dia (pelo menos teoricamente) vem no final. É quase como uma espécie de sobremesa deliciosa dado o festim de mais um dia de mundial.

De um lado, os canarinhos. Do outro, os elefantes.
De um lado, um treinador ainda verde com uma equipa de campeões. Do outro, um treinador laureado com um grupo de jogadores a querem ser equipa. De um lado, Luís Fabiano, um "puro-sangue" da saga de poderosos avançados brasileiros. Do outro, o Didier Drogba, somente, a força da natureza africana. De um lado, Kaká, o "playmaker" moderno. Do outro, Yaya Touré, o pivot defensivo por excelência. De um lado, Maicon, o homem bala. Do outro, Demel, a muralha humana. De um lado, Robinho, o abre-latas brasileiro. Do outro, Gervinho, a seta africana. De um lado, Júlio César, o "homem-aranha" das balizas canarinhas. Do outro, Barry, o "pastor" da baliza marfinense. De um lado, Lúcio, o sargentão. Do outro, Kolo Touré, o capitão.
Com tanta qualidade, com tanto equilíbrio dentro de campo, com tantos grandes nomes, o espectáculo está assegurado. Que ganhe quem jogar melhor! É o meu desejo como amante desta modalidade. Torcerei por quem jogar melhor, muito embora como "tuga" o mais racional seria torcer por um empate... mas com muitos golos, pode ser? ;D
Já agora, sabiam que se a Costa do Marfim empatar com o Brasil e vencer a Coreia do Norte, assim como Portugal, o desempate será por... diferença de golos obtida em todos os jogos do grupo? E se for idêntico esse valor, terá que ser por outros critérios no livrinho de capa azul? Um grupo de morte, não haja a dúvida!
PP

PS: O texto contém um "gralha", será que conseguem descobrir?
publicado por J.G. às 00:46
Segunda-feira, 14 DE Junho 2010

 

 

Como seria de esperar, Itália e Paraguai, conhecidas pelo rigor defensivo, protagonizaram um embate essencialmente táctico, num jogo que ficou ainda marcado pelo primeiro aparecimento da chuva. Ainda assim, a Itália, fazendo valer o estatuto de favorita, entrou de forma mais convicta e assentou o seu futebol no meio-campo adversário, atacando primordialmente pela direita, onde se encontravam Pepe, o único extremo de raiz no 433 de Lippi, e Zambrotta, o mais acutilante dos laterais italianos. Mas apesar do bom trabalho dos seus médios,  a Squadra Azurra nunca conseguiu furar a bem organizada defesa do Paraguai.

Os paraguaios, estrategicamente recuados, de alguma forma desiludiam. Talvez pela ausência de Cabanas e Roque Santa Cruz, as rápidas transições ofensivas que caracterizam a selecção gaúcha não surgiam. Mas bastou um livre lateral para que, bem à italiana (foi o único remate do Paraguai enquadrado à baliza), se adiantassem no marcador através de um antigo jogador do Beira-Mar. Os centrais italianos não subiram e Buffon ficou com os pés bem presos na relva. Momento especial para Alcaraz que se estreou a marcar pela sua selecção.

Ao intervalo Buffon ficou no balneário aparentemente lesionado e a segunda parte iniciou-se com um ritmo mais elevado. Mas apesar do maior ímpeto inicial, a pressão italiana não suscitou oportunidades e até parecia ceder espaços aos contra-ataques sul-americanos, agora com Vera a surgir mais próximo da dupla avançada. E é Vera quem acaba por estar mais perto do golo, num remate forte que passa perto do ângulo da baliza de Marchetti.

Lippi começa a mexer na equipa e lança Camoranesi, tentando dar mais criatividade e profundidade à sua equipa, mas o Paraguai adapta-se bem e em poucos minutos consegue anular o ascendente conquistado com a alteração. E só de bola parada se festeja novo golo no estádio. Na sequência de um canto, Villar borra a pintura ao tentar socar a bola com a mão esquerda e De Rossi factura para os italianos, acentuando uma tendência: dos últimos 13 golos italianos em fases finais do Mundial, 8 foram marcados através de bolas paradas.

A pressão italiana acentuou-se, já com Di Natale em campo, mas a defesa paraguaia resistiu e Villar chegou ao fim do jogo sem grandes sobressaltos.

Resultado mais que justo entre os grandes favoritos deste grupo e que, no fundo, deverá deixar satisfeitos ambos os seleccionadores, agora com embates aparentemente mais fáceis pela frente.

 

Homem do Jogo: 21 Antolin ALCARAZ

 

 

 

publicado por N.T. às 21:46
Sábado, 05 DE Junho 2010

ITÁLIA

A Itália chega a solo africano com a missão de defender o título e o difícil objectivo de igualar o penta do Brasil, pois nunca uma selecção europeia venceu fora do seu continente.
Apesar de muito criticado, pela excessiva rotação de jogadores no apuramento (37 utilizados em 10 jogos), mas também pelos péssimos resultados na Taça das Confederações e pelo desprezo por jogadores como Luca Toni e António Cassano, Marcelo Lippi garantiu a conquista do grupo sem qualquer derrota e a squadra azurra integra o habitual lote de favoritos. É que desde 1974 que a Itália não falha a passagem à segunda fase da competição e, desde então, ficou entre os 4 primeiros classificados em 5 ocasiões.
No entanto, apesar da presença de jogadores como Buffon, Cannavaro ou Chiellini, a habitual solidez defensiva italiana esbarra num score de 11-9 nos últimos 10 jogos. No ataque, agora sem Toni, Totti e Del Piero, depositam-se esperanças em Gillardino, que apesar de ter apenas disputado 5 jogos do apuramento (4 a titular), foi o melhor marcador dos italianos com 4 golos.

Jogador chave: Daniele de Rossi - Num equipa em que as principais referências se foram ou se encontram em notória quebra, o jogador da Roma pode assumir posição de destaque na squadra azurra. Futebol de régua e esquadro, mas sem nunca esconder o músculo, e um remate que faz mossa pela potência e colocação, são características mais que suficientes para liderar a equipa italiana. Fez uma segunda metade de época fantástica ao serviço da Roma e volta a ser um nome em destaque na anual especulação do defeso.


PARAGUAI

O Paraguai chega ao Mundial com a fama de melhor futebol da CONMEBOL. Liderou a fase de qualificação durante muito tempo, acabou por terminar a 1 escasso ponto do Brasil, com os mesmos pontos do Chile, com quem partilha também o maior número de vitórias: 10 em 18 jogos. Ainda assim estamos perante uma das grandes dúvidas da competição, já que se apresenta sem o avançado Cabanas, totalista e melhor marcador da equipa no apuramento. Para o seu lugar poderá entrar Óscar Cardozo, cuja adequação ao modelo de jogo normalmente apresentado pelos paraguaios é uma incógnita. Mas a chamada de Lucas Barrios pode confirmar o estatuto de suplente do benfiquista. O objectivo do Paraguai é superar o seu melhor registo e chegar aos quartos de final.

Jogador chave: Edgar Barreto - Acaba de regressar à acção depois de em Março ter sido operado ao joelho direito. O médio que actua em Itália seria a âncora da equipa, mas uma época recheada de lesões lança dúvidas sobre a sua utilização. Será uma grande perda para a selecção paraguaia caso não consiga atingir a forma ideal para integrar o 11.


Nova Zelândia

A Nova Zelândia procura ainda o primeiro ponto nesta segunda aparição em fases finais do Campeonato do Mundo. Pouco se sabe sobre esta selecção para lá da sua alcunha de "all-whites", em contraponto aos "all-blacks" do rugby e pela mesmíssima razão: a cor do equipamento. Talvez nesta ausência de conhecimento sobre a sua realidade futebolística possa residir a sua principal arma, se esquecermos que a grande maioria dos jogadores actua no país de origem, onde existe um único clube profissional. Há, inclusivamente, dois seleccionados sem clube. É orientada por Ricky Herbert, que esteve como jogador no Espanha 82 e foi o 1º neo-zelandês a jogar na Europa. Algo que só 7 dos seus jogadores compreenderão. Os heróis são Rory Fallon, que marcou o golo do apuramento a 1 minuto do fim da partida, e Mark Paston, que nesse mesmo jogo defendeu uma grande penalidade.

Jogador chave: Shane Smeltz - Considerado, em diversas ocasiões, o melhor jogador do campeonato australiano, sagrou-se este ano o melhor marcador desse campeonato, título a que junta a eleição de Jogador do Ano na Oceania. Foi o melhor marcador da Nova Zelândia no apuramento e é o principal candidato a repetir os êxitos de Steve Wooddin e Steve Summer em 82.

Eslováquia

A Eslováquia estreia-se no Mundial sob o comando de Vladmir Weiss, o homem que levou o Artmedia à Liga dos Campeões, e é uma equipa a ter em conta. O seu historial é curto, mas ascendente. Foi quarta classificada no seu grupo de apuramento para o França 98, terceira para o Coreia/Japão e segunda no caminho para a Alemanha, tendo sido travada pela Espanha no playoff. Faz o jogo de estreia contra aquela que é considerada a equipa mais fraca do torneio e pode retirar dividendos dessa situação. O seu trunfo reside num meio-campo operário e o instinto do avançado Stanislav Sestak não deve ser menosprezado. Os conhecidos Marek Mintal e Vratislav Gresko não estarão na África do Sul.

Homem chave: Marek Hamsik - É a gazua do meio-campo eslovaco e tanto pode quebrar a defesa adversária com uma assistência perfeita para o avançado, como surpreender o guarda-redes com um tiro colocado. Prefere receber a bola no espaço ofensivo, mas não se escusa a recuar para pegar no jogo. E sabe impor o físico, não se esquivando ao trabalho defensivo. É essencial em toda a manobra do futebol eslovaco.

 

 

Opinião

 

Itália e Paraguai partilham uma filosofia futebolística similar, onde o rigor defensivo é arma essencial para atingir os objectivos. Não são, no entanto, equipas que desprezem a bola. São as favoritas a seguir em frente, apesar da Eslováquia ter capacidade para surpreender e encaminhar qualquer uma das selecções rumo ao aeroporto mais próximo. Acredito que será uma luta a três, mas coloco a fichas na tradição da Itália e na estratégia paraguaia.

publicado por N.T. às 19:06
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